Tenho visto alguns profissionais de Secretariado Executivo tentando uma experiência profissional no exterior. Acho uma atitude muito válida e interessante, porém é necessário muita determinação e coragem para deixar o mercado local e tentar algo fora, diferente da sua cultura e de seu idioma. Mas, se você já está decidido(a) a ter essa experiência, então, no editoral a seguir recomendo quatro dicas básicas para que a experiência seja agradável e proveitosa ao máximo, segundo pesquisa publicada na revista Você S/A, edição Fevereiro/2015:
"O executivo Márcio Fernandes Antunes Rodrigues, 39 anos, não tem medo de mudanças. Chegou na Itália em fevereiro de 2011 para assumir a operação local da Galderma, uma empresa da Nestlé Skin Health.
Em janeiro deste ano, fez as malas novamente. Deixou Milão e seguiu com sua família rumo a Lausanne, na Suíça. Ali, assumiu o cargo de diretor regional para norte e sul da Europa da empresa.
A seguir, ele dá quatro dicas para quem quer conquistar o mercado de trabalho internacional, com o pé no chão e o foco nas pessoas:
1- Respeito pelos indivíduo é fundamental.
Até porque as pessoas lá fora vão te olhar com muita atenção para saber se você tem uma agenda individual ou está realmente preocupado com a saúde organizacional. O genuíno respeito pelas pessoas faz com que você possa ter um desenvolvimento profissional muito mais saudável. Bem ou mal, um dia as pessoas descobrem quem você é.
2- Resiliência cultural.
Neste caso, não basta ter capacidade para resistir aos altos e baixos do mundo corporativo, é preciso saber encarar as diferenças e nuances culturais. Ou seja, ser resiliente culturalmente. Tem muita gente que sai do país com aquela expectativa enorme e depois chega lá e não consegue se adaptar ao esquema de vida, aos valores locais.
Sempre falamos que brasileiro se adapta a tudo. Não é bem assim. O brasileiro tem um problema de adaptação cultural muito forte porque ele está acostumado a um modo de vida regido por poucas regras. Brasileiro não está acostumado a manter a lei do silêncio depois de certo horário. Também não está acostumado a encarar o comércio fechado aos domingos, por exemplo.
3- Acreditar em sua criatividade.
O brasileiro é muito criativo no ambiente de negócios. E quando tem acesso a uma estrutura e mentalidade mais travadas, como costumam ser as europeias, pode ter problemas. Fazer a outra pessoa pensar. Ultrapassar a resistência local e superar os nãos é fundamental para o profissional que quer crescer internacionalmente.
4- Sintonia com a Família.
Para sair do Brasil ou mesmo mudar de cidade, é preciso também que a família esteja muito sintonizada. Isso define mais de 50% do sucesso da nova empreitada. O profissional pode até fazer um trabalho muito bom, mas tudo pode se complicar se chegar em casa e sua esposa/marido estiver infeliz ou os filhos tristes."
Assim, desejo muito sucesso à todos os leitores que estão pensando, ou já decidiram, conhecer o mercado de trabalho do exterior.
Até mais!
A Autora
Fonte: Matéria publicada por Dalen Jacomino, para a revista Você S/A, Ed. Fevereiro/2015: http://exame.abril.com.br/revista-voce-sa/edicoes/200/noticias/4-dicas-de-quem-tem-um-carreira-internacional-de-sucesso. Acesso em 20/02/2014.
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015
Editorial: Perfil "Bonzinho" ou Perfil "Exigente": Qual o melhor para empresa e para os colaboradores?
No atual cenário das grandes empresa, nós Profissionais de Secretariado Executivo nos deparamos com Executivos de diversificados comportamentos e personalidades. Os mais comuns são o "Bonzinho " e o "exigente". Trago abaixo uma pesquisa sobre esses perfis de executivos, publicada na revista Você S/A, Janeiro/2015:
"Imagine um chefe que elogia todos os seus funcionários, promete inúmeras promoções e nunca critica o trabalho de ninguém.
Parece um sonho?
Se você respondeu mentalmente que sim, há uma grande chance de você nunca ter trabalhado para alguém com esse perfil.
Quem já teve líderes 'bonzinhos' percebe, mais cedo ou mais tarde, que essa atitude prejudica o desempenho e até a motivação da equipe.
De acordo com Jill Geisler, professora do Poynter Institute e autora do livro 'Como se tornar um ótimo chefe' (Editora Sextante), a complacência e o medo do conflito são pecados mortais para um chefe. 'Mudanças necessárias são adiadas, maus funcionários não são advertidos e bons funcionários ficam sobrecarregados com tarefas alheias', afirma Jill. 'A mediocridade floresce'.
Segundo a autora, profissionais ambiciosos, com desejo de crescer, são os mais prejudicados com a inabilidade do gestor para dar feedback negativo.
Oito ou oitenta
Com a popularização do debate sobre assédio moral no trabalho, mais empresas começaram a se preocupar com os 'modos' de seus gestores.
Foi uma evolução bem-vinda. 'Chefes que aterrorizam suas equipes destroem a motivação para trabalhar', diz Jill. 'É ótimo que as empresas tenham percebido os perigos desse comportamento tóxico'.
O único risco dessa atitude é aderir ao extremo oposto: a complacência. 'Eliminar as agressões não significa que o chefe não possa ser exigente ou cobrar responsabilidades', explica a autora.
Nem grosseiro, nem vacilante: o líder ideal é enérgico nas horas certas e sabe criticar sem desrespeitar. 'Ele deve ter inteligência emocional para construir relações positivas, dar feedback, treinar e mostrar que se importa com o bem da equipe', diz Jill."
Embora nossa rotina seja bastante agitada, precisamos identificar já no início qual o perfil de comportamento do nosso executivo, para que não tornemos a convivência mais desgastante do que o necessário.
Até mais!
A Autora
Fonte: Artigo publicado por Cláudia Gasparinni, para revista Você S/A, Ed. Abril, Janeiro/2015: http://exame.abril.com.br/carreira/noticias/o-lado-ruim-dos-chefes-bonzinhos. Acesso em 04/02/2015.
"Imagine um chefe que elogia todos os seus funcionários, promete inúmeras promoções e nunca critica o trabalho de ninguém.
Parece um sonho?
Se você respondeu mentalmente que sim, há uma grande chance de você nunca ter trabalhado para alguém com esse perfil.
Quem já teve líderes 'bonzinhos' percebe, mais cedo ou mais tarde, que essa atitude prejudica o desempenho e até a motivação da equipe.
De acordo com Jill Geisler, professora do Poynter Institute e autora do livro 'Como se tornar um ótimo chefe' (Editora Sextante), a complacência e o medo do conflito são pecados mortais para um chefe. 'Mudanças necessárias são adiadas, maus funcionários não são advertidos e bons funcionários ficam sobrecarregados com tarefas alheias', afirma Jill. 'A mediocridade floresce'.
Segundo a autora, profissionais ambiciosos, com desejo de crescer, são os mais prejudicados com a inabilidade do gestor para dar feedback negativo.
Oito ou oitenta
Com a popularização do debate sobre assédio moral no trabalho, mais empresas começaram a se preocupar com os 'modos' de seus gestores.
Foi uma evolução bem-vinda. 'Chefes que aterrorizam suas equipes destroem a motivação para trabalhar', diz Jill. 'É ótimo que as empresas tenham percebido os perigos desse comportamento tóxico'.
O único risco dessa atitude é aderir ao extremo oposto: a complacência. 'Eliminar as agressões não significa que o chefe não possa ser exigente ou cobrar responsabilidades', explica a autora.
Nem grosseiro, nem vacilante: o líder ideal é enérgico nas horas certas e sabe criticar sem desrespeitar. 'Ele deve ter inteligência emocional para construir relações positivas, dar feedback, treinar e mostrar que se importa com o bem da equipe', diz Jill."
Embora nossa rotina seja bastante agitada, precisamos identificar já no início qual o perfil de comportamento do nosso executivo, para que não tornemos a convivência mais desgastante do que o necessário.
Até mais!
A Autora
Fonte: Artigo publicado por Cláudia Gasparinni, para revista Você S/A, Ed. Abril, Janeiro/2015: http://exame.abril.com.br/carreira/noticias/o-lado-ruim-dos-chefes-bonzinhos. Acesso em 04/02/2015.
Oportunidade: Concurso para professor efetivo do Curso de Secretariado Executivo - UFC
Secretários,
A Universidade Federal do Ceará - UFC publicou edital para professor efetivo do Curso de Secretariado Executivo.
Valor, período de inscrições e demais informações, inclusive conteúdo da prova podem ser visualizadas no link do edital:
Edital:
http://www.progep.ufc.br/…/…/editais/2015/edital_13_2015.pdf
Retificação:
http://www.progep.ufc.br/…/retifica%E7%E3o_edital_13_2015.pdf
http://www.progep.ufc.br/images/stories/arquivos/editais/2015/programa_gestao_secretarial_e_gestao_da_informacao.pdf
Não percam essa grande oportunidade!
A Universidade Federal do Ceará - UFC publicou edital para professor efetivo do Curso de Secretariado Executivo.
Valor, período de inscrições e demais informações, inclusive conteúdo da prova podem ser visualizadas no link do edital:
Edital:
http://www.progep.ufc.br/…/…/editais/2015/edital_13_2015.pdf
Retificação:
http://www.progep.ufc.br/…/retifica%E7%E3o_edital_13_2015.pdf
http://www.progep.ufc.br/images/stories/arquivos/editais/2015/programa_gestao_secretarial_e_gestao_da_informacao.pdf
Não percam essa grande oportunidade!
quarta-feira, 21 de janeiro de 2015
Editorial: Dicas para preparar seu currículo em outro idioma
No mundo globalizado ter outro idioma virou um pré-requisito para as melhores contratações. E para nós, Secretários, é requisito indispensável, principalmente o Inglês. Mas, como fazer um currículo em outro idioma? Essa semana trago uma pesquisa que muito nos ajudará a montar um currículo bem estruturado, em outro idioma. Usei o inglês como exemplo por ser o mais utilizado, mas a estrutura serve para qualquer idioma:
"É muito importante prestar atenção aos itens que devem constar no CV (currículo) em inglês, com atenção a algumas traduções específicas.
Vamos às seções básicas de um currículo na língua inglesa:
1. Dados pessoais – Personal information
Outras opções: Personal Details / Personal profile
Se quiser resumir seu CV, você nem precisar usar essas palavras, basta colocar cada uma dessas informações em uma linha, pois a identificação é óbvia. Estes são os dados principais que você precisa incluir:
Nome completo: Full name
Endereço: Address
Telefone: Phone
Celular: Mobile
E-mail
2. Objetivo – Objective
Nesta seção, seja direto. Coloque a posição ou a área em que deseja atuar. Os recrutadores não gostam de quem atira para todos os lados.
Alguns exemplos:
Vaga de Contador: 'Accountant position'
Trabalhar no departamento financeiro: 'To work in the financial department
Gerente de Marketing Marketing manager'
3. Formação educacional/ acadêmica – Academic/ Educational background
Também é possível usar os termos: Qualifications summary / Areas of Expertise / Educational Background
Informe apenas a graduação obtida, utilizando as siglas abaixo, a instituição e o ano de conclusão.
Graduado (bacharel): B.A. ou B.S.
Mestrado: Msc
Doutorado: PhD
4. Experiência profissional – Professional background
Outras opções utilizadas para descrever este item: Professional experience / Work experience / Positions held / Employment history
Coloque o nome da empresa, o período de contratação, o(s) cargo(s) e as atividades executadas.
Se você é jovem e tem pouca experiência profissional, coloque a formação acadêmica logo no começo. Destaque os seus maiores atrativos para a vaga, sem mentiras ou exageros. Outras informações devem ser apresentadas do mais recente para o mais antigo.
O termo 'Major accomplishments' deve ser usado para mencionar as grandes realizações. Neste caso, não é necessário fazer frases começando com o pronome pessoal "eu", ou I, em inglês.
Os meses devem vir abreviados, ou seja, utilize Jan, Feb, Mar, Apr, May, Jun, Jul, Aug, Sep, Oct, Nov e Dec.
Outras abreviações importantes: RH - HR (Human Resources); ONG - NGO (Non-Governmental Organization) e SAC - Call Center.
5. Idiomas e Computação – Languages and Computer skills
Outra opção: Languages and Key Skills
O nível de domínio do idioma é definido pelos termos fluent (fluente), advanced (avançado), intermediate (intermediário) e basic (básico). Seja honesto, porque é possível que você tenha de fazer teste escrito e entrevista.
Para conhecimento em informática, você poderá colocar: Proficient user of MS Office.
6. Cursos extracurriculares – Extracurricular activities
Listar apenas o que for relevante para a vaga desejada, indicando mês e ano.
7. Demais dados
Novamente, inclua apenas informações relevantes que não se encaixem nos itens anteriores. Por exemplo:
Certificações e Licenças: Certification and Licences
Publicações: Publications: livros (books) ou artigos (articles)
Participação em grupos profissionais: affiliations
Viagens: International trips (somente viagens a estudo ou trabalho)
Prêmios: Awards / Honors
Bolsas: Scholarships
Prêmios financeiros: grants
Pretensão salarial: Expected salary (apenas se for solicitado)
Trabalho voluntário: Volunteer Work
8. Referências - References
Se não for solicitado, apenas coloque: Referências pessoais e profissionais - Professional and personal references available on request.
Todas essas informações devem estar em no máximo duas folhas, fontes legíveis. Não use fonte com tamanho inferior a 10 só para evitar um curriculum com muitas folhas!
Você poderá até ser o candidato ideal para a vaga, mas se seu curriculum não demonstrar isso, correrá o risco de perdê-la. A primeira triagem é a seleção pelo curriculum e você não estará diante do recrutador para se explicar.
A sorte vem para quem está preparado. Portanto, prepare-se!"
Tomando esses cuidados básicos, agora é só preparar o seu CV e torcer pelo sucesso!
Até mais!
A Autora
Fonte: Texto de Claudia Gasparini, para o site Exame.com: http://exame.abril.com.br/carreira/noticias/a-estrutura-ideal-de-um-curriculo-em-ingles-veja-modelo. Acesso em 21/01/2015.
"É muito importante prestar atenção aos itens que devem constar no CV (currículo) em inglês, com atenção a algumas traduções específicas.
Vamos às seções básicas de um currículo na língua inglesa:
1. Dados pessoais – Personal information
Outras opções: Personal Details / Personal profile
Se quiser resumir seu CV, você nem precisar usar essas palavras, basta colocar cada uma dessas informações em uma linha, pois a identificação é óbvia. Estes são os dados principais que você precisa incluir:
Nome completo: Full name
Endereço: Address
Telefone: Phone
Celular: Mobile
2. Objetivo – Objective
Nesta seção, seja direto. Coloque a posição ou a área em que deseja atuar. Os recrutadores não gostam de quem atira para todos os lados.
Alguns exemplos:
Vaga de Contador: 'Accountant position'
Trabalhar no departamento financeiro: 'To work in the financial department
Gerente de Marketing Marketing manager'
3. Formação educacional/ acadêmica – Academic/ Educational background
Também é possível usar os termos: Qualifications summary / Areas of Expertise / Educational Background
Informe apenas a graduação obtida, utilizando as siglas abaixo, a instituição e o ano de conclusão.
Graduado (bacharel): B.A. ou B.S.
Mestrado: Msc
Doutorado: PhD
4. Experiência profissional – Professional background
Outras opções utilizadas para descrever este item: Professional experience / Work experience / Positions held / Employment history
Coloque o nome da empresa, o período de contratação, o(s) cargo(s) e as atividades executadas.
Se você é jovem e tem pouca experiência profissional, coloque a formação acadêmica logo no começo. Destaque os seus maiores atrativos para a vaga, sem mentiras ou exageros. Outras informações devem ser apresentadas do mais recente para o mais antigo.
O termo 'Major accomplishments' deve ser usado para mencionar as grandes realizações. Neste caso, não é necessário fazer frases começando com o pronome pessoal "eu", ou I, em inglês.
Os meses devem vir abreviados, ou seja, utilize Jan, Feb, Mar, Apr, May, Jun, Jul, Aug, Sep, Oct, Nov e Dec.
Outras abreviações importantes: RH - HR (Human Resources); ONG - NGO (Non-Governmental Organization) e SAC - Call Center.
5. Idiomas e Computação – Languages and Computer skills
Outra opção: Languages and Key Skills
O nível de domínio do idioma é definido pelos termos fluent (fluente), advanced (avançado), intermediate (intermediário) e basic (básico). Seja honesto, porque é possível que você tenha de fazer teste escrito e entrevista.
Para conhecimento em informática, você poderá colocar: Proficient user of MS Office.
6. Cursos extracurriculares – Extracurricular activities
Listar apenas o que for relevante para a vaga desejada, indicando mês e ano.
7. Demais dados
Novamente, inclua apenas informações relevantes que não se encaixem nos itens anteriores. Por exemplo:
Certificações e Licenças: Certification and Licences
Publicações: Publications: livros (books) ou artigos (articles)
Participação em grupos profissionais: affiliations
Viagens: International trips (somente viagens a estudo ou trabalho)
Prêmios: Awards / Honors
Bolsas: Scholarships
Prêmios financeiros: grants
Pretensão salarial: Expected salary (apenas se for solicitado)
Trabalho voluntário: Volunteer Work
8. Referências - References
Se não for solicitado, apenas coloque: Referências pessoais e profissionais - Professional and personal references available on request.
Todas essas informações devem estar em no máximo duas folhas, fontes legíveis. Não use fonte com tamanho inferior a 10 só para evitar um curriculum com muitas folhas!
Você poderá até ser o candidato ideal para a vaga, mas se seu curriculum não demonstrar isso, correrá o risco de perdê-la. A primeira triagem é a seleção pelo curriculum e você não estará diante do recrutador para se explicar.
A sorte vem para quem está preparado. Portanto, prepare-se!"
Tomando esses cuidados básicos, agora é só preparar o seu CV e torcer pelo sucesso!
Até mais!
A Autora
Fonte: Texto de Claudia Gasparini, para o site Exame.com: http://exame.abril.com.br/carreira/noticias/a-estrutura-ideal-de-um-curriculo-em-ingles-veja-modelo. Acesso em 21/01/2015.
terça-feira, 13 de janeiro de 2015
Editorial: Confiança e ética: Alicerces do Secretário Executivo.
Inicialmente, desejo à todos um feliz ano novo, com muita saúde e sucesso à todos! Bom, retornando do recesso, fiz muitas pesquisas pra publicar aqui no Blog e uma delas me chamou atenção, por ter tudo a ver com uma das nossas atribuições, que é a questão da CONFIANÇA e da ÉTICA. Ocupamos, dentro da empresa, um lugar muito privilegiado e que nos dá acesso a todo tipo de informação, inclusive as sigilosas e que dizem respeito não só a empresa, mas também à outros assuntos, muitas vezes que dizem respeito à vida pessoal do nosso executivo. O texto abaixo foi extraído de uma publicação da Revista "Você S/A", que fala sobre a importância de se manter firme em executar um trabalho com transparência e honestidade:
"Um dos maiores obstáculos à prevenção dos casos de fraudes dentro das empresas é, na maioria das vezes, a dificuldade de antever quem é capaz de cruzar a linha que separa os profissionais honestos dos fraudadores. O fraudador típico tem um perfil muito similar ao de qualquer outro funcionário da empresa.
Em 41% dos casos, ele trabalha no mesmo lugar há mais de seis anos e, em 29% das fraudes, ocupa um cargo executivo. São pessoas que, justamente por serem figuras de confiança na estrutura da empresa, sentem-se livres para agir em benefício próprio sem levantar suspeitas.
De acordo com especialistas em investigação de fraudes, a conjunção de três fatores aumenta a probabilidade de que um profissional comum, sem histórico de desvios éticos, cruze a fronteira da honestidade e cometa um crime. Esses fatores, que compõem o chamado triângulo da fraude, são: a necessidade, a oportunidade e a racionalização.
Resumidamente, a predisposição para a fraude aumenta quando o executivo que está passando por uma dificuldade (como estar endividado) encontra uma brecha nos sistemas e processos da empresa e, por se sentir desvalorizado ou merecedor de melhores condições, acaba relativizando a imoralidade do desvio de recursos.
'Quando uma pessoa normal se vê em um contexto muito difícil, ela tende a interpretar o mundo de forma diferente e perde a dimensão do que é ou não correto', afirma o professor Guido Palazzo. 'É como se o profissional fosse acometido por uma espécie de cegueira ética', diz ele.
Além de razões pessoais, um profissional pode entrar numa maracutaia corporativa ao se sentir pressionado por algum fator relacionado ao trabalho.
A cobrança excessiva de resultados, a coação de um chefe desonesto ou de um agente público corrupto são exemplos de coisas que fazem um profissional alterar seus padrões morais. Como se precaver? 'A melhor defesa é não ter medo', afirma Palazzo. 'O medo é o principal combustível para desrespeitar uma regra ou para silenciar quando uma regra está sendo quebrada', diz ele.
Isso significa recusar-se a entrar no jogo, ainda que acarrete alguma consequência previsível, como ser colocado numa geladeira na empresa ou até ser demitido.
As empresas têm criado mecanismos que permitem aos profissionais honestos denunciar os fraudadores. Um impulso nesse sentido veio da promulgação da Lei Anticorrupção (12.846/13), que acaba de completar um ano em vigor.
A nova legislação prevê punições pesadas para as companhias condenadas por lesar o poder público, com multas que podem chegar a até 20% de seu faturamento. Por causa da lei, diversas empresas estão fortalecendo suas equipes de governança corporativa. 'Se as empreiteiras envolvidas no caso da Petrobras tivessem áreas de controle bem estruturadas e atuantes, o risco de um caso como esse ocorrer seria menor', afirma André Fonseca, sócio do escritório de advocacia Veirano, de São Paulo.
Com a nova lei, mais empresas devem investir na criação desse setor. 'As empresas que já tinham algum mecanismo de controle fortaleceram suas áreas, e as demais estão descobrindo como se estruturar', diz Heloísa Macari, sócia-diretora da consultoria de gestão de risco ICTS."
Embora a matéria não fale especificamente de nós Secretários, por estar diretamente ligados aos grandes executivos da empresa onde trabalhamos, precisamos estar alerta sempre para as situações apresentadas no texto. A melhor coisa a se fazer SEMPRE é não aceitar realizar qualquer tipo de atividade desonesta. Nós, Profissionais de Secretariado Executivo temos, em nosso código de ética, artigos que nos amparam no caso de sermos aliciados a fazer esse tipo de atividade corrupta, então não devemos ter medo de dizer "Não" à corrupção e demais atividades ilícitas e que envolvam falta de ética.
Até Mais!
A Autora
Fonte: Texto de Gabriel Ferreira, publicado na Revista Você S/A, Editora Abril, Ed. Janeiro/2015: http://exame.abril.com.br/revista-voce-sa/edicoes/198/noticias/saiba-como-nao-se-envolver-mesmo-que. Acesso em 13/01/2015.
"Um dos maiores obstáculos à prevenção dos casos de fraudes dentro das empresas é, na maioria das vezes, a dificuldade de antever quem é capaz de cruzar a linha que separa os profissionais honestos dos fraudadores. O fraudador típico tem um perfil muito similar ao de qualquer outro funcionário da empresa.
Em 41% dos casos, ele trabalha no mesmo lugar há mais de seis anos e, em 29% das fraudes, ocupa um cargo executivo. São pessoas que, justamente por serem figuras de confiança na estrutura da empresa, sentem-se livres para agir em benefício próprio sem levantar suspeitas.De acordo com especialistas em investigação de fraudes, a conjunção de três fatores aumenta a probabilidade de que um profissional comum, sem histórico de desvios éticos, cruze a fronteira da honestidade e cometa um crime. Esses fatores, que compõem o chamado triângulo da fraude, são: a necessidade, a oportunidade e a racionalização.
Resumidamente, a predisposição para a fraude aumenta quando o executivo que está passando por uma dificuldade (como estar endividado) encontra uma brecha nos sistemas e processos da empresa e, por se sentir desvalorizado ou merecedor de melhores condições, acaba relativizando a imoralidade do desvio de recursos.
'Quando uma pessoa normal se vê em um contexto muito difícil, ela tende a interpretar o mundo de forma diferente e perde a dimensão do que é ou não correto', afirma o professor Guido Palazzo. 'É como se o profissional fosse acometido por uma espécie de cegueira ética', diz ele.
Além de razões pessoais, um profissional pode entrar numa maracutaia corporativa ao se sentir pressionado por algum fator relacionado ao trabalho.
A cobrança excessiva de resultados, a coação de um chefe desonesto ou de um agente público corrupto são exemplos de coisas que fazem um profissional alterar seus padrões morais. Como se precaver? 'A melhor defesa é não ter medo', afirma Palazzo. 'O medo é o principal combustível para desrespeitar uma regra ou para silenciar quando uma regra está sendo quebrada', diz ele.
Isso significa recusar-se a entrar no jogo, ainda que acarrete alguma consequência previsível, como ser colocado numa geladeira na empresa ou até ser demitido.
As empresas têm criado mecanismos que permitem aos profissionais honestos denunciar os fraudadores. Um impulso nesse sentido veio da promulgação da Lei Anticorrupção (12.846/13), que acaba de completar um ano em vigor.
A nova legislação prevê punições pesadas para as companhias condenadas por lesar o poder público, com multas que podem chegar a até 20% de seu faturamento. Por causa da lei, diversas empresas estão fortalecendo suas equipes de governança corporativa. 'Se as empreiteiras envolvidas no caso da Petrobras tivessem áreas de controle bem estruturadas e atuantes, o risco de um caso como esse ocorrer seria menor', afirma André Fonseca, sócio do escritório de advocacia Veirano, de São Paulo.
Com a nova lei, mais empresas devem investir na criação desse setor. 'As empresas que já tinham algum mecanismo de controle fortaleceram suas áreas, e as demais estão descobrindo como se estruturar', diz Heloísa Macari, sócia-diretora da consultoria de gestão de risco ICTS."
Embora a matéria não fale especificamente de nós Secretários, por estar diretamente ligados aos grandes executivos da empresa onde trabalhamos, precisamos estar alerta sempre para as situações apresentadas no texto. A melhor coisa a se fazer SEMPRE é não aceitar realizar qualquer tipo de atividade desonesta. Nós, Profissionais de Secretariado Executivo temos, em nosso código de ética, artigos que nos amparam no caso de sermos aliciados a fazer esse tipo de atividade corrupta, então não devemos ter medo de dizer "Não" à corrupção e demais atividades ilícitas e que envolvam falta de ética.
Até Mais!
A Autora
Fonte: Texto de Gabriel Ferreira, publicado na Revista Você S/A, Editora Abril, Ed. Janeiro/2015: http://exame.abril.com.br/revista-voce-sa/edicoes/198/noticias/saiba-como-nao-se-envolver-mesmo-que. Acesso em 13/01/2015.
quinta-feira, 25 de dezembro de 2014
Editorial: Agradecimento
Durante esse ano de 2014 foram muitos desafios, pesquisas e eventos para cobrir e trazer para todos vocês, estimados leitores, matérias e assuntos interessantes sobre mercado de trabalho, carreira e sobre a profissão. Eu e meu consultor, Antonio Francisco, tentamos trazer, toda semana, algo interessante de se ler, que agregasse valor ao cotidiano profissional e que pudesse torná-los mais informados sobre nossa área de Secretariado Executivo. Esperamos ter contribuído, com nossos editoriais, para valorizar a profissão e levar um bom conteúdo àqueles que ainda não são da área, mas que tiveram curiosidade de conhecer o que faz um Profissional de Secretariado Executivo.
Agradeço a todos que leem o Blog, que indicam a outras pessoas, que gostam e divulgam nosso trabalho. Agradeço, também, aos parceiros que conquistamos ao longo dessa jornada.
Em 2015 procuraremos trazer algo mais voltado pra nossa área, embora saibamos que conteúdos específicos da nossa profissão ainda não estão amplamente disponíveis, mas continuamos pesquisando para trazer à todos uma leitura de respaldo e qualidade.
Procurarei participar dos eventos da nossa profissão, trazer editoriais com participação de outros profissionais da área e personalidades que fazem parte do Secretariado e do universo empresarial.
Desejamos à todos os leitores, seus familiares e amigos, que tenham boas festas e um excelente 2015, repleto de paz, saúde e sucesso!
Um abraço!
Rosaly Costa - Autora
Antonio Francisco - Consultor Estratégico.
Agradeço a todos que leem o Blog, que indicam a outras pessoas, que gostam e divulgam nosso trabalho. Agradeço, também, aos parceiros que conquistamos ao longo dessa jornada.
Em 2015 procuraremos trazer algo mais voltado pra nossa área, embora saibamos que conteúdos específicos da nossa profissão ainda não estão amplamente disponíveis, mas continuamos pesquisando para trazer à todos uma leitura de respaldo e qualidade.
Procurarei participar dos eventos da nossa profissão, trazer editoriais com participação de outros profissionais da área e personalidades que fazem parte do Secretariado e do universo empresarial.
Desejamos à todos os leitores, seus familiares e amigos, que tenham boas festas e um excelente 2015, repleto de paz, saúde e sucesso!
Um abraço!
Rosaly Costa - Autora
Antonio Francisco - Consultor Estratégico.
sábado, 13 de dezembro de 2014
Editorial: Confraternização de final de ano da empresa.
As confraternizações de final de ano são uma ótima oportunidade de conhecer melhor os funcionários da empresa e também de ser visto por todos. Por isso, a discrição e atenção às atitudes são muito importante. Mas, como se comportar em determinadas situações, como o momento do amigo secreto e do habitual discurso? Nós do Blog preparamos uma pesquisa com dicas para que você possa se sair bem em determinadas ocasiões:

Entrevista realizada pelo site g1.com, com as profissionais Maria Aparecida Araújo, consultora de comportamento profissional, etiqueta social e marketing pessoal, com a profissional Ana Cláudia Rosa, consultora de RH da Catho Online e com Marcelo Abrileri, criador do site AmigoSecreto.com.br e especialista em recolocação profissional.:
1. Durante a festa
Fico com o grupo de amigos com quem tenho maior afinidade ou é melhor conversar com pessoas de outros departamentos?
Maria Aparecida: "É altamente recomendável transitar por grupos diferentes para conhecer os vários processos da empresa e melhorar o desempenho. Para uma futura ascensão ou mudança, os canais já estarão abertos."
Abrileri: "O ideal é mesclar, interagir com os amigos e também conhecer pessoas novas."
Ana Cláudia: "É bom conhecer melhor os colegas com quem não teve oportunidade de conversar durante o ano, aumentando o networking."
Aproveito a confraternização para me aproximar dos chefes? O que conversar com eles?
Maria Aparecida: "Pode se aproximar, sim. Fale sobre resultados da empresa, faça perguntas abertas para que ele possa desdobrar o assunto e que possibilitem que ele fale dele mesmo. O ideal é falar apenas de assuntos relacionados ao trabalho."
Abrileri: "Se o chefe for descontraído e houver afinidade, pode se aproximar, mas, se não conhece bem, é melhor não se envolver."
Ana Cláudia: "Se surgir uma oportunidade, é recomendável. No entanto, devem ser evitados assuntos sobre o ambiente de trabalho, uma vez que esse é um momento de descontração."
Sou chefe, devo me aproximar dos meus subordinados? O que devo dizer a eles?
Maria Aparecida: "O líder deve estar sempre ao lado dos colaboradores. É recomendável fazer elogios, reforçar o que foi bom, não é ambiente para críticas nem para apontar erros."
Abrileri: "É o momento para o chefe motivar as pessoas, pois no dia a dia ele está distante dos funcionários. É importante ouvir queixas, ideias novas, pois tem muita coisa que não chega aos ouvidos dele."
Ana Cláudia: "É a oportunidade de o chefe se mostrar mais descontraído e simpático, além de poder conhecer melhor os subordinados. Devem ser evitados assuntos que envolvam trabalho, críticas ou comentários sobre metas."
2. Roupa
Que traje posso usar no caso de festas à noite?
Maria Aparecida: "Não é recomendado usar cores muito chamativas, como o vermelho tom de sangue, nem estampados muito chamativos. Tom pastel é melhor, como azul e rosa claro. Não se deve deixar a roupa chegar antes de você."
Abrileri: "Evite roupas provocativas como decotes muito grandes e vestidos muito curtos."
Ana Cláudia: "Não é necessário ir muito formal, mas é preciso usar o bom senso. No caso das mulheres, por exemplo, deve-se evitar transparências, decotes exagerados e peças justas, curtas ou extravagantes demais."
Se a festa for em uma fazenda ou sítio com piscina, posso levar biquíni e calção de banho?
Maria Aparecida: "Mulheres devem levar um maiô, não recomendo ir de biquíni, ainda que tenham corpo escultural. No caso dos homens, não se deve usar sungas de crochê, com estampa de margarida ou flores havaianas, mas de lycra e de cor lisa. Na carreira mostra-se competência, não o corpo."
Abrileri: "Não use um biquíni pequeno, prefira o que usaria na frente da família do namorado, por exemplo. Evite a sunga branca. A roupa fala muito sobre a pessoa e reflete no lado profissional."
Ana Cláudia: "Os trajes de banho devem ser usados apenas na hora de dar um mergulho. Além disso, evite trajes muito ousados. Durante a festa prefira um vestido ou bermuda."
3. Amigo secreto
Como escolher o presente do amigo secreto?
Maria Aparecida: "Sugiro uma lista com o que gostaria de ganhar ou dar coisas básicas que agradem a todo mundo, como porta-retrato, material de escritório ou vale-presente no valor estipulado. Nunca compre presentes íntimos como lingerie."
Abrileri: "O ideal é ter uma lista de sugestões com opção de mais de um presente."
Ana Cláudia: "É bom descobrir o perfil da pessoa sorteada ou estipular a criação de uma lista com sugestões."
Se eu tirar o chefe, dou um presente mais caro?
Maria Aparecida: "Chefe não precisa de presente mais caro, deve-se adequar o valor ao mesmo nível dos demais."
Abrileri: "Se houver uma faixa de preço, compre um presente com valor próximo do limite estipulado."
Ana Cláudia: "Não é porque você tirou o chefe que precisa extrapolar no valor, isso pode ser visto como exagero ou bajulação."
E na hora de apresentar a pessoa que tirei? Como faço a descrição dela?
Maria Aparecida: "Descreva a pessoa como gostaria de ser descrito. Não critique nem aponte defeitos, tampouco desmereça a pessoa perante os demais."
Abrileri: "Na hora de apresentar pode brincar, mas evite expor situações constrangedoras."
Ana Cláudia: "Fale das qualidades pessoais e profissionais do seu amigo secreto e não diga coisas embaraçosas ou que não devam ser de conhecimento público."
Se eu não gostar de participar de amigo secreto, posso recusar ou pega mal?
Maria Aparecida: "Pega mal não participar, tem que mostrar que tem flexibilidade, mesmo nos ambientes que não gosta muito. Flexibilidade e versatilidade são características importantes na carreira."
Abrileri: "Quem não participa perde a oportunidade de interagir com os funcionários da empresa e de compartilhar ideias."
Ana Cláudia: "Embora a participação seja opcional, a não participação só é aceitável caso haja uma explicação, como por exemplo, estar em período de férias."
4. Saias justas
O que eu faço se o grupo em que estou começa a fazer comentários maldosos sobre os outros colegas?
Maria Aparecida: "Saia discretamente do grupo e não participe dos comentários maledicentes."
Abrileri: "Nunca é positivo falar mal dos colegas. Saia de fininho, não participe, outras pessoas podem ficar sabendo e pode sobrar para você."
Ana Cláudia: "Evite falar dos outros e, muito menos, fazer comentários maldosos. Peça licença discretamente e diga que vai pegar uma bebida ou cumprimentar alguém."
Posso levar acompanhante se for permitido? Como faço para dividir a atenção entre o acompanhante e os colegas?
Maria Aparecida: "Só leve o acompanhante se for permitido e desde que não prejudique a sua imagem na festa. O acompanhante deve ter assunto, ser aberto e sociável. Se for ciumento ou gostar de beber demais, não leve."
Abrileri: "Só leve se a empresa permitir e se a pessoa estiver disposta a interagir com os outros."
Ana Cláudia: "Se a empresa permitir não há problemas, mas deve-se pensar se a pessoa irá se enturmar, caso contrário, você poderá ficar preso somente ao seu acompanhante e perder a chance de estreitar relações e conhecer novas pessoas."
Se eu der vexame, a minha postura pode arranhar ou prejudicar minha imagem na empresa? O que fazer para corrigir isso depois?
Maria Aparecida: "Conheço casos de pessoas que perderam o emprego por causa da festa de fim de ano porque beberam e perderam a classe. Se der vexame terá sempre alguém para reprovar a atitude."
Abrileri: "Se passar dos limites, peça desculpas. Tem que saber a medida certa para fazer brincadeiras e deixar lembranças boas."
Ana Cláudia: "Qualquer comportamento inadequado é mal visto e tudo o que for feito em excesso será comentado depois. Mesmo sendo uma festa, as pessoas lá presentes fazem parte do seu dia a dia no ambiente de trabalho."
Pega mal eu ir de carro sabendo que vou beber álcool?
Maria Aparecida: "Jamais vá de carro sabendo que vai tomar bebida alcoólica, não se deve dirigir alcoolizado."
Abrileri: "Pegue carona com alguém que não irá beber ou vá de táxi."
Ana Cláudia: "Bebida e direção não combinam em hipótese nenhuma. Prefira dividir carona com alguém que não beba ou vá de táxi."
Se eu for convidado a discursar, o que posso dizer?
Maria Aparecida: "Tenha certeza de que não vai cometer erros de português, fale de pé para ser visto, audível e, pouco para não ser chato, sempre enfatizando aspectos positivos."
Ana Cláudia: "O recomendado é falar sobre resultados e coisas positivas que ocorreram na empresa durante o ano."
Posso dançar a noite toda? Qualquer ritmo? Posso tirar o chefe para dançar? E se eu for chefe, posso convidar minhas subordinadas para dançar?
Maria Aparecida: "Não é recomendável dançar funk com posições extravagantes, pode dançar samba, mas não como passista da Mangueira. Procure passar a imagem de elegante e educado. Não recomendo tirar o chefe para dançar. O chefe pode dançar com os subordinados, desde que tire todos para dançar."
Abrileri: "Se for condizente com o ambiente, pode subir em cima da mesa para dançar e qualquer ritmo de música, desde que não incomode os demais. Se o chefe chamar para dançar e se você não quiser pode falar não, mas com sorriso no rosto, invente uma boa desculpa, como 'estou com dor no pé'."
Ana Cláudia: "O indicado é evitar exageros, não é porque você domina todos os ritmos que você vai mostrar sua performance com poses extravagantes. O ideal é dançar de maneira discreta, com todos à volta, formando as conhecidas 'rodinhas'."
Posso flertar ou ficar com algum colega na festa?
Maria Aparecida: "Se a cantada vier de quem eu quero, é melhor sorrir e retomar o assunto em outra hora. Se for de alguém que não quer, faça de conta que foi um elogio e mude de assunto. Não é recomendável ficar com ninguém na festa."
Abrileri: "Se pintar um clima. saia dali e vá para outro lugar. Saiba recusar cantadas com jeitinho."
Ana Cláudia: "Evite paquerar ou ficar com alguém durante a festa de trabalho, por mais que o ambiente seja descontraído. Isso pode gerar comentários desagradáveis no dia seguinte."
Posso comer à vontade ou devo moderar na comida?
Maria Aparecida: "Não é recomendável comer aquele prato de montanha de comida, pois dá a entender que a pessoa não tem autocontrole e aí não terá também na carreira."
Abrileri: "Sinta-se à vontade para comer e é bom para rebater o efeito o álcool."
Ana Cláudia: "Exageros na comida estão vetados. Não se preocupe em se servir mais de uma vez, mas sirva-se moderadamente."
E em relação à bebida, como saber a hora em que devo parar?
Maria Aparecida: "Se começar a se sentir desinibido em excesso, pare de beber ou se retire da festa discretamente. É preciso passar a imagem de que sabe conduzir as coisas na sua vida."
Abrileri: "Delimite um número de doses para não ficar inconveniente e, se bebeu além da conta, vá para casa."
Ana Cláudia: "Mesmo que o ambiente seja informal, a festa continua sendo corporativa. Caso passe da conta, o melhor é se retirar para evitar comportamentos inadequados que a bebida pode causar."
Seguindo essas recomendações, aproveite a festa! Afinal, a confraternização é um momento de descontração de todo o esforço e trabalho empenhados ao longo do ano.
Até mais!
A Autora
Fonte: Matéria de Marta Cavallini, publicada no site g1. com: http://g1.globo.com/concursos-e-emprego/noticia/2011/12/veja-como-se-sair-bem-nas-festas-de-fim-de-ano-da-empresa.html. Acesso em 13/12/2014.

Entrevista realizada pelo site g1.com, com as profissionais Maria Aparecida Araújo, consultora de comportamento profissional, etiqueta social e marketing pessoal, com a profissional Ana Cláudia Rosa, consultora de RH da Catho Online e com Marcelo Abrileri, criador do site AmigoSecreto.com.br e especialista em recolocação profissional.:
1. Durante a festa
Fico com o grupo de amigos com quem tenho maior afinidade ou é melhor conversar com pessoas de outros departamentos?
Maria Aparecida: "É altamente recomendável transitar por grupos diferentes para conhecer os vários processos da empresa e melhorar o desempenho. Para uma futura ascensão ou mudança, os canais já estarão abertos."
Abrileri: "O ideal é mesclar, interagir com os amigos e também conhecer pessoas novas."
Ana Cláudia: "É bom conhecer melhor os colegas com quem não teve oportunidade de conversar durante o ano, aumentando o networking."
Aproveito a confraternização para me aproximar dos chefes? O que conversar com eles?
Maria Aparecida: "Pode se aproximar, sim. Fale sobre resultados da empresa, faça perguntas abertas para que ele possa desdobrar o assunto e que possibilitem que ele fale dele mesmo. O ideal é falar apenas de assuntos relacionados ao trabalho."
Abrileri: "Se o chefe for descontraído e houver afinidade, pode se aproximar, mas, se não conhece bem, é melhor não se envolver."
Ana Cláudia: "Se surgir uma oportunidade, é recomendável. No entanto, devem ser evitados assuntos sobre o ambiente de trabalho, uma vez que esse é um momento de descontração."
Sou chefe, devo me aproximar dos meus subordinados? O que devo dizer a eles?
Maria Aparecida: "O líder deve estar sempre ao lado dos colaboradores. É recomendável fazer elogios, reforçar o que foi bom, não é ambiente para críticas nem para apontar erros."
Abrileri: "É o momento para o chefe motivar as pessoas, pois no dia a dia ele está distante dos funcionários. É importante ouvir queixas, ideias novas, pois tem muita coisa que não chega aos ouvidos dele."
Ana Cláudia: "É a oportunidade de o chefe se mostrar mais descontraído e simpático, além de poder conhecer melhor os subordinados. Devem ser evitados assuntos que envolvam trabalho, críticas ou comentários sobre metas."
2. Roupa
Que traje posso usar no caso de festas à noite?
Maria Aparecida: "Não é recomendado usar cores muito chamativas, como o vermelho tom de sangue, nem estampados muito chamativos. Tom pastel é melhor, como azul e rosa claro. Não se deve deixar a roupa chegar antes de você."
Abrileri: "Evite roupas provocativas como decotes muito grandes e vestidos muito curtos."
Ana Cláudia: "Não é necessário ir muito formal, mas é preciso usar o bom senso. No caso das mulheres, por exemplo, deve-se evitar transparências, decotes exagerados e peças justas, curtas ou extravagantes demais."
Se a festa for em uma fazenda ou sítio com piscina, posso levar biquíni e calção de banho?
Maria Aparecida: "Mulheres devem levar um maiô, não recomendo ir de biquíni, ainda que tenham corpo escultural. No caso dos homens, não se deve usar sungas de crochê, com estampa de margarida ou flores havaianas, mas de lycra e de cor lisa. Na carreira mostra-se competência, não o corpo."
Abrileri: "Não use um biquíni pequeno, prefira o que usaria na frente da família do namorado, por exemplo. Evite a sunga branca. A roupa fala muito sobre a pessoa e reflete no lado profissional."
Ana Cláudia: "Os trajes de banho devem ser usados apenas na hora de dar um mergulho. Além disso, evite trajes muito ousados. Durante a festa prefira um vestido ou bermuda."
3. Amigo secreto
Como escolher o presente do amigo secreto?
Maria Aparecida: "Sugiro uma lista com o que gostaria de ganhar ou dar coisas básicas que agradem a todo mundo, como porta-retrato, material de escritório ou vale-presente no valor estipulado. Nunca compre presentes íntimos como lingerie."
Abrileri: "O ideal é ter uma lista de sugestões com opção de mais de um presente."
Ana Cláudia: "É bom descobrir o perfil da pessoa sorteada ou estipular a criação de uma lista com sugestões."
Se eu tirar o chefe, dou um presente mais caro?
Maria Aparecida: "Chefe não precisa de presente mais caro, deve-se adequar o valor ao mesmo nível dos demais."
Abrileri: "Se houver uma faixa de preço, compre um presente com valor próximo do limite estipulado."
Ana Cláudia: "Não é porque você tirou o chefe que precisa extrapolar no valor, isso pode ser visto como exagero ou bajulação."
E na hora de apresentar a pessoa que tirei? Como faço a descrição dela?
Maria Aparecida: "Descreva a pessoa como gostaria de ser descrito. Não critique nem aponte defeitos, tampouco desmereça a pessoa perante os demais."
Abrileri: "Na hora de apresentar pode brincar, mas evite expor situações constrangedoras."
Ana Cláudia: "Fale das qualidades pessoais e profissionais do seu amigo secreto e não diga coisas embaraçosas ou que não devam ser de conhecimento público."
Se eu não gostar de participar de amigo secreto, posso recusar ou pega mal?
Maria Aparecida: "Pega mal não participar, tem que mostrar que tem flexibilidade, mesmo nos ambientes que não gosta muito. Flexibilidade e versatilidade são características importantes na carreira."
Abrileri: "Quem não participa perde a oportunidade de interagir com os funcionários da empresa e de compartilhar ideias."
Ana Cláudia: "Embora a participação seja opcional, a não participação só é aceitável caso haja uma explicação, como por exemplo, estar em período de férias."
4. Saias justas
O que eu faço se o grupo em que estou começa a fazer comentários maldosos sobre os outros colegas?
Maria Aparecida: "Saia discretamente do grupo e não participe dos comentários maledicentes."
Abrileri: "Nunca é positivo falar mal dos colegas. Saia de fininho, não participe, outras pessoas podem ficar sabendo e pode sobrar para você."
Ana Cláudia: "Evite falar dos outros e, muito menos, fazer comentários maldosos. Peça licença discretamente e diga que vai pegar uma bebida ou cumprimentar alguém."
Posso levar acompanhante se for permitido? Como faço para dividir a atenção entre o acompanhante e os colegas?
Maria Aparecida: "Só leve o acompanhante se for permitido e desde que não prejudique a sua imagem na festa. O acompanhante deve ter assunto, ser aberto e sociável. Se for ciumento ou gostar de beber demais, não leve."
Abrileri: "Só leve se a empresa permitir e se a pessoa estiver disposta a interagir com os outros."
Ana Cláudia: "Se a empresa permitir não há problemas, mas deve-se pensar se a pessoa irá se enturmar, caso contrário, você poderá ficar preso somente ao seu acompanhante e perder a chance de estreitar relações e conhecer novas pessoas."
Se eu der vexame, a minha postura pode arranhar ou prejudicar minha imagem na empresa? O que fazer para corrigir isso depois?
Maria Aparecida: "Conheço casos de pessoas que perderam o emprego por causa da festa de fim de ano porque beberam e perderam a classe. Se der vexame terá sempre alguém para reprovar a atitude."
Abrileri: "Se passar dos limites, peça desculpas. Tem que saber a medida certa para fazer brincadeiras e deixar lembranças boas."
Ana Cláudia: "Qualquer comportamento inadequado é mal visto e tudo o que for feito em excesso será comentado depois. Mesmo sendo uma festa, as pessoas lá presentes fazem parte do seu dia a dia no ambiente de trabalho."
Pega mal eu ir de carro sabendo que vou beber álcool?
Maria Aparecida: "Jamais vá de carro sabendo que vai tomar bebida alcoólica, não se deve dirigir alcoolizado."
Abrileri: "Pegue carona com alguém que não irá beber ou vá de táxi."
Ana Cláudia: "Bebida e direção não combinam em hipótese nenhuma. Prefira dividir carona com alguém que não beba ou vá de táxi."
Se eu for convidado a discursar, o que posso dizer?
Maria Aparecida: "Tenha certeza de que não vai cometer erros de português, fale de pé para ser visto, audível e, pouco para não ser chato, sempre enfatizando aspectos positivos."
Ana Cláudia: "O recomendado é falar sobre resultados e coisas positivas que ocorreram na empresa durante o ano."
Posso dançar a noite toda? Qualquer ritmo? Posso tirar o chefe para dançar? E se eu for chefe, posso convidar minhas subordinadas para dançar?
Maria Aparecida: "Não é recomendável dançar funk com posições extravagantes, pode dançar samba, mas não como passista da Mangueira. Procure passar a imagem de elegante e educado. Não recomendo tirar o chefe para dançar. O chefe pode dançar com os subordinados, desde que tire todos para dançar."
Abrileri: "Se for condizente com o ambiente, pode subir em cima da mesa para dançar e qualquer ritmo de música, desde que não incomode os demais. Se o chefe chamar para dançar e se você não quiser pode falar não, mas com sorriso no rosto, invente uma boa desculpa, como 'estou com dor no pé'."
Ana Cláudia: "O indicado é evitar exageros, não é porque você domina todos os ritmos que você vai mostrar sua performance com poses extravagantes. O ideal é dançar de maneira discreta, com todos à volta, formando as conhecidas 'rodinhas'."
Posso flertar ou ficar com algum colega na festa?
Maria Aparecida: "Se a cantada vier de quem eu quero, é melhor sorrir e retomar o assunto em outra hora. Se for de alguém que não quer, faça de conta que foi um elogio e mude de assunto. Não é recomendável ficar com ninguém na festa."
Abrileri: "Se pintar um clima. saia dali e vá para outro lugar. Saiba recusar cantadas com jeitinho."
Ana Cláudia: "Evite paquerar ou ficar com alguém durante a festa de trabalho, por mais que o ambiente seja descontraído. Isso pode gerar comentários desagradáveis no dia seguinte."
Posso comer à vontade ou devo moderar na comida?
Maria Aparecida: "Não é recomendável comer aquele prato de montanha de comida, pois dá a entender que a pessoa não tem autocontrole e aí não terá também na carreira."
Abrileri: "Sinta-se à vontade para comer e é bom para rebater o efeito o álcool."
Ana Cláudia: "Exageros na comida estão vetados. Não se preocupe em se servir mais de uma vez, mas sirva-se moderadamente."
E em relação à bebida, como saber a hora em que devo parar?
Maria Aparecida: "Se começar a se sentir desinibido em excesso, pare de beber ou se retire da festa discretamente. É preciso passar a imagem de que sabe conduzir as coisas na sua vida."
Abrileri: "Delimite um número de doses para não ficar inconveniente e, se bebeu além da conta, vá para casa."
Ana Cláudia: "Mesmo que o ambiente seja informal, a festa continua sendo corporativa. Caso passe da conta, o melhor é se retirar para evitar comportamentos inadequados que a bebida pode causar."
Seguindo essas recomendações, aproveite a festa! Afinal, a confraternização é um momento de descontração de todo o esforço e trabalho empenhados ao longo do ano.
Até mais!
A Autora
Fonte: Matéria de Marta Cavallini, publicada no site g1. com: http://g1.globo.com/concursos-e-emprego/noticia/2011/12/veja-como-se-sair-bem-nas-festas-de-fim-de-ano-da-empresa.html. Acesso em 13/12/2014.
Assinar:
Postagens (Atom)



