Diante dos grandes avanços tecnológicos desenvolvidos nos últimos 15 anos, vez por outra surgem questionamentos acerca do que fazer para não ter nossa função substituída por uma máquina. Os robôs podem ser altamente eficientes e oferecer baixo custo de utilização, mas existem peculiaridades que somente a mente humana é capaz de oferecer. O texto abaixo, publicado na Revista Você S/A, Ed. Abril, traz "uma luz no fim do túnel" para quem vislumbra um cenário de inovação tecnológica em detrimento da mão-de-obra humana:
"Virou rotina ler declarações de bilionários do setor de alta tecnologia descrevendo um futuro sombrio para o mercado de trabalho mundial. A altíssima especialização e o desenvolvimento da inteligência artificial tornariam obsoleta a maior parte dos trabalhadores tradicionais.
No fim de 2014, o presidente e cofundador do Google, Larry Page, deu sua previsão em uma entrevista ao jornal americano The Financial Times: 90% do trabalho feito atualmente por humanos será realizado por robôs em poucos anos. Seria exagero? Ou estamos despreparados para uma transformação global?
Um livro traz mais nuvens negras para esse cenário de apocalipse — e também uma brisa de otimismo. Em The Second Machine Age: Work, Progress, and Prosperity in a Time of Brilliant Technologies ('A segunda era das máquinas: trabalho, progresso e prosperidade em um tempo de tecnologias brilhantes', numa tradução livre, ainda sem edição no Brasil), os autores Erik Brynjolfsson e Andrew McAfee explicam por que há razões para se preocupar.
A dupla, que leciona na Sloan, escola de negócios do Massachusetts Institute of Technology, estuda o impacto da tecnologia na economia e no mercado de trabalho. No livro, buscam as origens das transformações tecnológicas atuais e verificam onde estão ocorrendo com maior intensidade.
1. Como ficam os humanos?
Nos últimos anos, os avanços conquistados nas áreas da informática e da inteligência artificial cresceram rapidamente. Os exemplos estão por aí. São os carros autônomos do Google, que rodam com segurança sem nenhuma interferência humana, graças a um complexo sistema de sensores e software embarcados.
Ou o robô Watson, da IBM, que venceu humanos no famoso jogo americano Jeopardy!, de perguntas e respostas. Ou a assistente pessoal Siri, da Apple, com seus algoritmos capazes de reconhecer a linguagem humana. Nessas experiências, as máquinas começam a ocupar terrenos antes vistos como de domínio exclusivo dos homens.
'Falamos sobre as descobertas de nossas pesquisas com muitos grupos diferentes, e quase toda vez uma das primeiras perguntas é algo como: ‘Eu tenho filhos na escola. Como deveria prepará-los para o futuro que vocês descrevem?’ E não são apenas pais os preocupados com as oportunidades de carreira na segunda era das máquinas', escrevem os autores.
Sim, qualquer projeção sobre os limites da capacidade das máquinas pode estar subestimada, já que os computadores se mostram aptos a executar tarefas que antes pareciam impossíveis.
Mas nem tudo está perdido! Em cada um dos casos levantados por Erik e Andrew, encontra-se também um padrão de atividades que os robôs ainda não conseguem fazer — e que provavelmente não farão. 'Nunca vimos uma máquina verdadeiramente criativa, ou uma empreendedora, ou uma inovadora. Já vimos software capaz de escrever textos com rimas, mas nenhum capaz de escrever um poema de verdade', relatam os autores. 'Essas atividades têm uma coisa em comum: a criação de novas ideias.'
Felizmente, com os baixos custos de produção, o abundante fluxo de informação e o aumento das redes de contato, ficou mais fácil ter boas ideias e executá-las. O fato de empresas como o Facebook terem passado de projetos de faculdade para companhias multibilionárias demonstra esse ponto.
Mas não são apenas os empreendedores que têm vantagem sobre o avanço implacável das máquinas. 'Cientistas criam novas hipóteses. Jornalistas farejam boas histórias. Chefs adicionam novos pratos ao menu. Engenheiros numa fábrica entendem por que uma máquina não está mais funcionando adequadamente.
Steve Jobs e seus colegas na Apple descobriram que tipo de tablet nós realmente queríamos', listam os pesquisadores. 'Muitas dessas atividades são apoiadas e aceleradas por computadores, mas nenhuma é orientada por eles.'
Além de ser altamente inovadora, a força de trabalho do futuro precisará se integrar a essas novas tecnologias, qualquer que seja a área de atuação.
Nem todo mundo vai trabalhar como programador ou como engenheiro de inteligência artificial. Mas a presença de softwares e máquinas no ambiente de trabalho será irreversível em todos os mercados.
Quanto mais adaptados os profissionais estiverem a essa realidade, aprofundando-se no entendimento de como as ferramentas funcionam e podem melhorar seu desempenho no trabalho, mais fácil será navegar — e sobreviver. Ou, como diz Kevin Kelly, um dos fundadores da revista Wired, 'no futuro, você será pago com base em quão bem você trabalha com robôs'. "
Trazendo para a nossa realidade, os robôs podem até nos substituir nas tarefas, mas sempre será necessário um ser humano para atividades de assessoria, gestão e relacionamento interpessoal. Cabe a nós como profissionais nos adaptar às novas realidades tecnológicas.
Até mais!
A Autora
Fonte: Texto de Marcus Vinicius Brasil, para Revista Você S/A, Ed. Abril: http://exame.abril.com.br/revista-voce-sa/edicoes/201/noticias/ser-inovador-vai-te-salvar-de-ser-substituido-por-um-robo. Acesso em 27/04/2015.
segunda-feira, 27 de abril de 2015
quarta-feira, 15 de abril de 2015
Editorial: Progressão na carreira sem deixar os bons laços interpessoais.
Um dos grandes desafios enfrentados pelos executivos é a transição para um cargo maior de Chefia, onde os pares (colegas de trabalho de mesma função) passam a ser seus subordinados. As relações interpessoais, se não forem bem estruturadas, acabam tornando-se empecilho ao bom desempenho corporativo.
Para entender melhor como desenvolver uma boa transição e minimizar os atritos oriundos dessa nova fase profissional, trazemos um artigo publicado na Revista Você S/A, Ed. Abril/2015:
"Em janeiro de 2015, quando recebeu a notícia de que seria promovido ao cargo de gerente comercial da empresa de auditoria Crowe Horwath, de São Paulo, o publicitário Juliano Esposto, de 30 anos, sabia que teria um grande desafio pela frente.
Além das novas responsabilidades que o cargo trazia, ele passaria a comandar uma equipe formada por pessoas que, até então, eram seus pares e, em muitos casos, amigos. 'A relação com meus colegas era muito próxima, a ponto de eu frequentar as festas de família de muitos deles', afirma Juliano.
Ao mudar de função, Juliano temia que a relação com seus amigos — e agora subordinados — ficasse prejudicada. 'Sabia que seria inevitável comparar minha postura antes e depois de me tornar chefe.' Assumir a chefia de uma equipe formada por amigos é um grande desafio, pois exige algumas mudanças significativas no relacionamento com os antigos colegas e agora subordinados.
Problemas ao longo dessa transição são naturais — medo de desagradar, uso inadequado de relações pessoais e favorecimentos são algumas das situações. Mas é possível contornar os obstáculos. No caso de Juliano, o caminho encontrado foi manter o diálogo aberto com a equipe. 'Quero que eles me falem se eu estiver errando a mão', diz. A seguir, algumas ações para lidar com seus amigos subordinados.
Comunicação
Manter um diálogo aberto a críticas e sugestões da equipe é uma das principais orientações dos especialistas. 'A pessoa tem de mostrar que está mudando de cargo, e não de lado', afirma o consultor de gestão Ênio Klein, de São Paulo.
Uma comunicação eficiente ajuda o time a conhecer as regras e diminui os melindres na hora das cobranças. O ideal é que haja uma conversa logo de cara, em que fique decidido como as coisas vão funcionar. 'Sem critérios claros, ou a pessoa se torna muito frouxa, ou vira um carrasco', diz Ênio.
Estilo
Ao assumir um cargo de liderança, muita gente acha que deve agir de outra forma. isso é desnecessário. 'em vários casos, o executivo é promovido justamente por causa do perfil de liderança que já exercia sobre a equipe', diz Felipe Maluf, sócio da consultoria YCoach, de São Paulo.
Mantenha nos relacionamentos a mesma conduta que garantiu seu progresso. 'a única mudança deve ser o acréscimo de funções', diz Anderson Sant’Anna, do núcleo de desenvolvimento de liderança e pessoas da Fundação Dom Cabral, de Minas Gerais.
Respeito
Muitos se sentem desconfortáveis em manter relações mais próximas com a chefia. Respeite isso. esse estranhamento dura apenas um tempo. não tente obrigar ninguém a manter a mesma postura de antes. 'Alguns colegas se distanciaram no início', diz Erlon Lisboa, de 35 anos, que assumiu o cargo de gerente de auditoria e gestão de riscos da rede de lojas Marisa há dois anos.
Hoje, Erlon recuperou aos poucos a relação com seus antigos colegas. 'mostrei que as conversas do passado não seriam usadas contra ninguém', diz Erlon.
Vantagens
Liderar uma equipe composta de gente conhecida tem seus pontos positivos. um deles é que um gestor oriundo do time conhece bem as características de cada um e sabe o que esperar em várias situações.
A proximidade também faz com que o profissional entenda as aspirações de seus antigos colegas — fundamental para manter a equipe satisfeita. 'O executivo deve conectar os objetivos futuros dos profissionais às metas do departamento que gerenciará', diz Marcia Vespa, da Leme Consultoria, de São Paulo.
Igualdade
É natural que se tenha relacionamento mais próximo com algumas pessoas. Quando a relação é entre o gestor e um subordinado, porém, a amizade pode criar desconfortos.
Para evitar isso, Estabeleça critérios sobre assuntos polêmicos, como concessão de prêmios e folgas, e faça com que eles valham para todos. Se o falatório continuar, chame a equipe para uma conversa e encontre os pontos que podem estar desagradando.
Em último caso, adote uma saída drástica, como buscar a transferência do amigo para outro setor.
Expansão
Preservar as relações construídas é importante, mas a promoção também permite ampliar o relacionamento com outras pessoas, porque, depois disso, algumas confidências não podem ser feitas aos antigos colegas, como questões mais estratégicas. mas não há mal em debater com alguns de seus novos pares ou superiores.
Será natural que a relação com essas pessoas se torne mais estreita. Mas aqui também vale o conselho de não forçar a amizade. deixe que esses laços se estabeleçam naturalmente.
Exemplos
'Os líderes mais velhos já passaram por esse tipo de dilema', afirma Felipe, da YCoach. A observação pode mostrar que posturas seguir e quais evitar. o exemplo também pode vir de alguma experiência pessoal.
A supervisora de logística de uma empresa de serviços de saúde Samantha Troiano, de 32 anos, passou por isso. Antes de assumir seu cargo atual, ela já havia feito parte de uma equipe comandada por um colega. 'No caso dele, o cargo subiu à cabeça e a experiência foi ruim”, diz. “mas Foi bom ter vivido isso para não fazer igual'.”
O importante mesmo é desenvolver um bom trabalho, em qualquer cargo que você estiver, pois o seu trabalho valerá muito para uma possível promoção. E, se você tiver boas relações, seus amigos irão torcer por você e ficarão felizes em trabalhar ao seu lado, como seus colaboradores.
Um abraço!
A Autora.
Fonte: Artigo publicado por Gabriel Ferreira, para o site Você S/A, ed. Abril/2015: http://exame.abril.com.br/revista-voce-sa/edicoes/201/noticias/virou-chefe-do-seu-amigo-veja-o-que-fazer. Acesso em 15/04/2015.
Para entender melhor como desenvolver uma boa transição e minimizar os atritos oriundos dessa nova fase profissional, trazemos um artigo publicado na Revista Você S/A, Ed. Abril/2015:
"Em janeiro de 2015, quando recebeu a notícia de que seria promovido ao cargo de gerente comercial da empresa de auditoria Crowe Horwath, de São Paulo, o publicitário Juliano Esposto, de 30 anos, sabia que teria um grande desafio pela frente.
Além das novas responsabilidades que o cargo trazia, ele passaria a comandar uma equipe formada por pessoas que, até então, eram seus pares e, em muitos casos, amigos. 'A relação com meus colegas era muito próxima, a ponto de eu frequentar as festas de família de muitos deles', afirma Juliano.
Ao mudar de função, Juliano temia que a relação com seus amigos — e agora subordinados — ficasse prejudicada. 'Sabia que seria inevitável comparar minha postura antes e depois de me tornar chefe.' Assumir a chefia de uma equipe formada por amigos é um grande desafio, pois exige algumas mudanças significativas no relacionamento com os antigos colegas e agora subordinados.
Problemas ao longo dessa transição são naturais — medo de desagradar, uso inadequado de relações pessoais e favorecimentos são algumas das situações. Mas é possível contornar os obstáculos. No caso de Juliano, o caminho encontrado foi manter o diálogo aberto com a equipe. 'Quero que eles me falem se eu estiver errando a mão', diz. A seguir, algumas ações para lidar com seus amigos subordinados.
Comunicação
Manter um diálogo aberto a críticas e sugestões da equipe é uma das principais orientações dos especialistas. 'A pessoa tem de mostrar que está mudando de cargo, e não de lado', afirma o consultor de gestão Ênio Klein, de São Paulo.
Uma comunicação eficiente ajuda o time a conhecer as regras e diminui os melindres na hora das cobranças. O ideal é que haja uma conversa logo de cara, em que fique decidido como as coisas vão funcionar. 'Sem critérios claros, ou a pessoa se torna muito frouxa, ou vira um carrasco', diz Ênio.
Estilo
Ao assumir um cargo de liderança, muita gente acha que deve agir de outra forma. isso é desnecessário. 'em vários casos, o executivo é promovido justamente por causa do perfil de liderança que já exercia sobre a equipe', diz Felipe Maluf, sócio da consultoria YCoach, de São Paulo.
Mantenha nos relacionamentos a mesma conduta que garantiu seu progresso. 'a única mudança deve ser o acréscimo de funções', diz Anderson Sant’Anna, do núcleo de desenvolvimento de liderança e pessoas da Fundação Dom Cabral, de Minas Gerais.
Respeito
Muitos se sentem desconfortáveis em manter relações mais próximas com a chefia. Respeite isso. esse estranhamento dura apenas um tempo. não tente obrigar ninguém a manter a mesma postura de antes. 'Alguns colegas se distanciaram no início', diz Erlon Lisboa, de 35 anos, que assumiu o cargo de gerente de auditoria e gestão de riscos da rede de lojas Marisa há dois anos.
Hoje, Erlon recuperou aos poucos a relação com seus antigos colegas. 'mostrei que as conversas do passado não seriam usadas contra ninguém', diz Erlon.
Vantagens
Liderar uma equipe composta de gente conhecida tem seus pontos positivos. um deles é que um gestor oriundo do time conhece bem as características de cada um e sabe o que esperar em várias situações.
A proximidade também faz com que o profissional entenda as aspirações de seus antigos colegas — fundamental para manter a equipe satisfeita. 'O executivo deve conectar os objetivos futuros dos profissionais às metas do departamento que gerenciará', diz Marcia Vespa, da Leme Consultoria, de São Paulo.
Igualdade
É natural que se tenha relacionamento mais próximo com algumas pessoas. Quando a relação é entre o gestor e um subordinado, porém, a amizade pode criar desconfortos.
Para evitar isso, Estabeleça critérios sobre assuntos polêmicos, como concessão de prêmios e folgas, e faça com que eles valham para todos. Se o falatório continuar, chame a equipe para uma conversa e encontre os pontos que podem estar desagradando.
Em último caso, adote uma saída drástica, como buscar a transferência do amigo para outro setor.
Expansão
Preservar as relações construídas é importante, mas a promoção também permite ampliar o relacionamento com outras pessoas, porque, depois disso, algumas confidências não podem ser feitas aos antigos colegas, como questões mais estratégicas. mas não há mal em debater com alguns de seus novos pares ou superiores.
Será natural que a relação com essas pessoas se torne mais estreita. Mas aqui também vale o conselho de não forçar a amizade. deixe que esses laços se estabeleçam naturalmente.
Exemplos
'Os líderes mais velhos já passaram por esse tipo de dilema', afirma Felipe, da YCoach. A observação pode mostrar que posturas seguir e quais evitar. o exemplo também pode vir de alguma experiência pessoal.
A supervisora de logística de uma empresa de serviços de saúde Samantha Troiano, de 32 anos, passou por isso. Antes de assumir seu cargo atual, ela já havia feito parte de uma equipe comandada por um colega. 'No caso dele, o cargo subiu à cabeça e a experiência foi ruim”, diz. “mas Foi bom ter vivido isso para não fazer igual'.”
O importante mesmo é desenvolver um bom trabalho, em qualquer cargo que você estiver, pois o seu trabalho valerá muito para uma possível promoção. E, se você tiver boas relações, seus amigos irão torcer por você e ficarão felizes em trabalhar ao seu lado, como seus colaboradores.
Um abraço!
A Autora.
Fonte: Artigo publicado por Gabriel Ferreira, para o site Você S/A, ed. Abril/2015: http://exame.abril.com.br/revista-voce-sa/edicoes/201/noticias/virou-chefe-do-seu-amigo-veja-o-que-fazer. Acesso em 15/04/2015.
segunda-feira, 6 de abril de 2015
Editorial: Saindo da rotina (job crafting, ou 'artesanato de trabalho')
Sabe aquele momento que você acha que seu trabalho fica desgastante, chato e você sente que tem que fazer alguma coisa pra melhorar a situação? Pois é exatamente sobre isso que vamos falar nesse editorial.
Todos nós passamos por isso, seja com seis meses de empresa, seja com 2 ou mais anos de "casa". Chega uma hora que a rotina te pega e se você não tiver jogo de cintura pra lidar com a situação, acaba pedindo demissão. E é para ajudar você nessa hora que trago a pesquisa a seguir, publicada na revista Você S/A, Ed. Abril/2015:
"Já estamos cansados de ouvir: 2015 não será um ano muito animador. Para quem tem um trabalho do qual não gosta, essa parece ser uma notícia pior ainda. Afinal, é uma hora complicada para conseguir um novo emprego ou começar um negócio. E tudo indica que não são poucas as pessoas insatisfeitas na carreira.
Nos Estados Unidos, por exemplo, um estudo da Gallup de 2014 revelou que só 13% se consideram engajados no trabalho. Mas há quem diga que não é preciso mudar de emprego para ficar mais feliz. Na verdade, dá até para transformar o trabalho que você já tem em algo mais interessante. Isso tem até nome: job crafting, ou 'artesanato de trabalho'.
O conceito foi desenvolvido por professores da Universidade de Yale e da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, depois dos resultados surpreendentes de um estudo sobre felicidade em ocupações consideradas, tradicionalmente, insatisfatórias, como auxiliar de limpeza.
Eles descobriram que parte dos funcionários se considerava feliz e motivada para exercer até mais do que seus cargos pediam. 'Esses profissionais faziam mudanças na forma como se comunicavam e em como viam seu trabalho', diz Jane Dutton, professora na Universidade de Michigan e uma das criadoras do conceito. 'E essa descoberta dá opções para pessoas em qualquer tipo de trabalho.' Isso quer dizer que você também pode transformar seu atual emprego em algo mais interessante.
1º - atitude: Repense suas tarefas
Pense em como cada uma de suas tarefas corresponde ou não a seus pontos fortes e desejos. Com isso em mente, o desafio é mudar pequenas coisas para ter mais satisfação. Vale priorizar, quando possível, aquilo que você já faz com mais prazer.
Aceite e sugira novos projetos: pode ser uma iniciativa ligada a trabalhos sociais, por exemplo, ou uma ideia que, além de ajudar a empresa, auxilie a suprir um desejo pessoal. Muitos profissionais podem pensar que isso vai apenas aumentar a quantidade de trabalho.
Mas não é assim. Fazer algo que dá satisfação abre novos caminhos profissionais e aumenta a produtividade. 'As empresas estão esperando essas iniciativas', diz Adriana Prates, presidente da Dasein Executive Search, consultoria de recolocação de Minas Gerais.
Converse com colegas para fazer acordos e trocas entre uma tarefa e outra. Em um projeto em equipe, quem gosta de trabalhos mais analíticos pode elaborar relatórios e quem é mais sociável pode ficar responsável pela apresentação aos clientes. Olhe também para aquelas tarefas que todos evitam, mas que sempre precisam ser feitas. Por que não se aproveitar delas e criar uma forma só sua de dar conta daquilo?
Deixe claro para os outros que você não vai abandonar suas obrigações, mesmo que assuma novas tarefas. Mostre que seus esforços estão de acordo com os resultados que precisa entregar, assim os outros terão segurança sobre seu comprometimento.
2º - atitude: Transforme seus relacionamentos
Um dos segredos para ter mais satisfação é mudar o modo de se relacionar com as pessoas com quem convive no trabalho — sejam colegas, chefes, sejam clientes. Na pesquisa feita pelos acadêmicos de Yale e Michigan, os funcionários de hospital identificados como os mais felizes eram os que criavam as relações mais significativas com os pacientes que atendiam.
Perguntar como está o dia de seu colega, se oferecer para ajudá-lo ou sugerir uma pausa para um café pode mudar o modo como você e os outros se veem. 'Crie oportunidades para que as pessoas busquem mais por você. É assim que se formam grandes alianças', diz Adriana.
'Algumas pessoas nos desgastam e outras nos dão energia', afirma Jane. Por isso é importante analisar cada relacionamento individualmente para notar com quais colegas (e chefes) é mais fácil conversar, quais são mais fechados, quais funcionam melhor por e-mail. Essa análise ajuda a entender o perfil das pessoas que o cercam e a ajustar suas atitudes.
Criar novas conexões deixa seu trabalho mais estimulante. Você pode se voluntariar para ser o mentor de novos contratados, ou então pedir para participar mais de reuniões com pessoas de outras áreas para conhecê-las melhor.
3º - atitude: Redefina seu trabalho
As pessoas mais satisfeitas criam uma definição própria do que é o trabalho — e não ficam presas às tarefas e às habilidades definidas originalmente pela empresa para aquela função.
Ou seja, é mais feliz quem se transforma. Um dos entrevistados pelos pesquisadores americanos, ao ser questionado por que fazia diferente, disse que aquilo não era parte de seu emprego, mas parte de quem ele era.
O modo como você pensa molda seu dia e sua definição de propósito. 'A satisfação está em sua relação com o trabalho, e não no trabalho em si', diz Renato Guimarães, da Fundação Getulio Vargas de São Paulo.
Pense em qual é o sentido real de seu trabalho. Pode ser a satisfação ao perceber que resolveu o problema de um cliente, a percepção de que seu esforço ajuda no crescimento da empresa ou a alegria por ter sido importante no desenvolvimento da carreira de um colega.
Encontrar significado ajuda a ter ânimo nas horas difíceis. Lembre-se das tarefas que mais lhe dão prazer e são relevantes para você no dia a dia. Tente se concentrar nelas e gastar menos energia pensando em como algumas atividades são chatas.
4º - atitude: Faça mudanças pontuais
Não dá para mudar todo o seu trabalho ou tentar fazer isso o tempo todo. 'Nunca a vida vai ser um mar de rosas, é preciso aceitar isso', diz Nélio Bilate, consultor de São Paulo. Mas é importante pensar nas pequenas vitórias para se motivar.
Separe 15 minutos de seu dia para fazer algo que desenvolva sua habilidade favorita — se é bom com palavras, escreva um e-mail longo; se gosta de conversar com pessoas, dê um telefonema para retomar um contato. Faça disso um hábito.
Fique atento às chances que podem surgir para fazer algo de forma diferente — como repensar a estrutura de uma reunião. 'O melhor conselho para encontrar satisfação é experimentar sempre', diz Jane.
Quando pensar sobre uma mudança complexa, concentre-se em conversar com as pessoas mais propensas a aceitar transformações. Busque aliados cujos objetivos e interesses tenham a ver com sua ideia e crie um time que vá lutar pela inovação."
Seguindo essas dicas, você pode mudar sua visão do seu trabalho e torná-lo menos rotineiro e mais agradável.
Até mais!
A Autora
Fonte: Texto de Barbara Nor, para Revista Você S/A, ed. Abril/2015, publicado em http://exame.abril.com.br/revista-voce-sa/edicoes/200/noticias/saiba-como-mudar-o-trabalho-chato-sem-precisar-sair-dele. Acesso em 06/04/2015.
Todos nós passamos por isso, seja com seis meses de empresa, seja com 2 ou mais anos de "casa". Chega uma hora que a rotina te pega e se você não tiver jogo de cintura pra lidar com a situação, acaba pedindo demissão. E é para ajudar você nessa hora que trago a pesquisa a seguir, publicada na revista Você S/A, Ed. Abril/2015:
"Já estamos cansados de ouvir: 2015 não será um ano muito animador. Para quem tem um trabalho do qual não gosta, essa parece ser uma notícia pior ainda. Afinal, é uma hora complicada para conseguir um novo emprego ou começar um negócio. E tudo indica que não são poucas as pessoas insatisfeitas na carreira.
Nos Estados Unidos, por exemplo, um estudo da Gallup de 2014 revelou que só 13% se consideram engajados no trabalho. Mas há quem diga que não é preciso mudar de emprego para ficar mais feliz. Na verdade, dá até para transformar o trabalho que você já tem em algo mais interessante. Isso tem até nome: job crafting, ou 'artesanato de trabalho'.
O conceito foi desenvolvido por professores da Universidade de Yale e da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, depois dos resultados surpreendentes de um estudo sobre felicidade em ocupações consideradas, tradicionalmente, insatisfatórias, como auxiliar de limpeza.
Eles descobriram que parte dos funcionários se considerava feliz e motivada para exercer até mais do que seus cargos pediam. 'Esses profissionais faziam mudanças na forma como se comunicavam e em como viam seu trabalho', diz Jane Dutton, professora na Universidade de Michigan e uma das criadoras do conceito. 'E essa descoberta dá opções para pessoas em qualquer tipo de trabalho.' Isso quer dizer que você também pode transformar seu atual emprego em algo mais interessante.
1º - atitude: Repense suas tarefas
Pense em como cada uma de suas tarefas corresponde ou não a seus pontos fortes e desejos. Com isso em mente, o desafio é mudar pequenas coisas para ter mais satisfação. Vale priorizar, quando possível, aquilo que você já faz com mais prazer.
Aceite e sugira novos projetos: pode ser uma iniciativa ligada a trabalhos sociais, por exemplo, ou uma ideia que, além de ajudar a empresa, auxilie a suprir um desejo pessoal. Muitos profissionais podem pensar que isso vai apenas aumentar a quantidade de trabalho.
Mas não é assim. Fazer algo que dá satisfação abre novos caminhos profissionais e aumenta a produtividade. 'As empresas estão esperando essas iniciativas', diz Adriana Prates, presidente da Dasein Executive Search, consultoria de recolocação de Minas Gerais.
Converse com colegas para fazer acordos e trocas entre uma tarefa e outra. Em um projeto em equipe, quem gosta de trabalhos mais analíticos pode elaborar relatórios e quem é mais sociável pode ficar responsável pela apresentação aos clientes. Olhe também para aquelas tarefas que todos evitam, mas que sempre precisam ser feitas. Por que não se aproveitar delas e criar uma forma só sua de dar conta daquilo?
Deixe claro para os outros que você não vai abandonar suas obrigações, mesmo que assuma novas tarefas. Mostre que seus esforços estão de acordo com os resultados que precisa entregar, assim os outros terão segurança sobre seu comprometimento.
2º - atitude: Transforme seus relacionamentos
Um dos segredos para ter mais satisfação é mudar o modo de se relacionar com as pessoas com quem convive no trabalho — sejam colegas, chefes, sejam clientes. Na pesquisa feita pelos acadêmicos de Yale e Michigan, os funcionários de hospital identificados como os mais felizes eram os que criavam as relações mais significativas com os pacientes que atendiam.
Perguntar como está o dia de seu colega, se oferecer para ajudá-lo ou sugerir uma pausa para um café pode mudar o modo como você e os outros se veem. 'Crie oportunidades para que as pessoas busquem mais por você. É assim que se formam grandes alianças', diz Adriana.
'Algumas pessoas nos desgastam e outras nos dão energia', afirma Jane. Por isso é importante analisar cada relacionamento individualmente para notar com quais colegas (e chefes) é mais fácil conversar, quais são mais fechados, quais funcionam melhor por e-mail. Essa análise ajuda a entender o perfil das pessoas que o cercam e a ajustar suas atitudes.
Criar novas conexões deixa seu trabalho mais estimulante. Você pode se voluntariar para ser o mentor de novos contratados, ou então pedir para participar mais de reuniões com pessoas de outras áreas para conhecê-las melhor.
3º - atitude: Redefina seu trabalho
As pessoas mais satisfeitas criam uma definição própria do que é o trabalho — e não ficam presas às tarefas e às habilidades definidas originalmente pela empresa para aquela função.
Ou seja, é mais feliz quem se transforma. Um dos entrevistados pelos pesquisadores americanos, ao ser questionado por que fazia diferente, disse que aquilo não era parte de seu emprego, mas parte de quem ele era.
O modo como você pensa molda seu dia e sua definição de propósito. 'A satisfação está em sua relação com o trabalho, e não no trabalho em si', diz Renato Guimarães, da Fundação Getulio Vargas de São Paulo.
Pense em qual é o sentido real de seu trabalho. Pode ser a satisfação ao perceber que resolveu o problema de um cliente, a percepção de que seu esforço ajuda no crescimento da empresa ou a alegria por ter sido importante no desenvolvimento da carreira de um colega.
Encontrar significado ajuda a ter ânimo nas horas difíceis. Lembre-se das tarefas que mais lhe dão prazer e são relevantes para você no dia a dia. Tente se concentrar nelas e gastar menos energia pensando em como algumas atividades são chatas.
4º - atitude: Faça mudanças pontuais
Não dá para mudar todo o seu trabalho ou tentar fazer isso o tempo todo. 'Nunca a vida vai ser um mar de rosas, é preciso aceitar isso', diz Nélio Bilate, consultor de São Paulo. Mas é importante pensar nas pequenas vitórias para se motivar.
Separe 15 minutos de seu dia para fazer algo que desenvolva sua habilidade favorita — se é bom com palavras, escreva um e-mail longo; se gosta de conversar com pessoas, dê um telefonema para retomar um contato. Faça disso um hábito.
Fique atento às chances que podem surgir para fazer algo de forma diferente — como repensar a estrutura de uma reunião. 'O melhor conselho para encontrar satisfação é experimentar sempre', diz Jane.
Quando pensar sobre uma mudança complexa, concentre-se em conversar com as pessoas mais propensas a aceitar transformações. Busque aliados cujos objetivos e interesses tenham a ver com sua ideia e crie um time que vá lutar pela inovação."
Seguindo essas dicas, você pode mudar sua visão do seu trabalho e torná-lo menos rotineiro e mais agradável.
Até mais!
A Autora
Fonte: Texto de Barbara Nor, para Revista Você S/A, ed. Abril/2015, publicado em http://exame.abril.com.br/revista-voce-sa/edicoes/200/noticias/saiba-como-mudar-o-trabalho-chato-sem-precisar-sair-dele. Acesso em 06/04/2015.
segunda-feira, 23 de março de 2015
Editorial: O "Urgente" e o "Prioritário"
Um dos grandes dilemas da nossa vida de Profissional de Secretariado é definir o "prioritário" e o "urgente", em determinadas situações do cotidiano.
O editorial dessa semana traz uma pesquisa sobre esse importantíssimo assunto:
"Com estruturas mais enxutas nas empresas, decisões que precisam ser tomadas assim que o novo ano começa e pendências do ano anterior, os profissionais se perdem em um mar de tarefas em que tudo parece urgente. Aí surge a dúvida (e o desespero): como priorizar quando tudo parece prioridade?
Por receber demandas e pressão de todos os lados, as pessoas não conseguem entender o que é importante de fato. “Muita gente aceita as prioridades alheias, achando que vai dar conta de tudo”, diz Andrea Piscitelli, professora da Fundação Instituto de Administração (FIA), de São Paulo, e consultora de gestão de pessoas.
O resultado é que, muitas vezes, as demandas que teriam maior importância na rotina do executivo ou da empresa são deixadas de lado. “Com as tarefas também se aplica o Princípio de Pareto, em que 20% das atividades são responsáveis por 80% dos resultados”, afirma o professor Paulo Campos, do Insper. “Saber encontrar esses 20% é fundamental.” Aprenda, a seguir, o que você precisa fazer para estabelecer prioridades e conseguir entregar suas metas.
Escolha um método

O primeiro passo para lidar com prioridades é organizá-las. Shane O’Grady, de 33 anos, diretor de tecnologia da Love Mondays, empresa que reúne avaliações de empresas feitas por funcionários, de São Paulo, criou uma metodologia para gerenciar os projetos que ele e sua equipe desenvolvem. “
Fizemos um misto de dois modelos”, afirma Shane. Um deles é o Scrum, que envolve a realização contínua de feedbacks, e o Kanban, usado em fábricas para sinalizar as etapas do fluxo de produção.
Compartilhe a agenda
Sempre que alguém da equipe de Sebastian Guzman, de 36 anos, consultor de programas de melhorias na Bosch, fabricante de peças automotivas, de São Paulo, quer marcar uma reunião, não precisa interrompê-lo para descobrir quando estará disponível. “Deixo minha agenda aberta para que saibam quando estou sobrecarregado”, afirma Sebastian.
O ideal é que toda a equipe compartilhe seus compromissos. Assim, os chefes veem quem tem mais ou menos disponibilidade para lidar com eles.
Invente uma urgência
Prazos confortáveis atrapalham a conclusão de tarefas. Isso ocorre porque o ser humano calcula mal o tempo que perde numa atividade e acha que precisará de menos tempo do que o necessário.
O truque é eliminar a ilusão de agenda tranquila. Antes de decidir o que fazer primeiro, pense quais tarefas escolheria se tivesse metade do tempo disponível. Ou, se tivesse de trabalhar só 2 horas por dia. Os selecionados serão os compromissos mais importantes.
Peça ajuda
A mente humana nem sempre é confiável quando o assunto é definir prioridades. “Damos um peso maior às atividades em que nos sentimos confortáveis”, diz Andrea, da FIA.
Outras tarefas que também precisariam receber atenção são deixadas de lado. Essa situação ocorre frequentemente quando a pessoa está muito envolvida em algum projeto.
O melhor é pedir ajuda a alguém que não tenha a mesma rotina, mas que entenda bem sua função. Essa pessoa terá um olhar imparcial sobre o que é importante.
Enxergue com clareza
Diante de um emaranhado de tarefas, muitas vezes fica difícil hierarquizar prioridades. Por isso, conseguir ter uma visão do todo é um dos passos mais importantes.
A agenda não deve ser encarada como uma simples lista de compromissos, mas como uma ferramenta que permita visualizar o conjunto de atividades.
Para lidar com esse desafio de ter uma visão melhor das pendências, Shane, da Love Mondays, colocou em seu escritório um quadro com post-its coloridos, em que consegue ver com precisão o status das tarefas que ele e sua equipe têm pela frente. “Conforme cada etapa do projeto evolui, mudamos o post-it de posição nesse quadro”, diz Shane.
Uma rápida olhada ajuda a descobrir quais tarefas estão mais adiantadas e quais precisam de atenção extra.
Entenda a empresa
Para estabelecer prioridades, é necessário ter clareza sobre as metas da empresa ou da área. “Especialmente em ambientes mais dinâmicos, em que novas demandas surgem, o profissional tem de trabalhar olhando para a estratégia”, diz Paulo, do Insper.
É o que faz Sebastian, da Bosch. “Saber o que a empresa quer e precisa naquele momento é um dos aspectos que mais levo em conta”, diz ele.
A principal maneira de conseguir ter essa noção clara é perguntar ao chefe. Confira com ele se as prioridades que vêm sendo adotadas realmente são as tarefas mais importantes para o negócio.
Aprenda a recusar
Quando a vontade de agradar chefes e colegas fala mais alto do que a preocupação com a agenda, o resultado são tarefas em excesso. “O que é importante para os outros nem sempre é para nós”, diz Andrea, da FIA.
Antes de aceitar uma nova tarefa, analise sua agenda. Se achar que o pedido vai atravancar outros projetos mais importantes sem trazer um resultado compensatório, a melhor saída é negociar um prazo diferente ou, em último caso, encontrar uma forma de recusar a missão."
Manter a agenda de compromissos atualizada é o nosso desafio de sempre. Mas, com organização e disciplina, tudo se resolve.
Até Mais!
A Autora
Fonte: Pesquisa publicada por Gabriel Ferreira, para revista Você S/A, Ed. Março/2015: http://exame.abril.com.br/revista-voce-sa/edicoes/199/noticias/como-definir-prioridades-quando-tudo-e-urgente. Acesso em 23/03/2015.
O editorial dessa semana traz uma pesquisa sobre esse importantíssimo assunto:
"Com estruturas mais enxutas nas empresas, decisões que precisam ser tomadas assim que o novo ano começa e pendências do ano anterior, os profissionais se perdem em um mar de tarefas em que tudo parece urgente. Aí surge a dúvida (e o desespero): como priorizar quando tudo parece prioridade?
Por receber demandas e pressão de todos os lados, as pessoas não conseguem entender o que é importante de fato. “Muita gente aceita as prioridades alheias, achando que vai dar conta de tudo”, diz Andrea Piscitelli, professora da Fundação Instituto de Administração (FIA), de São Paulo, e consultora de gestão de pessoas.
O resultado é que, muitas vezes, as demandas que teriam maior importância na rotina do executivo ou da empresa são deixadas de lado. “Com as tarefas também se aplica o Princípio de Pareto, em que 20% das atividades são responsáveis por 80% dos resultados”, afirma o professor Paulo Campos, do Insper. “Saber encontrar esses 20% é fundamental.” Aprenda, a seguir, o que você precisa fazer para estabelecer prioridades e conseguir entregar suas metas.
Escolha um método

O primeiro passo para lidar com prioridades é organizá-las. Shane O’Grady, de 33 anos, diretor de tecnologia da Love Mondays, empresa que reúne avaliações de empresas feitas por funcionários, de São Paulo, criou uma metodologia para gerenciar os projetos que ele e sua equipe desenvolvem. “
Fizemos um misto de dois modelos”, afirma Shane. Um deles é o Scrum, que envolve a realização contínua de feedbacks, e o Kanban, usado em fábricas para sinalizar as etapas do fluxo de produção.
Compartilhe a agenda
Sempre que alguém da equipe de Sebastian Guzman, de 36 anos, consultor de programas de melhorias na Bosch, fabricante de peças automotivas, de São Paulo, quer marcar uma reunião, não precisa interrompê-lo para descobrir quando estará disponível. “Deixo minha agenda aberta para que saibam quando estou sobrecarregado”, afirma Sebastian.
O ideal é que toda a equipe compartilhe seus compromissos. Assim, os chefes veem quem tem mais ou menos disponibilidade para lidar com eles.
Invente uma urgência
Prazos confortáveis atrapalham a conclusão de tarefas. Isso ocorre porque o ser humano calcula mal o tempo que perde numa atividade e acha que precisará de menos tempo do que o necessário.
O truque é eliminar a ilusão de agenda tranquila. Antes de decidir o que fazer primeiro, pense quais tarefas escolheria se tivesse metade do tempo disponível. Ou, se tivesse de trabalhar só 2 horas por dia. Os selecionados serão os compromissos mais importantes.
Peça ajuda
A mente humana nem sempre é confiável quando o assunto é definir prioridades. “Damos um peso maior às atividades em que nos sentimos confortáveis”, diz Andrea, da FIA.
Outras tarefas que também precisariam receber atenção são deixadas de lado. Essa situação ocorre frequentemente quando a pessoa está muito envolvida em algum projeto.
O melhor é pedir ajuda a alguém que não tenha a mesma rotina, mas que entenda bem sua função. Essa pessoa terá um olhar imparcial sobre o que é importante.
Enxergue com clareza
Diante de um emaranhado de tarefas, muitas vezes fica difícil hierarquizar prioridades. Por isso, conseguir ter uma visão do todo é um dos passos mais importantes.
A agenda não deve ser encarada como uma simples lista de compromissos, mas como uma ferramenta que permita visualizar o conjunto de atividades.
Para lidar com esse desafio de ter uma visão melhor das pendências, Shane, da Love Mondays, colocou em seu escritório um quadro com post-its coloridos, em que consegue ver com precisão o status das tarefas que ele e sua equipe têm pela frente. “Conforme cada etapa do projeto evolui, mudamos o post-it de posição nesse quadro”, diz Shane.
Uma rápida olhada ajuda a descobrir quais tarefas estão mais adiantadas e quais precisam de atenção extra.
Entenda a empresa
Para estabelecer prioridades, é necessário ter clareza sobre as metas da empresa ou da área. “Especialmente em ambientes mais dinâmicos, em que novas demandas surgem, o profissional tem de trabalhar olhando para a estratégia”, diz Paulo, do Insper.
É o que faz Sebastian, da Bosch. “Saber o que a empresa quer e precisa naquele momento é um dos aspectos que mais levo em conta”, diz ele.
A principal maneira de conseguir ter essa noção clara é perguntar ao chefe. Confira com ele se as prioridades que vêm sendo adotadas realmente são as tarefas mais importantes para o negócio.
Aprenda a recusar
Quando a vontade de agradar chefes e colegas fala mais alto do que a preocupação com a agenda, o resultado são tarefas em excesso. “O que é importante para os outros nem sempre é para nós”, diz Andrea, da FIA.
Antes de aceitar uma nova tarefa, analise sua agenda. Se achar que o pedido vai atravancar outros projetos mais importantes sem trazer um resultado compensatório, a melhor saída é negociar um prazo diferente ou, em último caso, encontrar uma forma de recusar a missão."
Manter a agenda de compromissos atualizada é o nosso desafio de sempre. Mas, com organização e disciplina, tudo se resolve.
Até Mais!
A Autora
Fonte: Pesquisa publicada por Gabriel Ferreira, para revista Você S/A, Ed. Março/2015: http://exame.abril.com.br/revista-voce-sa/edicoes/199/noticias/como-definir-prioridades-quando-tudo-e-urgente. Acesso em 23/03/2015.
segunda-feira, 9 de março de 2015
Editorial: As redes sociais na sua vida profissional
As redes sociais cresceram muito nos últimos 5 anos, tanto em quantidade de sites de relacionamento como em número de usuários. Mas é importante tomar cuidado com o que é postado nas redes sociais, pois toda essa facilidade em expor suas opiniões e pensamentos na internet também contribui para que sua vida pessoal e profissional seja divulgada em excesso e isso possa prejudicá-lo de alguma forma. Pensando nisso, trouxe uma pesquisa publicada na edição de Fevereiro/2015, na Revista Você S/A, com dicas de como se preservar ao usar as redes sociais:
"Muita gente perde o controle porque embarca no que John Suler, professor da Universidade de Rider, em Nova Jersey, apelidou de “efeito da desinibição online”, que consiste na impressão de que estar atrás de uma tela significa o anonimato. A falsa proteção aumenta a vontade de se expressar e instiga a agressividade.
Como as redes funcionam como uma vitrine, esse impulso comunicativo pode manchar a reputação na vida profissional. Engana-se quem pensa que os recrutadores ignoram os perfis sociais, como Facebook, Instagram e Twitter. Segundo um estudo do CareerBuilder, site americano de recrutamento, 51% dos 2.138 empregadores entrevistados desistem de contratar um candidato após verificar suas postagens.
Mesmo quem não está atrás de emprego deve tomar cuidado: chefes e colegas observam como andam as publicações alheias. 'Uma atitude inflexível em uma discussão online passa a imagem de um profissional que não sabe trabalhar em equipe', diz Luís Testa, da Catho, site de recrutamento, de São Paulo.
Para não cair em armadilhas e correr o risco de virar meme, siga as regras para preservar (e melhorar) sua imagem virtual.
1- Use ferramentas de privacidade
A lista de amigos não é homogênea: tem chefes, ex-chefes, colegas e pessoas mais íntimas. Cada grupo pede um tipo diferente de mensagem. O Facebook cria filtros e listas que podem ser aplicados nos posts. Isso permite que alguém selecione só os amigos para compartilhar a foto do Réveillon, e só os colegas quando quiser postar um texto corporativo.
2 - Pense antes de publicar
As linhas do tempo são lotadas de informações. Mas nem todas foram revisadas antes de ser publicadas. A consequência? Posts com informações falsas e erros de português. 'Não é porque a internet é veloz que temos de nos posicionar com a mesma rapidez', diz Bia Granja, do site Youpix, especializado em internet.
3- Reclame na medida
As redes sociais viraram um grande SAC da vida, com gente que usa os perfis só para desabafar. Reclamar de vez em quando é normal, mas ser resmungão transmite uma imagem ruim. 'Nenhum recrutador verá com bons olhos uma pessoa que está o tempo todo insatisfeita com tudo', diz Ana Luiza Mano, fundadora do grupo Psicólogos da Internet, de São Paulo.
4- Diminua a ostentação
Há a impressão de que, na internet, todo mundo é feliz e só faz coisas incríveis. Postar imagens de viagens, restaurantes, sapatos novos e festas em excesso passa a impressão de ostentação.
O marketing pessoal exagerado não cola. Profissionais que se autopromovem assim dão a entender que não assumem falhas.
5 - Pegue leve nas críticas às empresas
Todo cliente lesado por algum serviço ou produto tem o direito de ficar bravo e reclamar. Desde que seja no lugar certo. Melhor falar sobre o problema com a empresa ou em sites voltados para reclamações.
Por mais que esteja irritado, mantenha a cordialidade: pode ser que, daqui a um tempo, você pleiteie uma vaga na empresa com a qual brigou.
6- Lembre-se que a zoeira tem limites
Até os mais bem-humorados precisam ter noção. Às vezes, uma piada pode ofender, mesmo que essa não tenha sido a intenção. Avalie o tom do post e nunca faça comentários ofensivos disfarçados de piadas.
Brincar com as minorias está fora de cogitação: as empresas valorizam quem sabe lidar com a diversidade.
7 - Analise as redes
Cada rede tem um perfil específico que deve ser levado em conta. Não pega bem postar convite para seu aniversário no LinkedIn ou compartilhar seu currículo no Facebook.
8 - Publique com moderação
Crie uma rotina para seus posts e uma frequência tolerável para se expor online. Quem escreve demais parece que está viciado, comportamento que pode prejudicar a produtividade e ser malvisto pelos chefes.
9 -Seja coerente
As redes sociais devem refletir quem você é na vida real. Não adianta se esconder atrás da tela e criar uma imagem diferente da mostrada no trabalho.
As pessoas percebem a incoerência e ficam em dúvida sobre a personalidade. Preste atenção também nos seus contatos: não adianta tomar cuidado com o perfil se todos os seus amigos parecem ser exatamente o contrário de quem você é.
10 - Saiba que o anonimato é lenda
Antes de publicar qualquer coisa, imagine se teria coragem de dizer aquilo pessoalmente, sem se envergonhar ou se arrepender no futuro. Na dúvida, apague o que escreveu. Essa atitude demonstra maturidade e o entendimento de que nem tudo precisa ser compartilhado.
11 - Controle as emoções
Todo mundo perde a cabeça e fala bobagem. Só que na internet o escorregão, às vezes, fica imortalizado. Respire fundo antes de se manifestar. Responder com classe a uma provocação impressiona os chefes, pois significa inteligência emocional.
12 - Evite falar sobre sua empresa
Se estiver com um problema no seu trabalho, não espalhe nas redes. Fazer isso não soluciona nada e só gera mal-estar, além de mostrar que o profissional não tem maturidade para chamar o chefe para conversar e tentar resolver a questão.
13- Cuidado com a linguagem
Vários mal-entendidos ocorrem porque as palavras para certos posts não foram bem escolhidas e possuem um tom indelicado ou irritado. Evite caixas altas, por exemplo, que são consideradas gritos na internet.
14 - Mantenha a discrição
Se a discussão com um de seus contatos ficar mais séria, opte por uma conversa particular para evitar a exposição de seus problemas ou pontos de vista polêmicos. Discrição na hora de resolver pendências é uma competência essencial em momentos de crise.
15- Leia a política de privacidade
As empresas têm regras claras para o uso das redes sociais no ambiente corporativo. Descobrir qual é o código de conduta adotado pelo local onde trabalha minimiza erros, como compartilhamento de informações sigilosas.
16 - Saia da bolha
A dinâmica das redes contribui para que apenas conteúdo parecido com o que você posta apareça na linha do tempo. Isso colabora para que as pessoas ignorem que existem opiniões e assuntos diferentes.
É importante dar valor a informações que não fazem parte do dia a dia."
Claro que todas essas dicas são sugestões para que seu networking seja diversificado, sem prejudicá-lo de alguma forma.
Até mais!
A Autora
Fonte: Pesquisa publicada por Luciana Lima, para Você S/A, Ed. Fev/2015: http://exame.abril.com.br/revista-voce-sa/edicoes/199/noticias/16-dicas-para-nao-queimar-sua-imagem-na-internet. Acesso em 09/03/2015.
"Muita gente perde o controle porque embarca no que John Suler, professor da Universidade de Rider, em Nova Jersey, apelidou de “efeito da desinibição online”, que consiste na impressão de que estar atrás de uma tela significa o anonimato. A falsa proteção aumenta a vontade de se expressar e instiga a agressividade.Como as redes funcionam como uma vitrine, esse impulso comunicativo pode manchar a reputação na vida profissional. Engana-se quem pensa que os recrutadores ignoram os perfis sociais, como Facebook, Instagram e Twitter. Segundo um estudo do CareerBuilder, site americano de recrutamento, 51% dos 2.138 empregadores entrevistados desistem de contratar um candidato após verificar suas postagens.
Mesmo quem não está atrás de emprego deve tomar cuidado: chefes e colegas observam como andam as publicações alheias. 'Uma atitude inflexível em uma discussão online passa a imagem de um profissional que não sabe trabalhar em equipe', diz Luís Testa, da Catho, site de recrutamento, de São Paulo.
Para não cair em armadilhas e correr o risco de virar meme, siga as regras para preservar (e melhorar) sua imagem virtual.
1- Use ferramentas de privacidade
A lista de amigos não é homogênea: tem chefes, ex-chefes, colegas e pessoas mais íntimas. Cada grupo pede um tipo diferente de mensagem. O Facebook cria filtros e listas que podem ser aplicados nos posts. Isso permite que alguém selecione só os amigos para compartilhar a foto do Réveillon, e só os colegas quando quiser postar um texto corporativo.
2 - Pense antes de publicar
As linhas do tempo são lotadas de informações. Mas nem todas foram revisadas antes de ser publicadas. A consequência? Posts com informações falsas e erros de português. 'Não é porque a internet é veloz que temos de nos posicionar com a mesma rapidez', diz Bia Granja, do site Youpix, especializado em internet.
3- Reclame na medida
As redes sociais viraram um grande SAC da vida, com gente que usa os perfis só para desabafar. Reclamar de vez em quando é normal, mas ser resmungão transmite uma imagem ruim. 'Nenhum recrutador verá com bons olhos uma pessoa que está o tempo todo insatisfeita com tudo', diz Ana Luiza Mano, fundadora do grupo Psicólogos da Internet, de São Paulo.
4- Diminua a ostentação
Há a impressão de que, na internet, todo mundo é feliz e só faz coisas incríveis. Postar imagens de viagens, restaurantes, sapatos novos e festas em excesso passa a impressão de ostentação.
O marketing pessoal exagerado não cola. Profissionais que se autopromovem assim dão a entender que não assumem falhas.
5 - Pegue leve nas críticas às empresas
Todo cliente lesado por algum serviço ou produto tem o direito de ficar bravo e reclamar. Desde que seja no lugar certo. Melhor falar sobre o problema com a empresa ou em sites voltados para reclamações.
Por mais que esteja irritado, mantenha a cordialidade: pode ser que, daqui a um tempo, você pleiteie uma vaga na empresa com a qual brigou.
6- Lembre-se que a zoeira tem limites
Até os mais bem-humorados precisam ter noção. Às vezes, uma piada pode ofender, mesmo que essa não tenha sido a intenção. Avalie o tom do post e nunca faça comentários ofensivos disfarçados de piadas.
Brincar com as minorias está fora de cogitação: as empresas valorizam quem sabe lidar com a diversidade.
7 - Analise as redes
Cada rede tem um perfil específico que deve ser levado em conta. Não pega bem postar convite para seu aniversário no LinkedIn ou compartilhar seu currículo no Facebook.
8 - Publique com moderação
Crie uma rotina para seus posts e uma frequência tolerável para se expor online. Quem escreve demais parece que está viciado, comportamento que pode prejudicar a produtividade e ser malvisto pelos chefes.
9 -Seja coerente
As redes sociais devem refletir quem você é na vida real. Não adianta se esconder atrás da tela e criar uma imagem diferente da mostrada no trabalho.
As pessoas percebem a incoerência e ficam em dúvida sobre a personalidade. Preste atenção também nos seus contatos: não adianta tomar cuidado com o perfil se todos os seus amigos parecem ser exatamente o contrário de quem você é.
10 - Saiba que o anonimato é lenda
Antes de publicar qualquer coisa, imagine se teria coragem de dizer aquilo pessoalmente, sem se envergonhar ou se arrepender no futuro. Na dúvida, apague o que escreveu. Essa atitude demonstra maturidade e o entendimento de que nem tudo precisa ser compartilhado.
11 - Controle as emoções
Todo mundo perde a cabeça e fala bobagem. Só que na internet o escorregão, às vezes, fica imortalizado. Respire fundo antes de se manifestar. Responder com classe a uma provocação impressiona os chefes, pois significa inteligência emocional.
12 - Evite falar sobre sua empresa
Se estiver com um problema no seu trabalho, não espalhe nas redes. Fazer isso não soluciona nada e só gera mal-estar, além de mostrar que o profissional não tem maturidade para chamar o chefe para conversar e tentar resolver a questão.
13- Cuidado com a linguagem
Vários mal-entendidos ocorrem porque as palavras para certos posts não foram bem escolhidas e possuem um tom indelicado ou irritado. Evite caixas altas, por exemplo, que são consideradas gritos na internet.
14 - Mantenha a discrição
Se a discussão com um de seus contatos ficar mais séria, opte por uma conversa particular para evitar a exposição de seus problemas ou pontos de vista polêmicos. Discrição na hora de resolver pendências é uma competência essencial em momentos de crise.
15- Leia a política de privacidade
As empresas têm regras claras para o uso das redes sociais no ambiente corporativo. Descobrir qual é o código de conduta adotado pelo local onde trabalha minimiza erros, como compartilhamento de informações sigilosas.
16 - Saia da bolha
A dinâmica das redes contribui para que apenas conteúdo parecido com o que você posta apareça na linha do tempo. Isso colabora para que as pessoas ignorem que existem opiniões e assuntos diferentes.
É importante dar valor a informações que não fazem parte do dia a dia."
Claro que todas essas dicas são sugestões para que seu networking seja diversificado, sem prejudicá-lo de alguma forma.
Até mais!
A Autora
Fonte: Pesquisa publicada por Luciana Lima, para Você S/A, Ed. Fev/2015: http://exame.abril.com.br/revista-voce-sa/edicoes/199/noticias/16-dicas-para-nao-queimar-sua-imagem-na-internet. Acesso em 09/03/2015.
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015
Editorial: Dicas para ter sucesso no Mercado de trabalho internacional
Tenho visto alguns profissionais de Secretariado Executivo tentando uma experiência profissional no exterior. Acho uma atitude muito válida e interessante, porém é necessário muita determinação e coragem para deixar o mercado local e tentar algo fora, diferente da sua cultura e de seu idioma. Mas, se você já está decidido(a) a ter essa experiência, então, no editoral a seguir recomendo quatro dicas básicas para que a experiência seja agradável e proveitosa ao máximo, segundo pesquisa publicada na revista Você S/A, edição Fevereiro/2015:
"O executivo Márcio Fernandes Antunes Rodrigues, 39 anos, não tem medo de mudanças. Chegou na Itália em fevereiro de 2011 para assumir a operação local da Galderma, uma empresa da Nestlé Skin Health.
Em janeiro deste ano, fez as malas novamente. Deixou Milão e seguiu com sua família rumo a Lausanne, na Suíça. Ali, assumiu o cargo de diretor regional para norte e sul da Europa da empresa.
A seguir, ele dá quatro dicas para quem quer conquistar o mercado de trabalho internacional, com o pé no chão e o foco nas pessoas:
1- Respeito pelos indivíduo é fundamental.
Até porque as pessoas lá fora vão te olhar com muita atenção para saber se você tem uma agenda individual ou está realmente preocupado com a saúde organizacional. O genuíno respeito pelas pessoas faz com que você possa ter um desenvolvimento profissional muito mais saudável. Bem ou mal, um dia as pessoas descobrem quem você é.
2- Resiliência cultural.
Neste caso, não basta ter capacidade para resistir aos altos e baixos do mundo corporativo, é preciso saber encarar as diferenças e nuances culturais. Ou seja, ser resiliente culturalmente. Tem muita gente que sai do país com aquela expectativa enorme e depois chega lá e não consegue se adaptar ao esquema de vida, aos valores locais.
Sempre falamos que brasileiro se adapta a tudo. Não é bem assim. O brasileiro tem um problema de adaptação cultural muito forte porque ele está acostumado a um modo de vida regido por poucas regras. Brasileiro não está acostumado a manter a lei do silêncio depois de certo horário. Também não está acostumado a encarar o comércio fechado aos domingos, por exemplo.
3- Acreditar em sua criatividade.
O brasileiro é muito criativo no ambiente de negócios. E quando tem acesso a uma estrutura e mentalidade mais travadas, como costumam ser as europeias, pode ter problemas. Fazer a outra pessoa pensar. Ultrapassar a resistência local e superar os nãos é fundamental para o profissional que quer crescer internacionalmente.
4- Sintonia com a Família.
Para sair do Brasil ou mesmo mudar de cidade, é preciso também que a família esteja muito sintonizada. Isso define mais de 50% do sucesso da nova empreitada. O profissional pode até fazer um trabalho muito bom, mas tudo pode se complicar se chegar em casa e sua esposa/marido estiver infeliz ou os filhos tristes."
Assim, desejo muito sucesso à todos os leitores que estão pensando, ou já decidiram, conhecer o mercado de trabalho do exterior.
Até mais!
A Autora
Fonte: Matéria publicada por Dalen Jacomino, para a revista Você S/A, Ed. Fevereiro/2015: http://exame.abril.com.br/revista-voce-sa/edicoes/200/noticias/4-dicas-de-quem-tem-um-carreira-internacional-de-sucesso. Acesso em 20/02/2014.
"O executivo Márcio Fernandes Antunes Rodrigues, 39 anos, não tem medo de mudanças. Chegou na Itália em fevereiro de 2011 para assumir a operação local da Galderma, uma empresa da Nestlé Skin Health.
Em janeiro deste ano, fez as malas novamente. Deixou Milão e seguiu com sua família rumo a Lausanne, na Suíça. Ali, assumiu o cargo de diretor regional para norte e sul da Europa da empresa.
A seguir, ele dá quatro dicas para quem quer conquistar o mercado de trabalho internacional, com o pé no chão e o foco nas pessoas:
1- Respeito pelos indivíduo é fundamental.
Até porque as pessoas lá fora vão te olhar com muita atenção para saber se você tem uma agenda individual ou está realmente preocupado com a saúde organizacional. O genuíno respeito pelas pessoas faz com que você possa ter um desenvolvimento profissional muito mais saudável. Bem ou mal, um dia as pessoas descobrem quem você é.
2- Resiliência cultural.
Neste caso, não basta ter capacidade para resistir aos altos e baixos do mundo corporativo, é preciso saber encarar as diferenças e nuances culturais. Ou seja, ser resiliente culturalmente. Tem muita gente que sai do país com aquela expectativa enorme e depois chega lá e não consegue se adaptar ao esquema de vida, aos valores locais.
Sempre falamos que brasileiro se adapta a tudo. Não é bem assim. O brasileiro tem um problema de adaptação cultural muito forte porque ele está acostumado a um modo de vida regido por poucas regras. Brasileiro não está acostumado a manter a lei do silêncio depois de certo horário. Também não está acostumado a encarar o comércio fechado aos domingos, por exemplo.
3- Acreditar em sua criatividade.
O brasileiro é muito criativo no ambiente de negócios. E quando tem acesso a uma estrutura e mentalidade mais travadas, como costumam ser as europeias, pode ter problemas. Fazer a outra pessoa pensar. Ultrapassar a resistência local e superar os nãos é fundamental para o profissional que quer crescer internacionalmente.
4- Sintonia com a Família.
Para sair do Brasil ou mesmo mudar de cidade, é preciso também que a família esteja muito sintonizada. Isso define mais de 50% do sucesso da nova empreitada. O profissional pode até fazer um trabalho muito bom, mas tudo pode se complicar se chegar em casa e sua esposa/marido estiver infeliz ou os filhos tristes."
Assim, desejo muito sucesso à todos os leitores que estão pensando, ou já decidiram, conhecer o mercado de trabalho do exterior.
Até mais!
A Autora
Fonte: Matéria publicada por Dalen Jacomino, para a revista Você S/A, Ed. Fevereiro/2015: http://exame.abril.com.br/revista-voce-sa/edicoes/200/noticias/4-dicas-de-quem-tem-um-carreira-internacional-de-sucesso. Acesso em 20/02/2014.
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015
Editorial: Perfil "Bonzinho" ou Perfil "Exigente": Qual o melhor para empresa e para os colaboradores?
No atual cenário das grandes empresa, nós Profissionais de Secretariado Executivo nos deparamos com Executivos de diversificados comportamentos e personalidades. Os mais comuns são o "Bonzinho " e o "exigente". Trago abaixo uma pesquisa sobre esses perfis de executivos, publicada na revista Você S/A, Janeiro/2015:
"Imagine um chefe que elogia todos os seus funcionários, promete inúmeras promoções e nunca critica o trabalho de ninguém.
Parece um sonho?
Se você respondeu mentalmente que sim, há uma grande chance de você nunca ter trabalhado para alguém com esse perfil.
Quem já teve líderes 'bonzinhos' percebe, mais cedo ou mais tarde, que essa atitude prejudica o desempenho e até a motivação da equipe.
De acordo com Jill Geisler, professora do Poynter Institute e autora do livro 'Como se tornar um ótimo chefe' (Editora Sextante), a complacência e o medo do conflito são pecados mortais para um chefe. 'Mudanças necessárias são adiadas, maus funcionários não são advertidos e bons funcionários ficam sobrecarregados com tarefas alheias', afirma Jill. 'A mediocridade floresce'.
Segundo a autora, profissionais ambiciosos, com desejo de crescer, são os mais prejudicados com a inabilidade do gestor para dar feedback negativo.
Oito ou oitenta
Com a popularização do debate sobre assédio moral no trabalho, mais empresas começaram a se preocupar com os 'modos' de seus gestores.
Foi uma evolução bem-vinda. 'Chefes que aterrorizam suas equipes destroem a motivação para trabalhar', diz Jill. 'É ótimo que as empresas tenham percebido os perigos desse comportamento tóxico'.
O único risco dessa atitude é aderir ao extremo oposto: a complacência. 'Eliminar as agressões não significa que o chefe não possa ser exigente ou cobrar responsabilidades', explica a autora.
Nem grosseiro, nem vacilante: o líder ideal é enérgico nas horas certas e sabe criticar sem desrespeitar. 'Ele deve ter inteligência emocional para construir relações positivas, dar feedback, treinar e mostrar que se importa com o bem da equipe', diz Jill."
Embora nossa rotina seja bastante agitada, precisamos identificar já no início qual o perfil de comportamento do nosso executivo, para que não tornemos a convivência mais desgastante do que o necessário.
Até mais!
A Autora
Fonte: Artigo publicado por Cláudia Gasparinni, para revista Você S/A, Ed. Abril, Janeiro/2015: http://exame.abril.com.br/carreira/noticias/o-lado-ruim-dos-chefes-bonzinhos. Acesso em 04/02/2015.
"Imagine um chefe que elogia todos os seus funcionários, promete inúmeras promoções e nunca critica o trabalho de ninguém.
Parece um sonho?
Se você respondeu mentalmente que sim, há uma grande chance de você nunca ter trabalhado para alguém com esse perfil.
Quem já teve líderes 'bonzinhos' percebe, mais cedo ou mais tarde, que essa atitude prejudica o desempenho e até a motivação da equipe.
De acordo com Jill Geisler, professora do Poynter Institute e autora do livro 'Como se tornar um ótimo chefe' (Editora Sextante), a complacência e o medo do conflito são pecados mortais para um chefe. 'Mudanças necessárias são adiadas, maus funcionários não são advertidos e bons funcionários ficam sobrecarregados com tarefas alheias', afirma Jill. 'A mediocridade floresce'.
Segundo a autora, profissionais ambiciosos, com desejo de crescer, são os mais prejudicados com a inabilidade do gestor para dar feedback negativo.
Oito ou oitenta
Com a popularização do debate sobre assédio moral no trabalho, mais empresas começaram a se preocupar com os 'modos' de seus gestores.
Foi uma evolução bem-vinda. 'Chefes que aterrorizam suas equipes destroem a motivação para trabalhar', diz Jill. 'É ótimo que as empresas tenham percebido os perigos desse comportamento tóxico'.
O único risco dessa atitude é aderir ao extremo oposto: a complacência. 'Eliminar as agressões não significa que o chefe não possa ser exigente ou cobrar responsabilidades', explica a autora.
Nem grosseiro, nem vacilante: o líder ideal é enérgico nas horas certas e sabe criticar sem desrespeitar. 'Ele deve ter inteligência emocional para construir relações positivas, dar feedback, treinar e mostrar que se importa com o bem da equipe', diz Jill."
Embora nossa rotina seja bastante agitada, precisamos identificar já no início qual o perfil de comportamento do nosso executivo, para que não tornemos a convivência mais desgastante do que o necessário.
Até mais!
A Autora
Fonte: Artigo publicado por Cláudia Gasparinni, para revista Você S/A, Ed. Abril, Janeiro/2015: http://exame.abril.com.br/carreira/noticias/o-lado-ruim-dos-chefes-bonzinhos. Acesso em 04/02/2015.
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