segunda-feira, 27 de julho de 2015

Editorial: Mercado recessivo nem sempre quer dizer falta de oportunidades.

Você está em um emprego estável e de repente recebe uma ligação do RH de uma grande empresa. O que fazer? Bom, mesmo sem estar deixando currículos, pode acontecer de alguma empresa se interessar por seu trabalho. Estar aberto à novas oportunidades, mesmo sem nada concreto significa que seu trabalho, ou seu networking, está atrativo profissionalmente. O texto a seguir mostra como estar atento à novidades do mercado, mesmo estando em período de recessão, e como agir diante de uma oportunidade, mesmo sem nada concreto inicialmente: 

"As previsões para o emprego neste ano permanecem ruins na maior parte do país. Mais de 80 000 vagas foram fechadas entre janeiro e abril, e 84,4% das indústrias de São Paulo não têm planos de contratar neste primeiro semestre, segundo a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo.
Isso não significa que as empresas estejam paradas na pesquisa de candidatos. Uma prática de head­hunters antes restrita a altos executivos — a de sondar profissionais, sem compromisso — começa a se estender a níveis mais baixos da hierarquia. Trata-se de um flerte que pode virar namoro no futuro. 'Deixo claro que não há uma vaga aberta', afirma Gabriel Frank, diretor de RH do Groupon para a América Latina. 'Digo à pessoa que ouvi bastante sobre seu trabalho e que isso motivou o encontro.'
A paquera profissional permite aos dois lados se conhecer e verificar se há alinhamento de interesses. Quando uma vaga surge, a chance de contratação daquele profissional aumenta. 'Se gostamos da pessoa, ela fica em nosso radar pelos próximos seis a 18 meses', diz Daniela Sicoli, gerente de recrutamento da Microsoft no Brasil. Confira o que fazer se receber um convite desses.

1. Troca de olhares

A primeira mensagem ou ligação pode ocorrer a qualquer momento do dia. A abordagem é semelhante àquela feita quando há um candidato em vista para uma vaga em aberto. 'Em geral, marcamos esses encontros com profissionais de que já ouvimos falar, por indicação', afirma Gabriel Frank, diretor de RH do Groupon para a América Latina. 'Pessoas com alguma especialização ou funcionários de empresas semelhantes também são observados', diz ele. 

COMO AGIR

A postura de um profissional na ligação ou na resposta ao e-mail ou mensagem reflete quem ele é. 'É nesse primeiro contato que tiramos as primeiras impressões sobre o profissional', afirma Bernardo Cavour, headhunter da Flow Executive Finders. Seja educado e, se não puder falar no momento, retorne a ligação com um pedido de desculpas.
É importante perguntar onde o recrutador encontrou seu contato e por que gostaria de conversar. Não crie expectativas. Em princípio, o encontro é apenas para networking sem compromisso. Se realmente não estiver interessado na possibilidade de trocar de emprego, recuse o convite. Não vale a pena perder seu tempo e fazer o recrutador perder o dele. 

2. O primeiro encontro

Como não há vaga em jogo, é comum que esses encontros ocorram fora das dependências da empresa, num café da manhã ou almoço. 'É o cenário ideal para entender qual é o momento da pessoa e se ela está buscando um novo desafio', afirma Gabriel. Fora do escritório, a tendência é que o possível candidato se solte mais, já que não existe a tensão de uma entrevista formal, dando ao profissional de RH a possibilidade de ler nas entrelinhas se realmente há afinidade entre aquele executivo e a empresa. 'Mas esse primeiro encontro também poderá acontecer por vídeo se as agendas estiverem muito complicadas', diz Daniela Sicoli, da Microsoft. 

COMO AGIR

Como nos encontros amorosos, em entrevista de emprego não se fala mal do ex, seja ele o chefe ou a empresa. Aproveite para falar de seus projetos e do que você espera para sua carreira. No atual emprego, mantenha a discrição. 'O chefe pode não gostar de saber que você está aberto a propostas', diz Sofia Esteves, da consultoria de recursos humanos DMRH, de São Paulo.
Em um almoço ou café, se ofereça para pagar a conta ou, pelo menos, sua parte. 'A boa educação diz que quem convidou deve pagar, por isso pago sempre', afirma Ana Ramos, consultora da Hays, empresa de recrutamento de São Paulo. 'Mas, ao se oferecer para pagar, o candidato mostra que o encontro também foi bom para ele.'

3. O dia seguinte

Depois do encontro, não existe um prazo para ligar de volta. Lembre-se: é um 
encontro sem compromisso. Vale um contato apenas se você prometeu enviar alguma informação extra. 'Se eu achar que aquele profissional é interessante para algum projeto que um cliente esteja fazendo, vou falar dele para a companhia.
Não existe a necessidade de ficar ligando ou mandando e-mails para ser lembrado', diz Ana, da Hays. 

COMO AGIR

É difícil controlar a ansiedade, mas não ligue, não mande e-mail nem WhatsApp no dia seguinte perguntando por novidades. 'Insistir em saber se houve alguma 
mudança no mercado da noite para o dia só vai deixar quem o procurou irritado', diz André Freire, presidente da Odgers Berndtson, consultoria de recrutamento de altos executivos.
Não caia na tentação de descuidar de seu trabalho atual, achando que sua saída é uma questão de tempo. Lembre-se de que uma proposta para a nova empresa pode não se concretizar e você não deve trocar o certo pelo duvidoso. 

4. Relacionamento sério

Com o mercado desaquecido, um segundo contato pode levar meses para acontecer. 
Mas, se o telefone toca, é sinal de que o profissional está realmente sendo sondado para uma vaga que abriu — ou que esteja para abrir. 'Não há regra, mas o habitual é que esse tipo de contato não ultrapasse dois desses encontros', diz Gabriel, do Groupon.
A explicação é que, se passa disso, as pessoas sondadas começam a sentir que 
estão perdendo tempo. Ainda assim, não considere que já está contratado. Aja como 
se estivesse em uma entrevista de emprego. 

COMO AGIR

Cuidado com informações confidenciais sobre a empresa em que você trabalha ou o setor em que atua. 'É normal querer impressionar durante uma entrevista, mas falar de assuntos sigilosos acende a luz vermelha para o profissional', diz Bernardo, da Flow. A explicação é simples: se falou dos assuntos secretos da empresa em que está agora, o que o impedirá de fazer o mesmo caso seja contratado em uma nova? 
Se após esse contato não for formalizada uma proposta, tire a história da cabeça. 
Como em um namoro, esteja preparado para partir para outra se necessário. "

Fazer bem o seu trabalho e manter seu networking atualizado são formas de se 
manter atento ao mercado. Afinal, as oportunidades chegam quando menos esperamos. 

Até a próxima!

A Autora.

Fonte: Artigo publicado por Mariana Amaro, para a Revista Você S/A, Julho/2015: 
http://exame.abril.com.br/revista-voce-sa/noticias/sem-vagas-abertas-empresas-
continuam-buscando-talentos. Acesso em 27/07/2015. 

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Editorial: Satisfação que leva à felicidade.

A satisfação e realização profissional é o que nos faz sentir felizes com o que fazemos. Porém, muitas vezes a nossa felicidade está ligada à outros fatores, que independem da função que exercemos na empresa. O editorial a seguir traz uma entrevista com o Professor Tal Ben-shahar, da Harvard University, e que nos ajudará a refletir melhor nesse aspecto. 





"Na primeira vez que ministrou o curso, há dez anos, oito pessoas se inscreveram. A fama cresceu e, embora os alunos façam trabalhos, não recebem notas, mas algo mais pessoal. 'Eles falam que a aula muda a vida deles', diz Tal. Nesta entrevista, ele mostra como encontrar satisfação profissional e pessoal.

VOCÊ S/A - Aulas que têm como enfoque otimismo e felicidade não são algo comum em uma universidade tradicional como Harvard. Por que criou o curso?

Tal Ben-Shahar - Comecei a estudar psicologia positiva e a ciência da felicidade porque me sentia infeliz. No meu segundo ano de estudante em Harvard, quando cursava ciência da computação, eu era bem-sucedido, pois tinha boas notas e tempo para atividades que me davam prazer, como jogar squash. Mesmo assim era infeliz.
Para entender por que, mudei de área e fui cursar filosofia e psicologia. Meu objetivo era responder a duas perguntas: por que estou triste e como posso ficar feliz? Estudar isso me ajudou, e decidi compartilhar o que aprendi.

VOCÊ S/A - Uma pesquisa de doutorado feita no Brasil revela visões diferentes do que é ser bem-sucedido, que vão além de dinheiro e poder. As pessoas buscam algo mais profundo?

Tal Ben-Shahar - Sucesso não traz, necessariamente, felicidade. Ter dinheiro ou ser famoso só nos faz ter faíscas de alegria. A definição de sucesso para as gerações mais novas mudou. Não é que as pessoas não busquem dinheiro e poder, mas há outros incentivos.
No passado, sucesso era definido de maneira restrita, e as pessoas ficavam numa empresa até a aposentadoria. Agora, há uma ânsia por ascender no trabalho, ter equilíbrio na vida pessoal e encontrar um propósito.

VOCÊ S/A - Qual a principal lição sobre a felicidade o senhor aprendeu? 

O que realmente interfere na felicidade é o tempo que passamos com pessoas que são importantes para nós, como amigos e familiares — mas só se você estiver por inteiro: não adianta ficar no celular quando se encontrar com quem você ama. Hoje, muita gente prioriza o trabalho em vez dos relacionamentos, e isso aumenta a infelicidade.

VOCÊ S/A - Descobrir para onde queremos ir seria a grande questão?

Muita gente não sabe o que pretende da vida simplesmente porque nunca pensou sobre o assunto. As pessoas vivem no piloto automático. Ouvem de alguém que deveriam ser advogado ou médico, e acreditam em vez de se perguntar do que gostam. Essa é a questão fundamental.

VOCÊ S/A - Como aplicar as diretrizes da psicologia positiva no dia a dia do trabalho?

Uma maneira é pensar nos progressos diários que um profissional alcança no fim de cada dia. Segundo uma pesquisa de Teresa Amabile, professora de administração da Harvard Business School, quem faz isso tem índices mais altos de satisfação e é mais produtivo.
Deve-se também valorizar os próprios pontos fortes e, no caso dos chefes, os pontos fortes das pessoas da equipe, o que aumenta a eficiência dos times. Isso não significa deixar de lado as fraquezas, que devem ser gerenciadas. Apenas que a maior parte da energia precisa ser gasta fortalecendo os pontos fortes ao máximo.

VOCÊ S/A - Dá para fazer isso mesmo em momentos de crise ou de baixo desempenho?

Sim, desde que os profissionais sejam realistas. Em 2000, quando Jack Welch­ (ex-presidente da GE e referência em gestão) foi nomeado o gerente do século pela revista Fortune, perguntaram que conselho ele daria a outros gerentes. A resposta foi: aprendam a encarar a realidade.
O mesmo se aplica nesse caso. A psicologia positiva não defende que os erros e os pontos fracos sejam ignorados. Apenas propõe uma mudança de foco: parar de enxergar só o que vai mal e ver o que dá certo — mesmo nas crises. A proposta é observar o quadro completo da realidade.

VOCÊ S/A - Qual sua opinião sobre o discurso de que basta fazer o que ama para encontrar satisfação profissional?

Isso pode ser a solução para alguns. Na maioria dos lugares e trabalhos, é possível identificar aspectos significativos para cada pessoa. Uma pesquisa feita com profissionais que trabalham em hospitais mostrou que tanto no caso de médicos quanto de enfermeiros e auxiliares havia profissionais que enxergavam o trabalho como um chamado e outros que o viam apenas como um emprego.
Em outras palavras, o foco que damos ao trabalho acaba sendo mais importante do que a natureza dele. Alguém que é funcionário de um banco pode pensar que trabalha com planilhas o dia todo ou que está ajudando as pessoas a gerenciar sua vida.

VOCÊ S/A - O jornalista britânico Oliver Burkeman defende que não se deve buscar felicidade, mas o equilíbrio, pois ninguém pode ser feliz sempre. O que acha disso?

Concordo. A primeira lição que dou na minha aula é que nós precisamos nos conceder a permissão de sermos seres humanos. Isso significa vivenciar emoções dolorosas, como raiva, tristeza e decepção. Temos dificuldade de aceitar que todo mundo sente essas emoções às vezes. Não aceitar isso leva à frustração e à infelicidade.

VOCÊ S/A - O senhor é feliz? 

Eu me considero mais feliz hoje do que há 20 anos e creio que serei ainda mais feliz daqui a cinco anos. A felicidade não é estática. É um processo que termina apenas com a morte. Encontrei significado em meu trabalho e faço o que me dá prazer, mesmo tendo, como todo mundo, momentos de estresse e sofrimento — esse é o equilíbrio que todo profissional deve almejar.
Mas também procuro desfrutar de coisas fora do mundo do trabalho: passar tempo com minha família, com meus amigos e encontrar um espaço na agenda para a ioga. Tudo com moderação."

O importante é gostar do que faz, sempre... E principalmente na nossa profissão!

Um abraço!

A Autora

Fonte: Entrevista publicada por Anna Carolina Rodrigues, para Você S/A: http://exame.abril.com.br/revista-voce-sa/edicoes/197/noticias/o-professor-da-alegria. Acesso em 15/07/2015. 

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Editorial: Executivos "indecisos"

A rotina das atividades secretariais demandam decisões rápidas e assertivas. Porém, alguns executivos decidem mudar de ideia no meio da execução de uma atividade. Até aí, tudo bem. O problema é quando o executivo muda de ideia muitas vezes ao longo do dia e acaba impactando nas outras atividades. Como lidar com essas situações? 
O Blog traz abaixo um texto que fala como agir com executivos "indecisos": 

"Uma pesquisa do site de recrutamento Vagas, feita com 10.000 pessoas, mapeou que 30% dos gestores mudam de ideia o tempo todo — e que esse traço é um dos que mais irritam os profissionais.
Em uma fase complicada de mercado, mudanças são constantes. O problema ocorre quando os líderes se contradizem e criam uma sensação de incerteza. 'A maioria dos gestores não foi treinada para lidar com esses ciclos de crise', diz Silvio Celestino, coach de carreira, de São Paulo. Por mais chato que seja, dá para sobreviver aos chefes indecisos em diferentes situações. 

1. O CHEFE AUTORIZA UM PROJETO, VOCÊ ENTREGA E ELE CANCELA O TRABALHO 

EXPECTATIVA  

Alguns ajustes, mas espera ter o projeto aprovado. 

REALIDADE  

Assim que você começa a falar, o gestor diz que a situação da empresa mudou e não dá mais para fazer o projeto.

COMO LIDAR  

Mantenha a transparência.  Respire fundo para não brigar. Se parceiros ou clientes estiverem envolvidos no projeto, mostre que o cancelamento do mesmo poderá desagradar a outras pessoas, o que terá efeitos negativos. Talvez você consiga que seu chefe aceite executar a iniciativa. Se a situação mudou mesmo, a única opção é aceitar.

2. VOCÊ EXECUTA A TAREFA COMO FOI PEDIDO, E O CHEFE DIZ QUE NÃO ERA AQUILO 

EXPECTATIVA  

O chefe tira algumas dúvidas, mas sem pedir muitas mudanças.REALIDADE  

O chefe nem analisa e manda o trabalho de volta, dizendo que não era aquilo que havia sido pedido. Solicita mais informações e diz que os dados que constam não são relevantes. 

COMO LIDAR  

Peça explicação. Procure entender o que de fato não ficou bom. Não se contente com uma negativa genérica e investigue quais são os pontos que não estão de acordo com o que ele queria. Mantenha uma postura assertiva e calma para não piorar a relação.  “Com uma boa negociação é possível compreender o que precisa ser corrigido e o que pode ser aproveitado”, afirma Rafael Souto, da Produtive, consultoria de carreira, de São Paulo. Para evitar esse problema, faça mais perguntas no momento em que receber uma tarefa.

3. O CHEFE DÁ UMA ORDEM — E DEPOIS DIZ QUE NÃO DEU 

EXPECTATIVA  

O líder reconhece que talvez tenha se esquecido. 

REALIDADE  

O gestor insiste que nunca disse tal sentença a você. 

COMO LIDAR  

Seja político. Uma forma de sair da situação sem acusar seu chefe de mentiroso é puxar a responsabilidade para si mesmo. Mencione que talvez um mal-entendido tenha ocorrido. “Tente tirar a emoção da conversa”, diz a psicóloga Brenda Donato, especializada em gestão de pessoas da Universidade Mackenzie, de São Paulo. Converse em particular para não causar constrangimentos. Se a situação for muito frequente, opte por formalizar por e-mail o que for acordado entre vocês.

4. VOCÊ TINHA UMA SEMANA PARA REALIZAR UM TRABALHO. APÓS DOIS DIAS, O CHEFE PEDE QUE A TAREFA SEJA ENTREGUE 

EXPECTATIVA  

Depois de conversar, o chefe entende suas atividades, revê suas pendências e pede que você priorize o novo trabalho. 

REALIDADE

Ele diz que precisa desse trabalho com urgência e que, se for necessário, você deverá passar mais tempo no escritório para entregar tudo.

COMO LIDAR   

Aposte na persuasão.  Vai ser necessário esforço para renegociar prazos. Relembre suas outras tarefas e a dificuldade que terá com um prazo curto. Mostre que o tempo reduzido pode piorar a qualidade do trabalho. De toda maneira, melhor entrar em um acordo do que aceitar o pedido passivamente. Outro conselho é ser sincero e pedir ajuda ao chefe para resolver uma etapa do trabalho.   

5. VOCÊ ESTÁ QUASE ATINGINDO SUA META. DE REPENTE, A META MUDA 

EXPECTATIVA  

O chefe reconhece que você se esforçou, mas explica que, devido a mudanças de estratégia da empresa, vai ter de alterar os objetivos.

REALIDADE  

O gestor comunica a mudança, ignorando todo o trabalho que você teve.

COMO LIDAR  

Tente ser compreensivo.  Compreenda o porquê dessa mudança. Talvez informações estratégicas não possam ser passadas de antemão para você. Caso seu chefe não consiga apresentar argumentos claros, isso mostra que ele não planejou os objetivos corretamente. O ideal é você ter uma conversa franca e mostrar quanto essas alterações, se frequentes, prejudicam a empresa e os funcionários. Tanta instabilidade pode diminuir sua produtividade e a de seus colegas. "A maioria dos profissionais perde a confiança no líder e procura outras vagas”, diz Rafael, da Produtive.".

Sabemos que lidar com essas situações no dia - a - dia pode ser estressante e tirar o foco das demais tarefas, mas é importante lembrar que a melhor defesa é a sensatez e visão holística da situação ou situações.

Até mais!

A Autora. 

Fonte: Texto escrito por Luciana Lima para revista Você S/A, Ed. Abril, Junho/2015: http://exame.abril.com.br/revista-voce-sa/noticias/como-lidar-com-um-chefe-que-muda-muito-de-ideia. Acesso em 01/07/2015.

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Editorial: Dicas para escrever mensagens instantâneas e e-mails.

Estamos vivenciando a fase mais digital da era da informação. As comunicações tornaram-se instantâneas e, com isso, nossa escrita precisa acompanhar a velocidade das mensagens via Whatsapp e e-mail. Porém, sempre ocorre de alguma mensagem ser enviada com uma palavra que destoa todo o sentido do texto. Então, enviamos outra com a palavra correta...e assim por diante. Mas, como fazer pra saber a forma correta de escrever mensagens instantâneas e e-mails, sem parecer aquela escrita mecânica e fria? O texto a seguir nos dá algumas orientações para essa e outras questões:



" Se você já passou horas escrevendo um e-mail de três linhas para o seu chefe, não se preocupe. A dificuldade para escolher as palavras certas não é apenas sua.
Em qualquer contexto, a comunicação humana é um acontecimento complexo. Quando o diálogo é por escrito, a tarefa ganha contornos ainda mais desafiadores. Afinal, sem recursos expressivos como tom de voz ou gestos, como garantir que uma frase não soará agressiva? Ou que uma palavra não parecerá íntima demais?

A carência por 'muletas' expressivas em mensagens de texto é o segredo para o sucesso estrondoso dos 'emojis', aqueles símbolos que invadiram as redes sociais e aplicativos de texto como o WhatsApp. 
Fosse diferente, o emoticon de um coração não teria sido a 'palavra' mais escrita na internet em 2014, conforme revelou a ONG Global Monitor Language em dezembro do ano passado.

No dia a dia profissional, a comunicação escrita é muito menos aberta a esse tipo de recurso. Assim, a brecha para dúvidas, receios e mal-entendidos se torna muito maior.
Para facilitar a vida de quem sofre na hora de compor e-mails para chefes e colegas, Andrew Brodsky, instrutor do curso de negociação na Harvard University Extension School, reuniu no site da Harvard Business Review alguns conselhos baseados em pesquisas recentes sobre o assunto.

É o que você verá a seguir:

1. Coloque-se no lugar do seu leitor

Entender o que influencia a interpretação de um e-mail é essencial, segundo Brodsky. É preciso ter em mente, escreve ele, que 'as pessoas colocam suas próprias expectativas emocionais na forma como leem as mensagens, independentemente da intenção do remetente'.
Por isso, antes de apertar o botão 'enviar', é preciso ter em mente a personalidade e a posição hierárquica do seu leitor, além da profundidade da sua relação com ele. Imaginar-se na posição do destinatário é o primeiro passo para prever quais serão suas possíveis reações à mensagem, e assim evitar desencontros.

2. Imite o estilo do outro

A outra pessoa escreve de forma direta, formal e solene? Ou mandou vários símbolos de sorriso no final da mensagem? Para Brodsky, observar e copiar o tom do destinatário das suas mensagens ajuda a 'azeitar' a sua comunicação.
Isso porque usar as mesmas palavras, gírias e jargões cria uma sensação de familiaridade entre as duas partes. Esse processo de espelhamento melhorou em 30% os resultados de negociações por escrito, segundo uma pesquisa feita com profissionais em três continentes.

3. Cometa 'errinhos' de propósito

Sim, isso mesmo. Parece estranho, mas pequenos erros de digitação ajudam a dar um tom autêntico às emoções contidas na sua mensagem, diz Brodsky. A estratégia vale principalmente para profissionais em cargos de comando - que ganham um ar vulnerável e acessível quando cometem leves equívocos, dizem estudos recentes.
No entanto, é preciso pesar alguns fatores antes de lançar mão do recurso 'Nesta situação é mais importante parecer mais genuíno emocionalmente (e então cometer erros) ou competente (e aí não cometer erros)?', escreve o especialista. Dependendo da sua resposta, é melhor abdicar do truque.

4. Expresse suas emoções

Uma forma óbvia de evitar a ambiguidade é...ser claro. Por isso, diz Brodsky, ser explícito quanto às suas emoções deve ser o primeiro cuidado para evitar confusões.
Experiências conduzidas por pesquisadores da NYU (New York University) mostraram que as pessoas tendem a superestimar sua capacidade de se comunicar por e-mail. Ou seja, a maioria dos profissionais raramente expressa seus sentimentos de forma clara - e não percebe.

5. Revele algumas informações pessoais

Pesquisadores de Stanford e da Northwestern University examinaram negociações feitas via e-mail e perceberam que aqueles que começavam com bate-papos mais informais tinham resultados mais favoráveis.
A razão é simples: exibir o seu lado pessoal e humano traz familiaridade e confiança para a conversa.'Se as suas interações são de longa data, reduza os mal-entendidos e aumente a veracidade das suas emoções deixando uma versão mais completa de você aparecer', escreve Brodsky.

É sempre bom ter cuidado e ler mais de uma vez a mensagem a ser enviada, principalmente em aparelhos com recurso "corretor automático". Enviar uma única mensagem, sem necessidade de correções posteriores é sempre a melhor opção. 

Até mais!

A Autora

Fonte: Texto publicado por Cláudia Gasparini, para revista Exame, Ed. Abril, Maio/2015: http://exame.abril.com.br/carreira/noticias/5-dicas-para-evitar-mal-entendidos-em-e-mails-profissionais. Acesso em 18/06/2015. 

terça-feira, 9 de junho de 2015

Editorial: Lidando com mudanças na empresa

Muitas vezes a empresa onde trabalhamos passa por mudanças. Algumas vezes a mudança é na gestão, outras no quadro de funcionários e até mesmo na forma de trabalhar. O Secretário Executivo precisa estar preparado para esses momentos e saber adaptar-se à toda e qualquer mudança na empresa onde atua. 
Para saber como agir nessa situação, trago essa semana um texto da Revista Você S/A, Ed. Maio/2015, para refletir sobre essa questão:

" 1. ACEITE A MUDANÇA 

Vivemos constantes transformações no mercado de trabalho, que incluem crises cíclicas. 'É preciso tomar as transições como verdades e esperar por elas', diz Fabricio Velasco, da Hays, empresa de recrutamento de executivos, de São Paulo. 
Lembre que todos, assim como você, precisam se adaptar. É uma questão de 
sobrevivência.

2. SEJA O PROTAGONISTA

Descubra se você tende a buscar estabilidade e conformidade, pois essa tendência é típica dos profissionais céticos, que agem como vítimas das mudanças. Tente ver as transformações como oportunidades de crescimento. Entenda que as novas 
demandas podem ajudá-lo a tomar decisões que vão beneficiar sua evolução.  

3. ATUE COM EQUILÍBRIO

Mudar não implica criar algo inédito ou abandonar qualidades, mas ser ágil para 
se ajustar. 'É preciso criar raízes que sustentem a tomada de decisões em novos 

ambientes e, ao mesmo tempo, criar asas que permitam ousar', diz Betania Tanure, especialista em gestão de carreira.

4. BUSQUE APRENDIZADO

Procure aprender algo novo todos os dias ou, pelo menos, constantemente. Há 
vantagens em adotar outros padrões e tecnologias criados para facilitar o 
trabalho. O que você precisa fazer é separar um tempo para investigá-los.

5. CONHEÇA GENTE

Vale fazer um esforço para conhecer pessoas novas, que possam contribuir com 
opiniões relevantes sobre o modo de encarar o trabalho. Participe de diferentes 
grupos e seja ativo nos debates. 'Convém estudar os objetivos das discussões e 
preparar ideias e propostas convincentes', diz Luiz Edmundo Rosa, da ABRH, de São Paulo.

6. DESAPEGUE DO PASSADO

Sempre que possível, jogue fora, doe ou venda tudo aquilo que algum dia foi bom, mas que hoje pode ser substituído por algo melhor. O mesmo vale para as metas: se as demandas mudaram, é preciso largar os planos que não fazem mais sentido e reformulá-los. Se a insatisfação com o trabalho atual estiver muito alta, leve 
esse raciocínio para o limite e pense em como poderia romper com o que está ruim — e em como deveria se transformar para encontrar satisfação.

7. ATUALIZE-SE

Em um contexto de mudanças, é necessário estar por dentro dos acontecimentos: frequente eventos em sua área, faça cursos, converse com as pessoas a seu redor, líderes inclusive. Outro conselho é ler muito, até sobre temas fora de seu escopo — isso ajuda a ter ideias e a entender como pessoas diferentes lidam com 
mudanças. 

8. PEÇA CONSELHOS

Faça uma análise de suas qualidades e pontos de melhoria. Pessoas de confiança podem ajudá-lo a se enxergar melhor. Os profissionais ficam presos às próprias verdades, quando deveriam pedir conselhos a outros executivos. 

9. SEJA OTIMISTA

Não encare as novidades como modismos carregados de conotações negativas. 'Só é possível inovar se a mente está aberta', diz Patrícia Cotton, especialista em gestão de mudanças, do Rio de Janeiro. Em vez de simplesmente criticar, pense sobre soluções melhores. 

10. APROVEITE O MOMENTO

Crises são oportunidades para aprender, mostrar serviço e aparecer. Relaxe e 
tente se divertir. 'Cabe montar um plano de ação para tirar projetos 
profissionais ou pessoais do papel', diz Nathalie Trutmann, consultora-chefe na 
Faculdade de Informática e Administração Paulista (Fiap). "

Nos dias atuais, para manter-se em uma empresa é necessário adaptar-se às mudanças e saber lidar com os novos desafios. 

Até mais!

A Autora

Fonte: Texto publicado por Cibele Reschke na Revista Você S/A, Ed. Maio/2015: http://exame.abril.com.br/revista-voce-sa/noticias/os-dez-mandamentos-para-se-adaptar-a-qualquer-trabalho . Acesso em 09/06/2015.

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Editorial: Evento UFC - Identidade do Profissional de Secretariado Executivo.

Ontem, 26/05/2015,  foi realizado mais um evento em comemoração aos 20 anos do curso de Secretariado Executivo da UFC. O evento aconteceu no auditório da Faculdade de Economia, Administração, Atuária, Contabilidade, Finanças  e Secretariado Executivo - FEAAC e contou com a presença da Profa. Dra. Débora Zuin, da Universidade Federal de Viçosa - MG. 
O tema abordado foi relativo à identidade do Profissional de Secretariado Executivo, onde a profa. Débora relatou suas pesquisas com profissionais do Reino Unido e fez um comparativo das atividades realizadas pelos profissionais daquela localidade e as atividades desenvolvidas pelos Secretários brasileiros. A professora também apresentou alguns termos e referências utilizados desde o surgimento da profissão até os dias atuais, mesclando com os resultados de suas pesquisas no exterior. 

Após a palestra, foi aberto o momento de perguntas e deu-se início à um debate muito interessante sobre a visão corporativa do profissional de Secretariado e a visão que o próprio profissional projeta de si. A Profa. Débora enfatizou que é muito importante que cada profissional tenha consciência do profissional que é, de suas qualificações, do seu valor e do bom trabalho que desempenha dentro da empresa, pois é ele quem vai desmistificar a visão atual que existe acerca do profissional e trazer a valorização da classe dentro da empresa. 
A identidade secretarial, segundo ela, ainda está em desenvolvimento. Ainda são necessárias pesquisas científicas sobre esse tema e levar mais informações do papel que o secretário desempenha na organização. Segundo ela, no exterior as atividades atribuídas ao profissional de Secretariado são realizadas por profissionais denominados "Assistentes Administrativos", pois lá não existe essa profissão, somente uma "ocupação" com essa nomenclatura. Porém, os desafios enfrentados são os mesmos, as lutas e dificuldades também são bastante semelhantes com as nossas aqui no Brasil. 
O recado que ela deixou para os estudantes do curso é "que os preconceitos e desafios relativos à classe devem ser enfrentados e nosso valor deve ser mostrado através do nosso trabalho. Somos capazes de mudar a realidade nas empresas onde ainda existe desinformação sobre nossa classe."
Foi um momento muito bom, proveitoso e ainda virão outros eventos, pois as comemorações continuam. 

A Autora. 

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Emprego X Carreira: Qual o melhor a seguir?

Chega aquele momento da sua vida profissional em que você começa a questionar os desafios do seu trabalho...e chega à seguinte reflexão: Estou estagnado na minha carreira por causa do meu emprego? E agora, o que fazer? 
O blog traz essa semana uma matéria publicada na revista Você S/A, Edição de Maio/2015, sobre a "sutil" diferença entre "emprego" e "carreira": Até que ponto é saudável manter um emprego em detrimento da carreira? 

"Emprego é uma fonte de renda, carreira é uma fonte de realização.' Segundo a coach norte-americana Laura Berman Fortgang, que chama a atenção para o risco - altíssimo, diz ela - de se acomodar atrás de um crachá, a maioria das pessoas tem apenas um emprego: 'Elas enxergam o trabalho como forma de subsistência, sem a expectativa de acumular sucessos por meio dele ao longo do tempo'.


Autora de livros como 'Living your best life' ('Vivendo a sua melhor vida'), da editora Putnam, Laura acredita que poucos de fato perseguem uma carreira - isto é uma série lógica e harmônica de empregos que culmina num objetivo ou realização maior.

Pacote de tarefas

Não que haja um caminho 'certo' ou 'errado', observa a coach. Mas a atitude mais imediatista cobra seu preço no futuro:'Se você não traça estratégia alguma para a sua vida profissional, dificilmente trará algum impacto para sua empresa, indústria ou setor de atuação', diz Laura. 'Isso pode ser um motivo de grande frustração para os mais ambiciosos'.
Mas como perceber a tempo que você não está pavimentando uma carreira? O sinal é simples e claro: o trabalho se define como um pacote de tarefas.'Você sabe que só tem um emprego quando, depois de um certo tempo, começa a se sentir pouco desafiado e é recompensado apenas por cumprir o que é esperado', diz a especialista.

A saída para o marasmo

É claro que nem sempre a questão se resume a uma escolha, diz Fortgang. Certas circunstâncias da vida - de crises econômicas a problemas pessoais - podem ameaçar estratégias de carreira meticulosamente planejadas.
Mas há um antídoto surpreendentemente simples para tempos difíceis: agarrar-se à sua vocação profissional.'Cada pessoa nasceu para fazer algo, isto é, ostenta uma competência única, que a diferencia das demais' - afirma a especialista. O segredo está em aplicá-la no trabalho.

Se você é, por natureza, um mediador de conflitos, um planejador talentoso ou um gênio com números, por exemplo, é preciso exercitar essa habilidade de alguma forma - mesmo que isso não seja exigido pela sua função.
Além de trazer satisfação e motivação, aplicar os seus dons no cotidiano é uma forma de subverter a pobreza do tal "pacote de tarefas" e, assim, fazer um investimento a longo prazo na sua carreira.

Segundo Laura, é preciso 'manter o olho no prêmio', isto é, lembrar que você está trabalhando para investir em si mesmo, ganhar experiência, fazer contatos e desenvolver competências: 'É claro que você precisa se doar ao seu emprego, mas também tirar dele os recursos necessários para chegar aonde quer', resume a especialista."

Precisamos ficar atentos à essa realidade, para não estagnar em uma empresa por anos, sem nos sentir realizados de verdade. 

Até mais!

A Autora

Fonte: Matéria publicada por Cláudia Gasparini, para a revista Você S/A, Ed. Maio/2015: http://exame.abril.com.br/carreira/noticias/o-segredo-para-ter-uma-carreira-e-nao-so-um-emprego. Acesso em 13/05/2015