segunda-feira, 23 de março de 2015

Editorial: O "Urgente" e o "Prioritário"

Um dos grandes dilemas da nossa vida de Profissional de Secretariado é definir o "prioritário" e o "urgente", em determinadas situações do cotidiano.
O editorial dessa semana traz uma pesquisa sobre esse importantíssimo assunto: 

"Com estruturas mais enxutas nas empresas, decisões que precisam ser tomadas assim que o novo ano começa e pendências do ano anterior, os profissionais se perdem em um mar de tarefas em que tudo parece urgente. Aí surge a dúvida (e o desespero): como priorizar quando tudo parece prioridade?

Por receber demandas e pressão de todos os lados, as pessoas não conseguem entender o que é importante de fato. “Muita gente aceita as prioridades alheias, achando que vai dar conta de tudo”, diz Andrea Piscitelli, professora da Fundação Instituto de Administração (FIA), de São Paulo, e consultora de gestão de pessoas.

O resultado é que, muitas vezes, as demandas que teriam maior importância na rotina do executivo ou da empresa são deixadas de lado. “Com as tarefas também se aplica o Princípio de Pareto, em que 20% das atividades são responsáveis por 80% dos resultados”, afirma o professor Paulo Campos, do Insper. “Saber encontrar esses 20% é fundamental.” Aprenda, a seguir, o que você precisa fazer para estabelecer prioridades e conseguir entregar suas metas.

Escolha um método

O primeiro passo para lidar com prioridades é organizá-las. Shane O’Grady, de 33 anos, diretor de tecnologia da Love Mondays, empresa que reúne avaliações de empresas feitas por funcionários, de São Paulo, criou uma metodologia para gerenciar os projetos que ele e sua equipe desenvolvem. “
Fizemos um misto de dois modelos”, afirma Shane. Um deles é o Scrum, que envolve a realização contínua de feedbacks, e o Kanban, usado em fábricas para sinalizar as etapas do fluxo de produção.

Compartilhe a agenda 

Sempre que  alguém da equipe de Sebastian Guzman, de 36 anos, consultor de programas de melhorias na Bosch, fabricante de peças automotivas, de São Paulo, quer marcar uma reunião, não precisa interrompê-lo para descobrir quando  estará disponível. “Deixo minha agenda aberta para que saibam quando estou sobrecarregado”, afirma Sebastian.
O ideal é que toda a equipe compartilhe seus compromissos. Assim, os chefes veem quem tem mais ou menos disponibilidade para lidar com eles. 

Invente uma urgência

Prazos confortáveis atrapalham a conclusão de tarefas. Isso ocorre porque o ser humano calcula mal o tempo que perde numa atividade e acha que precisará de menos tempo do que o necessário.
O truque é eliminar a ilusão de agenda tranquila. Antes de decidir o que fazer primeiro, pense quais tarefas escolheria se tivesse metade do tempo disponível. Ou, se tivesse de trabalhar só 2 horas por dia. Os selecionados serão os compromissos mais importantes.

Peça ajuda

A mente humana nem sempre é confiável quando o assunto é definir prioridades. “Damos um peso maior às atividades em que nos sentimos confortáveis”, diz Andrea, da FIA.
Outras tarefas que também precisariam receber atenção são deixadas de lado. Essa situação ocorre frequentemente quando a pessoa está muito envolvida em algum projeto.
O melhor é pedir ajuda a alguém que não tenha a mesma rotina, mas que entenda bem sua função. Essa pessoa terá um olhar imparcial sobre o que é importante. 

Enxergue com clareza 

Diante de um emaranhado de tarefas, muitas vezes fica difícil hierarquizar prioridades. Por isso, conseguir ter uma visão do todo é um dos passos mais importantes.
A agenda não deve ser encarada como uma simples lista de compromissos, mas como uma ferramenta que permita visualizar o conjunto de atividades.
Para lidar com esse desafio de ter uma visão melhor das pendências, Shane, da Love Mondays, colocou em seu escritório um quadro com post-its coloridos, em que consegue ver com precisão o status das tarefas que ele e sua equipe têm pela frente. “Conforme cada etapa do projeto evolui, mudamos o post-it de posição nesse quadro”, diz Shane.
Uma rápida olhada ajuda a descobrir quais tarefas estão mais adiantadas e quais precisam de atenção extra.

Entenda a empresa

Para estabelecer prioridades, é necessário ter clareza sobre as metas da empresa ou da área. “Especialmente em ambientes mais dinâmicos, em que novas demandas surgem, o profissional tem de trabalhar olhando para a estratégia”, diz Paulo, do Insper.
É o que faz Sebastian, da Bosch. “Saber o que a empresa quer e precisa naquele momento é um dos aspectos que mais levo em conta”, diz ele.
A principal maneira de conseguir ter essa noção clara é perguntar ao chefe. Confira com ele se as prioridades que vêm sendo adotadas realmente são as tarefas mais importantes para o negócio. 

Aprenda a recusar

Quando a vontade de agradar chefes e colegas fala mais alto do que a preocupação com a agenda, o resultado são tarefas em excesso. “O que é importante para os outros nem sempre é para nós”, diz Andrea, da FIA.
Antes de aceitar uma nova tarefa, analise sua agenda. Se achar que o pedido vai atravancar outros projetos mais importantes sem trazer um resultado compensatório, a melhor saída é negociar um prazo diferente ou, em último caso, encontrar uma forma de recusar a missão."

Manter a agenda de compromissos atualizada é o nosso desafio de sempre. Mas, com organização e disciplina, tudo se resolve.

Até Mais!

A Autora

Fonte: Pesquisa publicada por Gabriel Ferreira, para revista Você S/A, Ed. Março/2015: http://exame.abril.com.br/revista-voce-sa/edicoes/199/noticias/como-definir-prioridades-quando-tudo-e-urgente. Acesso em 23/03/2015.

segunda-feira, 9 de março de 2015

Editorial: As redes sociais na sua vida profissional

As redes sociais cresceram muito nos últimos 5 anos, tanto em quantidade de sites de relacionamento como em número de usuários. Mas é importante tomar cuidado com o que é postado nas redes sociais, pois toda essa facilidade em expor suas opiniões e pensamentos na internet também contribui para que sua vida pessoal e profissional seja divulgada em excesso e isso possa prejudicá-lo de alguma forma. Pensando nisso, trouxe uma pesquisa publicada na edição de Fevereiro/2015, na Revista Você S/A, com dicas de como se preservar ao usar as redes sociais:

 "Muita gente perde o controle porque embarca no que John Suler, professor da Universidade de Rider, em Nova Jersey, apelidou de “efeito da desinibição online”, que consiste na impressão de que estar atrás de uma tela significa o anonimato. A falsa proteção aumenta a vontade de se expressar e instiga a agressividade.
Como as redes funcionam como uma vitrine, esse impulso comunicativo pode manchar a reputação na vida profissional. Engana-se quem pensa que os recrutadores ignoram os perfis sociais, como Facebook, Instagram e Twitter. Segundo um estudo do CareerBuilder, site americano de recrutamento, 51% dos 2.138  empregadores entrevistados desistem de contratar um candidato após verificar suas postagens.
Mesmo quem não está atrás de emprego deve tomar cuidado: chefes e colegas observam como andam as publicações alheias. 'Uma atitude inflexível em uma discussão online passa a imagem de um profissional que não sabe trabalhar em equipe', diz Luís Testa, da Catho, site de recrutamento, de São Paulo.

Para não cair em armadilhas e correr o risco de virar meme, siga as regras para preservar (e melhorar) sua imagem virtual. 

1- Use ferramentas de privacidade 

A lista de amigos não é homogênea: tem chefes, ex-chefes, colegas e pessoas mais íntimas. Cada grupo pede um tipo diferente de mensagem. O Facebook cria filtros e listas que podem ser aplicados nos posts. Isso permite que alguém selecione só os amigos para compartilhar a foto do Réveillon, e só os colegas quando quiser postar um texto corporativo. 

2 - Pense antes de publicar

As linhas do tempo são lotadas de informações. Mas nem todas foram revisadas antes de ser publicadas. A consequência? Posts com informações falsas e erros de português.  'Não é porque a internet é veloz que temos de nos posicionar com a mesma rapidez', diz Bia Granja, do site Youpix, especializado em internet.

3-  Reclame na medida

As redes sociais viraram um grande SAC da vida, com gente que usa os perfis só para desabafar. Reclamar de vez em quando é normal, mas ser resmungão transmite uma imagem ruim. 'Nenhum recrutador verá com bons olhos uma pessoa que está o tempo todo insatisfeita com tudo', diz Ana Luiza Mano, fundadora do grupo Psicólogos da Internet, de São Paulo. 

4- Diminua a ostentação

Há a impressão de que, na internet, todo mundo é feliz e só faz coisas incríveis. Postar imagens de viagens, restaurantes, sapatos novos e festas em excesso passa a impressão de ostentação.
O marketing pessoal exagerado não cola. Profissionais que se autopromovem assim dão a entender que não assumem falhas. 

5 - Pegue leve nas críticas às empresas 

Todo cliente lesado por algum serviço ou produto tem o direito de ficar bravo e reclamar. Desde que seja no lugar certo. Melhor falar sobre o problema com a empresa ou em sites voltados para reclamações.
Por mais que esteja irritado, mantenha a cordialidade: pode ser que, daqui a um tempo, você pleiteie uma vaga na empresa com a qual brigou. 

6- Lembre-se que a zoeira tem limites 

Até os mais bem-humorados precisam ter noção. Às vezes, uma piada pode ofender, mesmo que essa não tenha sido a intenção. Avalie o tom do post e nunca faça comentários ofensivos disfarçados de piadas.
Brincar com as minorias está fora de cogitação: as empresas valorizam quem sabe lidar com a diversidade. 

7 - Analise as redes

Cada rede tem um perfil específico que deve ser levado em conta. Não pega bem postar convite para seu aniversário no LinkedIn ou compartilhar seu currículo no Facebook. 

8 - Publique com moderação

Crie uma rotina para seus posts e uma frequência tolerável para se expor online. Quem escreve demais parece que está viciado, comportamento que pode prejudicar a produtividade e ser malvisto pelos chefes. 

9 -Seja coerente

As redes sociais devem refletir quem você é na vida real. Não adianta se esconder atrás da tela e criar uma imagem diferente da mostrada no trabalho.
As pessoas percebem a incoerência e ficam em dúvida sobre a personalidade. Preste atenção também nos seus contatos: não adianta tomar cuidado com o perfil se todos os seus amigos parecem ser exatamente o contrário de quem você é.

10 - Saiba que o anonimato é lenda

Antes de publicar qualquer coisa, imagine se teria coragem de dizer aquilo pessoalmente, sem se envergonhar ou se arrepender no futuro. Na dúvida, apague o que escreveu. Essa atitude demonstra maturidade e o entendimento de que nem tudo precisa ser compartilhado. 

11 - Controle as emoções

Todo mundo perde a cabeça e fala bobagem. Só que na internet o escorregão, às vezes, fica imortalizado. Respire fundo antes de se manifestar. Responder com classe a uma provocação impressiona os chefes, pois significa inteligência emocional.

12 - Evite falar sobre sua empresa

Se estiver com um problema no seu trabalho, não espalhe nas redes. Fazer isso não soluciona nada e só gera mal-estar, além de mostrar que o profissional não tem maturidade para chamar o chefe para conversar e tentar resolver a questão. 

13- Cuidado com a linguagem

Vários mal-entendidos ocorrem porque as palavras para certos posts não foram bem escolhidas e possuem um tom indelicado ou irritado. Evite caixas altas, por exemplo, que são consideradas gritos na internet. 

14 - Mantenha a discrição

Se a discussão com um de seus contatos ficar mais séria, opte por uma conversa particular para evitar a exposição de seus problemas ou pontos de vista polêmicos. Discrição na hora de resolver pendências é uma competência essencial em momentos de crise. 

15- Leia a política de privacidade 

As empresas têm regras claras para o uso das redes sociais no ambiente corporativo. Descobrir qual é o código de conduta adotado pelo local onde trabalha minimiza erros, como compartilhamento de informações sigilosas.

16 - Saia da bolha

A dinâmica das redes contribui para que apenas conteúdo parecido com o que você posta apareça na linha do tempo. Isso colabora para que as pessoas ignorem que existem opiniões e assuntos diferentes.

É importante dar valor a informações que não fazem parte do dia a dia."

Claro que todas essas dicas são sugestões para que seu networking seja diversificado, sem prejudicá-lo de alguma forma. 

Até mais!

A Autora

Fonte: Pesquisa publicada por Luciana Lima, para Você S/A, Ed. Fev/2015: http://exame.abril.com.br/revista-voce-sa/edicoes/199/noticias/16-dicas-para-nao-queimar-sua-imagem-na-internet. Acesso em 09/03/2015. 

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Editorial: Dicas para ter sucesso no Mercado de trabalho internacional

Tenho visto alguns profissionais de Secretariado Executivo tentando uma experiência profissional no exterior. Acho uma atitude muito válida e interessante, porém é necessário muita determinação e coragem para deixar o mercado local e tentar algo fora, diferente da sua cultura e de seu idioma. Mas, se você já está decidido(a) a ter essa experiência, então, no editoral a seguir recomendo quatro dicas básicas para que a experiência seja agradável e proveitosa ao máximo, segundo pesquisa publicada na revista Você S/A, edição Fevereiro/2015:

"O executivo Márcio Fernandes Antunes Rodrigues, 39 anos, não tem medo de mudanças. Chegou na Itália em fevereiro de 2011 para assumir a operação local da Galderma, uma empresa da Nestlé Skin Health.
Em janeiro deste ano, fez as malas novamente. Deixou Milão e seguiu com sua família rumo a Lausanne, na Suíça. Ali, assumiu o cargo de diretor regional para norte e sul da Europa da empresa.
A seguir, ele dá quatro dicas para quem quer conquistar o mercado de trabalho internacional, com o pé no chão e o foco nas pessoas:

1- Respeito pelos indivíduo é fundamental. 

Até porque as pessoas lá fora vão te olhar com muita atenção para saber se você tem uma agenda individual ou está realmente preocupado com a saúde organizacional. O genuíno respeito pelas pessoas faz com que você possa ter um desenvolvimento profissional muito mais saudável. Bem ou mal, um dia as pessoas descobrem quem você é.  

2- Resiliência cultural. 

Neste caso, não basta ter capacidade para resistir aos altos e baixos do mundo corporativo, é preciso saber encarar as diferenças e nuances culturais. Ou seja, ser resiliente culturalmente. Tem muita gente que sai do país com aquela expectativa enorme e depois chega lá e não consegue se adaptar ao esquema de vida, aos valores locais.
Sempre falamos que brasileiro se adapta a tudo. Não é bem assim. O brasileiro tem um problema de adaptação cultural muito forte porque ele está acostumado a um modo de vida regido por poucas regras. Brasileiro não está acostumado a manter a lei do silêncio depois de certo horário. Também não está acostumado a encarar o comércio fechado aos domingos, por exemplo.

3- Acreditar em sua criatividade. 

O brasileiro é muito criativo no ambiente de negócios. E quando tem acesso a uma estrutura e mentalidade mais travadas, como costumam ser as europeias, pode ter problemas. Fazer a outra pessoa pensar. Ultrapassar a resistência local e superar os nãos é fundamental para o profissional que quer crescer internacionalmente.  

4- Sintonia com a Família.

Para sair do Brasil ou mesmo mudar de cidade, é preciso também que a família esteja muito sintonizada. Isso define mais de 50% do sucesso da nova empreitada. O profissional pode até fazer um trabalho muito bom, mas tudo pode se complicar se chegar em casa e sua esposa/marido estiver infeliz ou os filhos tristes."

Assim, desejo muito sucesso à todos os leitores que estão pensando, ou já decidiram, conhecer o mercado de trabalho do exterior.

Até mais!

A Autora

Fonte: Matéria publicada por Dalen Jacomino, para a revista Você S/A, Ed. Fevereiro/2015: http://exame.abril.com.br/revista-voce-sa/edicoes/200/noticias/4-dicas-de-quem-tem-um-carreira-internacional-de-sucesso. Acesso em 20/02/2014.  

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Editorial: Perfil "Bonzinho" ou Perfil "Exigente": Qual o melhor para empresa e para os colaboradores?

No atual cenário das grandes empresa, nós Profissionais de Secretariado Executivo nos deparamos com Executivos de diversificados comportamentos e personalidades. Os mais comuns são o "Bonzinho " e o "exigente". Trago abaixo uma pesquisa sobre esses perfis de executivos, publicada na revista Você S/A, Janeiro/2015:

"Imagine um chefe que elogia todos os seus funcionários, promete inúmeras promoções e nunca critica o trabalho de ninguém.
Parece um sonho?
Se você respondeu mentalmente que sim, há uma grande chance de você nunca ter trabalhado para alguém com esse perfil.

Quem já teve líderes 'bonzinhos' percebe, mais cedo ou mais tarde, que essa atitude prejudica o desempenho e até a motivação da equipe.
De acordo com Jill Geisler, professora do Poynter Institute e autora do livro 'Como se tornar um ótimo chefe' (Editora Sextante), a complacência e o medo do conflito são pecados mortais para um chefe. 'Mudanças necessárias são adiadas, maus funcionários não são advertidos e bons funcionários ficam sobrecarregados com tarefas alheias', afirma Jill. 'A mediocridade floresce'.
Segundo a autora, profissionais ambiciosos, com desejo de crescer, são os mais prejudicados com a inabilidade do gestor para dar feedback negativo.

Oito ou oitenta

Com a popularização do debate sobre assédio moral no trabalho, mais empresas começaram a se preocupar com os 'modos' de seus gestores.
Foi uma evolução bem-vinda. 'Chefes que aterrorizam suas equipes destroem a motivação para trabalhar', diz Jill. 'É ótimo que as empresas tenham percebido os perigos desse comportamento tóxico'.
O único risco dessa atitude é aderir ao extremo oposto: a complacência. 'Eliminar as agressões não significa que o chefe não possa ser exigente ou cobrar responsabilidades', explica a autora.
Nem grosseiro, nem vacilante: o líder ideal é enérgico nas horas certas e sabe criticar sem desrespeitar. 'Ele deve ter inteligência emocional para construir relações positivas, dar feedback, treinar e mostrar que se importa com o bem da equipe', diz Jill."

Embora nossa rotina seja bastante agitada, precisamos identificar já no início qual o perfil de comportamento do nosso executivo, para que não tornemos a convivência mais desgastante do que o necessário. 

Até mais!

A Autora

Fonte: Artigo publicado por Cláudia Gasparinni, para revista Você S/A, Ed. Abril, Janeiro/2015: http://exame.abril.com.br/carreira/noticias/o-lado-ruim-dos-chefes-bonzinhos. Acesso em 04/02/2015.

Oportunidade: Concurso para professor efetivo do Curso de Secretariado Executivo - UFC

Secretários,

A Universidade Federal do Ceará - UFC publicou edital para professor efetivo do Curso de Secretariado Executivo. 
Valor,  período de inscrições e demais informações, inclusive conteúdo da prova podem ser visualizadas no link do edital:


Edital:
http://www.progep.ufc.br/…/…/editais/2015/edital_13_2015.pdf
Retificação:
http://www.progep.ufc.br/…/retifica%E7%E3o_edital_13_2015.pdf

http://www.progep.ufc.br/images/stories/arquivos/editais/2015/programa_gestao_secretarial_e_gestao_da_informacao.pdf


Não percam essa grande oportunidade!


quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Editorial: Dicas para preparar seu currículo em outro idioma

No mundo globalizado ter outro idioma virou um pré-requisito para as melhores contratações. E para nós, Secretários, é requisito indispensável, principalmente o Inglês. Mas, como fazer um currículo em outro idioma? Essa semana trago uma pesquisa que muito nos ajudará a montar um currículo bem estruturado, em outro idioma. Usei o inglês como exemplo por ser o mais utilizado, mas a estrutura serve para qualquer idioma: 

"É muito importante prestar atenção aos itens que devem constar no CV (currículo) em inglês, com atenção a algumas traduções específicas.
Vamos às seções básicas de um currículo na língua inglesa: 

1. Dados pessoais – Personal information
Outras opções: Personal Details / Personal profile

Se quiser resumir seu CV, você nem precisar usar essas palavras, basta colocar cada uma dessas informações em uma linha, pois a identificação é óbvia. Estes são os dados principais que você precisa incluir:

Nome completo: Full name
Endereço: Address
Telefone: Phone
Celular: Mobile
E-mail

2. Objetivo – Objective
Nesta seção, seja direto. Coloque a posição ou a área em que deseja atuar. Os recrutadores não gostam de quem atira para todos os lados.

Alguns exemplos:
Vaga de Contador: 'Accountant position'
Trabalhar no departamento financeiro: 'To work in the financial department
Gerente de Marketing Marketing manager'

3. Formação educacional/ acadêmica – Academic/ Educational background
Também é possível usar os termos: Qualifications summary / Areas of Expertise / Educational Background

Informe apenas a graduação obtida, utilizando as siglas abaixo, a instituição e o ano de conclusão.
Graduado (bacharel): B.A. ou B.S.
Mestrado: Msc
Doutorado: PhD

4. Experiência profissional – Professional background
Outras opções utilizadas para descrever este item: Professional experience / Work experience / Positions held / Employment history

Coloque o nome da empresa, o período de contratação, o(s) cargo(s) e as atividades executadas.

Se você é jovem e tem pouca experiência profissional, coloque a formação acadêmica logo no começo. Destaque os seus maiores atrativos para a vaga, sem mentiras ou exageros. Outras informações devem ser apresentadas do mais recente para o mais antigo.

O termo 'Major accomplishments' deve ser usado para mencionar as grandes realizações. Neste caso, não é necessário fazer frases começando com o pronome pessoal "eu", ou I, em inglês. 

Os meses devem vir abreviados, ou seja, utilize Jan, Feb, Mar, Apr, May, Jun, Jul, Aug, Sep, Oct, Nov e Dec.
Outras abreviações importantes: RH - HR (Human Resources); ONG - NGO (Non-Governmental Organization) e SAC - Call Center.

5. Idiomas e Computação – Languages and Computer skills
Outra opção: Languages and Key Skills

O nível de domínio do idioma é definido pelos termos fluent (fluente), advanced (avançado), intermediate (intermediário) e basic (básico). Seja honesto, porque é possível que você tenha de fazer teste escrito e entrevista.

Para conhecimento em informática, você poderá colocar: Proficient user of MS Office. 

6. Cursos extracurriculares – Extracurricular activities
Listar apenas o que for relevante para a vaga desejada, indicando mês e ano.

7. Demais dados
Novamente, inclua apenas informações relevantes que não se encaixem nos itens anteriores. Por exemplo:

Certificações e Licenças: Certification and Licences
Publicações: Publications: livros (books) ou artigos (articles)
Participação em grupos profissionais: affiliations
Viagens: International trips (somente viagens a estudo ou trabalho)
Prêmios: Awards / Honors
Bolsas: Scholarships 
Prêmios financeiros: grants
Pretensão salarial: Expected salary (apenas se for solicitado)
Trabalho voluntário: Volunteer Work

8. Referências - References
Se não for solicitado, apenas coloque: Referências pessoais e profissionais - Professional and personal references available on request.

Todas essas informações devem estar em no máximo duas folhas, fontes legíveis. Não use fonte com tamanho inferior a 10 só para evitar um curriculum com muitas folhas!

Você poderá até ser o candidato ideal para a vaga, mas se seu curriculum não demonstrar isso, correrá o risco de perdê-la. A primeira triagem é a seleção pelo curriculum e você não estará diante do recrutador para se explicar.

A sorte vem para quem está preparado. Portanto, prepare-se!"


Tomando esses cuidados básicos, agora é só preparar o seu CV e torcer pelo sucesso!

Até mais!

A Autora

Fonte: Texto de Claudia Gasparini, para o site Exame.com: http://exame.abril.com.br/carreira/noticias/a-estrutura-ideal-de-um-curriculo-em-ingles-veja-modelo. Acesso em 21/01/2015.

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Editorial: Confiança e ética: Alicerces do Secretário Executivo.

Inicialmente, desejo à todos um feliz ano novo, com muita saúde e sucesso à todos! Bom, retornando do recesso, fiz muitas pesquisas pra publicar aqui no Blog e uma delas me chamou atenção, por ter tudo a ver com uma das nossas atribuições, que é a questão da CONFIANÇA e da ÉTICA. Ocupamos, dentro da empresa, um lugar muito privilegiado e que nos dá acesso a todo tipo de informação, inclusive as sigilosas e que dizem respeito não só a empresa, mas também à outros assuntos, muitas vezes que dizem respeito à vida pessoal do nosso executivo. O texto abaixo foi extraído de uma publicação da Revista "Você S/A", que fala sobre a importância de se manter firme em executar um trabalho com transparência e honestidade: 

"Um dos maiores obstáculos à prevenção dos casos de fraudes dentro das empresas é, na maioria das vezes, a dificuldade de antever quem é capaz de cruzar a linha que separa os profissionais honestos dos fraudadores. O fraudador típico tem um perfil muito similar ao de qualquer outro funcionário da empresa.
Em 41% dos casos, ele trabalha no mesmo lugar há mais de seis anos e, em 29% das fraudes, ocupa um cargo executivo. São pessoas que, justamente por serem figuras de confiança na estrutura da empresa, sentem-se livres para agir em benefício próprio sem levantar suspeitas.

De acordo com especialistas em investigação de fraudes, a conjunção de três fatores aumenta a probabilidade de que um profissional comum, sem histórico de desvios éticos, cruze a fronteira da honestidade e cometa um crime. Esses fatores, que compõem o chamado triângulo da fraude, são: a necessidade, a oportunidade e a racionalização. 
Resumidamente, a predisposição para a fraude aumenta quando o executivo que está passando por uma dificuldade (como estar endividado) encontra uma brecha nos sistemas e processos da empresa e, por se sentir desvalorizado ou merecedor de melhores condições, acaba relativizando a imoralidade do desvio de recursos.

'Quando uma pessoa normal se vê em um contexto muito difícil, ela tende a interpretar o mundo de forma diferente e perde a dimensão do que é ou não correto', afirma o professor Guido Palazzo. 'É como se o profissional fosse acometido por uma espécie de cegueira ética', diz ele.
Além de razões pessoais, um profissional pode entrar numa maracutaia corporativa ao se sentir pressionado por algum fator relacionado ao trabalho.
A cobrança excessiva de resultados, a coação de um chefe desonesto ou de um agente público corrupto são exemplos de coisas que fazem um profissional alterar seus padrões morais. Como se precaver? 'A melhor defesa é não ter medo', afirma Palazzo. 'O medo é o principal combustível para desrespeitar uma regra ou para silenciar quando uma regra está sendo quebrada', diz ele.
Isso significa recusar-se a entrar no jogo, ainda que acarrete alguma consequência previsível, como ser colocado numa geladeira na empresa ou até ser demitido.  
As empresas têm criado mecanismos que permitem aos profissionais honestos denunciar os fraudadores. Um impulso nesse sentido veio da promulgação da Lei Anticorrupção (12.846/13), que acaba de completar um ano em vigor.
A nova legislação prevê punições pesadas para as companhias condenadas por lesar o poder público, com multas que podem chegar a até 20% de seu faturamento. Por causa da lei, diversas empresas estão fortalecendo suas equipes de governança corporativa. 'Se as empreiteiras envolvidas no caso da Petrobras tivessem áreas de controle bem estruturadas e atuantes, o risco de um caso como esse ocorrer seria menor', afirma André Fonseca, sócio do escritório de advocacia Veirano, de São Paulo.

Com a nova lei, mais empresas devem investir na criação desse setor. 'As empresas que já tinham algum mecanismo de controle fortaleceram suas áreas, e as demais estão descobrindo como se estruturar', diz Heloísa Macari, sócia-diretora da consultoria de gestão de risco ICTS." 

Embora a matéria não fale especificamente de nós Secretários, por estar diretamente ligados aos grandes executivos da empresa onde trabalhamos, precisamos estar alerta sempre para as situações apresentadas no texto. A melhor coisa a se fazer SEMPRE é não aceitar realizar qualquer tipo de atividade desonesta. Nós, Profissionais de Secretariado Executivo temos, em nosso código de ética, artigos que nos amparam no caso de sermos aliciados a fazer esse tipo de atividade corrupta, então não devemos ter medo de dizer "Não" à corrupção e demais atividades ilícitas e que envolvam falta de ética. 

Até Mais!  

A Autora

Fonte: Texto de Gabriel Ferreira, publicado na Revista Você S/A, Editora Abril, Ed. Janeiro/2015: http://exame.abril.com.br/revista-voce-sa/edicoes/198/noticias/saiba-como-nao-se-envolver-mesmo-que. Acesso em 13/01/2015.