Estamos vivenciando a fase mais digital da era da informação. As comunicações tornaram-se instantâneas e, com isso, nossa escrita precisa acompanhar a velocidade das mensagens via Whatsapp e e-mail. Porém, sempre ocorre de alguma mensagem ser enviada com uma palavra que destoa todo o sentido do texto. Então, enviamos outra com a palavra correta...e assim por diante. Mas, como fazer pra saber a forma correta de escrever mensagens instantâneas e e-mails, sem parecer aquela escrita mecânica e fria? O texto a seguir nos dá algumas orientações para essa e outras questões:
" Se você já passou horas escrevendo um e-mail de três linhas para o seu chefe, não se preocupe. A dificuldade para escolher as palavras certas não é apenas sua.
Em qualquer contexto, a comunicação humana é um acontecimento complexo. Quando o diálogo é por escrito, a tarefa ganha contornos ainda mais desafiadores. Afinal, sem recursos expressivos como tom de voz ou gestos, como garantir que uma frase não soará agressiva? Ou que uma palavra não parecerá íntima demais?
A carência por 'muletas' expressivas em mensagens de texto é o segredo para o sucesso estrondoso dos 'emojis', aqueles símbolos que invadiram as redes sociais e aplicativos de texto como o WhatsApp.
Fosse diferente, o emoticon de um coração não teria sido a 'palavra' mais escrita na internet em 2014, conforme revelou a ONG Global Monitor Language em dezembro do ano passado.
No dia a dia profissional, a comunicação escrita é muito menos aberta a esse tipo de recurso. Assim, a brecha para dúvidas, receios e mal-entendidos se torna muito maior.
Para facilitar a vida de quem sofre na hora de compor e-mails para chefes e colegas, Andrew Brodsky, instrutor do curso de negociação na Harvard University Extension School, reuniu no site da Harvard Business Review alguns conselhos baseados em pesquisas recentes sobre o assunto.
É o que você verá a seguir:
1. Coloque-se no lugar do seu leitor
Entender o que influencia a interpretação de um e-mail é essencial, segundo Brodsky. É preciso ter em mente, escreve ele, que 'as pessoas colocam suas próprias expectativas emocionais na forma como leem as mensagens, independentemente da intenção do remetente'.
Por isso, antes de apertar o botão 'enviar', é preciso ter em mente a personalidade e a posição hierárquica do seu leitor, além da profundidade da sua relação com ele. Imaginar-se na posição do destinatário é o primeiro passo para prever quais serão suas possíveis reações à mensagem, e assim evitar desencontros.
2. Imite o estilo do outro
A outra pessoa escreve de forma direta, formal e solene? Ou mandou vários símbolos de sorriso no final da mensagem? Para Brodsky, observar e copiar o tom do destinatário das suas mensagens ajuda a 'azeitar' a sua comunicação.
Isso porque usar as mesmas palavras, gírias e jargões cria uma sensação de familiaridade entre as duas partes. Esse processo de espelhamento melhorou em 30% os resultados de negociações por escrito, segundo uma pesquisa feita com profissionais em três continentes.
3. Cometa 'errinhos' de propósito
Sim, isso mesmo. Parece estranho, mas pequenos erros de digitação ajudam a dar um tom autêntico às emoções contidas na sua mensagem, diz Brodsky. A estratégia vale principalmente para profissionais em cargos de comando - que ganham um ar vulnerável e acessível quando cometem leves equívocos, dizem estudos recentes.
No entanto, é preciso pesar alguns fatores antes de lançar mão do recurso 'Nesta situação é mais importante parecer mais genuíno emocionalmente (e então cometer erros) ou competente (e aí não cometer erros)?', escreve o especialista. Dependendo da sua resposta, é melhor abdicar do truque.
4. Expresse suas emoções
Uma forma óbvia de evitar a ambiguidade é...ser claro. Por isso, diz Brodsky, ser explícito quanto às suas emoções deve ser o primeiro cuidado para evitar confusões.
Experiências conduzidas por pesquisadores da NYU (New York University) mostraram que as pessoas tendem a superestimar sua capacidade de se comunicar por e-mail. Ou seja, a maioria dos profissionais raramente expressa seus sentimentos de forma clara - e não percebe.
5. Revele algumas informações pessoais
Pesquisadores de Stanford e da Northwestern University examinaram negociações feitas via e-mail e perceberam que aqueles que começavam com bate-papos mais informais tinham resultados mais favoráveis.
A razão é simples: exibir o seu lado pessoal e humano traz familiaridade e confiança para a conversa.'Se as suas interações são de longa data, reduza os mal-entendidos e aumente a veracidade das suas emoções deixando uma versão mais completa de você aparecer', escreve Brodsky.
É sempre bom ter cuidado e ler mais de uma vez a mensagem a ser enviada, principalmente em aparelhos com recurso "corretor automático". Enviar uma única mensagem, sem necessidade de correções posteriores é sempre a melhor opção.
Até mais!
A Autora
Fonte: Texto publicado por Cláudia Gasparini, para revista Exame, Ed. Abril, Maio/2015: http://exame.abril.com.br/carreira/noticias/5-dicas-para-evitar-mal-entendidos-em-e-mails-profissionais. Acesso em 18/06/2015.
quinta-feira, 18 de junho de 2015
terça-feira, 9 de junho de 2015
Editorial: Lidando com mudanças na empresa
Muitas vezes a empresa onde trabalhamos passa por mudanças. Algumas vezes a mudança é na gestão, outras no quadro de funcionários e até mesmo na forma de trabalhar. O Secretário Executivo precisa estar preparado para esses momentos e saber adaptar-se à toda e qualquer mudança na empresa onde atua.
Para saber como agir nessa situação, trago essa semana um texto da Revista Você S/A, Ed. Maio/2015, para refletir sobre essa questão:
" 1. ACEITE A MUDANÇA
Vivemos constantes transformações no mercado de trabalho, que incluem crises cíclicas. 'É preciso tomar as transições como verdades e esperar por elas', diz Fabricio Velasco, da Hays, empresa de recrutamento de executivos, de São Paulo.
Lembre que todos, assim como você, precisam se adaptar. É uma questão de
sobrevivência.
2. SEJA O PROTAGONISTA
Descubra se você tende a buscar estabilidade e conformidade, pois essa tendência é típica dos profissionais céticos, que agem como vítimas das mudanças. Tente ver as transformações como oportunidades de crescimento. Entenda que as novas
demandas podem ajudá-lo a tomar decisões que vão beneficiar sua evolução.
3. ATUE COM EQUILÍBRIO
Mudar não implica criar algo inédito ou abandonar qualidades, mas ser ágil para
se ajustar. 'É preciso criar raízes que sustentem a tomada de decisões em novos
ambientes e, ao mesmo tempo, criar asas que permitam ousar', diz Betania Tanure, especialista em gestão de carreira.
4. BUSQUE APRENDIZADO
Procure aprender algo novo todos os dias ou, pelo menos, constantemente. Há
vantagens em adotar outros padrões e tecnologias criados para facilitar o
trabalho. O que você precisa fazer é separar um tempo para investigá-los.
5. CONHEÇA GENTE
Vale fazer um esforço para conhecer pessoas novas, que possam contribuir com
opiniões relevantes sobre o modo de encarar o trabalho. Participe de diferentes
grupos e seja ativo nos debates. 'Convém estudar os objetivos das discussões e
preparar ideias e propostas convincentes', diz Luiz Edmundo Rosa, da ABRH, de São Paulo.
6. DESAPEGUE DO PASSADO
Sempre que possível, jogue fora, doe ou venda tudo aquilo que algum dia foi bom, mas que hoje pode ser substituído por algo melhor. O mesmo vale para as metas: se as demandas mudaram, é preciso largar os planos que não fazem mais sentido e reformulá-los. Se a insatisfação com o trabalho atual estiver muito alta, leve
esse raciocínio para o limite e pense em como poderia romper com o que está ruim — e em como deveria se transformar para encontrar satisfação.
7. ATUALIZE-SE
Em um contexto de mudanças, é necessário estar por dentro dos acontecimentos: frequente eventos em sua área, faça cursos, converse com as pessoas a seu redor, líderes inclusive. Outro conselho é ler muito, até sobre temas fora de seu escopo — isso ajuda a ter ideias e a entender como pessoas diferentes lidam com
mudanças.
8. PEÇA CONSELHOS
Faça uma análise de suas qualidades e pontos de melhoria. Pessoas de confiança podem ajudá-lo a se enxergar melhor. Os profissionais ficam presos às próprias verdades, quando deveriam pedir conselhos a outros executivos.
9. SEJA OTIMISTA
Não encare as novidades como modismos carregados de conotações negativas. 'Só é possível inovar se a mente está aberta', diz Patrícia Cotton, especialista em gestão de mudanças, do Rio de Janeiro. Em vez de simplesmente criticar, pense sobre soluções melhores.
10. APROVEITE O MOMENTO
Crises são oportunidades para aprender, mostrar serviço e aparecer. Relaxe e
tente se divertir. 'Cabe montar um plano de ação para tirar projetos
profissionais ou pessoais do papel', diz Nathalie Trutmann, consultora-chefe na
Faculdade de Informática e Administração Paulista (Fiap). "
Nos dias atuais, para manter-se em uma empresa é necessário adaptar-se às mudanças e saber lidar com os novos desafios.
Até mais!
A Autora
Fonte: Texto publicado por Cibele Reschke na Revista Você S/A, Ed. Maio/2015: http://exame.abril.com.br/revista-voce-sa/noticias/os-dez-mandamentos-para-se-adaptar-a-qualquer-trabalho . Acesso em 09/06/2015.
Para saber como agir nessa situação, trago essa semana um texto da Revista Você S/A, Ed. Maio/2015, para refletir sobre essa questão:
" 1. ACEITE A MUDANÇA
Vivemos constantes transformações no mercado de trabalho, que incluem crises cíclicas. 'É preciso tomar as transições como verdades e esperar por elas', diz Fabricio Velasco, da Hays, empresa de recrutamento de executivos, de São Paulo. Lembre que todos, assim como você, precisam se adaptar. É uma questão de
sobrevivência.
2. SEJA O PROTAGONISTA
Descubra se você tende a buscar estabilidade e conformidade, pois essa tendência é típica dos profissionais céticos, que agem como vítimas das mudanças. Tente ver as transformações como oportunidades de crescimento. Entenda que as novas
demandas podem ajudá-lo a tomar decisões que vão beneficiar sua evolução.
3. ATUE COM EQUILÍBRIO
Mudar não implica criar algo inédito ou abandonar qualidades, mas ser ágil para
se ajustar. 'É preciso criar raízes que sustentem a tomada de decisões em novos
ambientes e, ao mesmo tempo, criar asas que permitam ousar', diz Betania Tanure, especialista em gestão de carreira.
4. BUSQUE APRENDIZADO
Procure aprender algo novo todos os dias ou, pelo menos, constantemente. Há
vantagens em adotar outros padrões e tecnologias criados para facilitar o
trabalho. O que você precisa fazer é separar um tempo para investigá-los.
5. CONHEÇA GENTE
Vale fazer um esforço para conhecer pessoas novas, que possam contribuir com
opiniões relevantes sobre o modo de encarar o trabalho. Participe de diferentes
grupos e seja ativo nos debates. 'Convém estudar os objetivos das discussões e
preparar ideias e propostas convincentes', diz Luiz Edmundo Rosa, da ABRH, de São Paulo.
6. DESAPEGUE DO PASSADO
Sempre que possível, jogue fora, doe ou venda tudo aquilo que algum dia foi bom, mas que hoje pode ser substituído por algo melhor. O mesmo vale para as metas: se as demandas mudaram, é preciso largar os planos que não fazem mais sentido e reformulá-los. Se a insatisfação com o trabalho atual estiver muito alta, leve
esse raciocínio para o limite e pense em como poderia romper com o que está ruim — e em como deveria se transformar para encontrar satisfação.
7. ATUALIZE-SE
Em um contexto de mudanças, é necessário estar por dentro dos acontecimentos: frequente eventos em sua área, faça cursos, converse com as pessoas a seu redor, líderes inclusive. Outro conselho é ler muito, até sobre temas fora de seu escopo — isso ajuda a ter ideias e a entender como pessoas diferentes lidam com
mudanças.
8. PEÇA CONSELHOS
Faça uma análise de suas qualidades e pontos de melhoria. Pessoas de confiança podem ajudá-lo a se enxergar melhor. Os profissionais ficam presos às próprias verdades, quando deveriam pedir conselhos a outros executivos.
9. SEJA OTIMISTA
Não encare as novidades como modismos carregados de conotações negativas. 'Só é possível inovar se a mente está aberta', diz Patrícia Cotton, especialista em gestão de mudanças, do Rio de Janeiro. Em vez de simplesmente criticar, pense sobre soluções melhores.
10. APROVEITE O MOMENTO
Crises são oportunidades para aprender, mostrar serviço e aparecer. Relaxe e
tente se divertir. 'Cabe montar um plano de ação para tirar projetos
profissionais ou pessoais do papel', diz Nathalie Trutmann, consultora-chefe na
Faculdade de Informática e Administração Paulista (Fiap). "
Nos dias atuais, para manter-se em uma empresa é necessário adaptar-se às mudanças e saber lidar com os novos desafios.
Até mais!
A Autora
Fonte: Texto publicado por Cibele Reschke na Revista Você S/A, Ed. Maio/2015: http://exame.abril.com.br/revista-voce-sa/noticias/os-dez-mandamentos-para-se-adaptar-a-qualquer-trabalho . Acesso em 09/06/2015.
quarta-feira, 27 de maio de 2015
Editorial: Evento UFC - Identidade do Profissional de Secretariado Executivo.
Ontem, 26/05/2015, foi realizado mais um evento em comemoração aos 20 anos do curso de Secretariado Executivo da UFC. O evento aconteceu no auditório da Faculdade de Economia, Administração, Atuária, Contabilidade, Finanças e Secretariado Executivo - FEAAC e contou com a presença da Profa. Dra. Débora Zuin, da Universidade Federal de Viçosa - MG.
O tema abordado foi relativo à identidade do Profissional de Secretariado Executivo, onde a profa. Débora relatou suas pesquisas com profissionais do Reino Unido e fez um comparativo das atividades realizadas pelos profissionais daquela localidade e as atividades desenvolvidas pelos Secretários brasileiros. A professora também apresentou alguns termos e referências utilizados desde o surgimento da profissão até os dias atuais, mesclando com os resultados de suas pesquisas no exterior.
Após a palestra, foi aberto o momento de perguntas e deu-se início à um debate muito interessante sobre a visão corporativa do profissional de Secretariado e a visão que o próprio profissional projeta de si. A Profa. Débora enfatizou que é muito importante que cada profissional tenha consciência do profissional que é, de suas qualificações, do seu valor e do bom trabalho que desempenha dentro da empresa, pois é ele quem vai desmistificar a visão atual que existe acerca do profissional e trazer a valorização da classe dentro da empresa.
A identidade secretarial, segundo ela, ainda está em desenvolvimento. Ainda são necessárias pesquisas científicas sobre esse tema e levar mais informações do papel que o secretário desempenha na organização. Segundo ela, no exterior as atividades atribuídas ao profissional de Secretariado são realizadas por profissionais denominados "Assistentes Administrativos", pois lá não existe essa profissão, somente uma "ocupação" com essa nomenclatura. Porém, os desafios enfrentados são os mesmos, as lutas e dificuldades também são bastante semelhantes com as nossas aqui no Brasil.
O recado que ela deixou para os estudantes do curso é "que os preconceitos e desafios relativos à classe devem ser enfrentados e nosso valor deve ser mostrado através do nosso trabalho. Somos capazes de mudar a realidade nas empresas onde ainda existe desinformação sobre nossa classe."
Foi um momento muito bom, proveitoso e ainda virão outros eventos, pois as comemorações continuam.
A Autora.
O tema abordado foi relativo à identidade do Profissional de Secretariado Executivo, onde a profa. Débora relatou suas pesquisas com profissionais do Reino Unido e fez um comparativo das atividades realizadas pelos profissionais daquela localidade e as atividades desenvolvidas pelos Secretários brasileiros. A professora também apresentou alguns termos e referências utilizados desde o surgimento da profissão até os dias atuais, mesclando com os resultados de suas pesquisas no exterior.
Após a palestra, foi aberto o momento de perguntas e deu-se início à um debate muito interessante sobre a visão corporativa do profissional de Secretariado e a visão que o próprio profissional projeta de si. A Profa. Débora enfatizou que é muito importante que cada profissional tenha consciência do profissional que é, de suas qualificações, do seu valor e do bom trabalho que desempenha dentro da empresa, pois é ele quem vai desmistificar a visão atual que existe acerca do profissional e trazer a valorização da classe dentro da empresa.
A identidade secretarial, segundo ela, ainda está em desenvolvimento. Ainda são necessárias pesquisas científicas sobre esse tema e levar mais informações do papel que o secretário desempenha na organização. Segundo ela, no exterior as atividades atribuídas ao profissional de Secretariado são realizadas por profissionais denominados "Assistentes Administrativos", pois lá não existe essa profissão, somente uma "ocupação" com essa nomenclatura. Porém, os desafios enfrentados são os mesmos, as lutas e dificuldades também são bastante semelhantes com as nossas aqui no Brasil.
O recado que ela deixou para os estudantes do curso é "que os preconceitos e desafios relativos à classe devem ser enfrentados e nosso valor deve ser mostrado através do nosso trabalho. Somos capazes de mudar a realidade nas empresas onde ainda existe desinformação sobre nossa classe."
Foi um momento muito bom, proveitoso e ainda virão outros eventos, pois as comemorações continuam.
A Autora.
quarta-feira, 13 de maio de 2015
Emprego X Carreira: Qual o melhor a seguir?
Chega aquele momento da sua vida profissional em que você começa a questionar os desafios do seu trabalho...e chega à seguinte reflexão: Estou estagnado na minha carreira por causa do meu emprego? E agora, o que fazer?
O blog traz essa semana uma matéria publicada na revista Você S/A, Edição de Maio/2015, sobre a "sutil" diferença entre "emprego" e "carreira": Até que ponto é saudável manter um emprego em detrimento da carreira?
"Emprego é uma fonte de renda, carreira é uma fonte de realização.' Segundo a coach norte-americana Laura Berman Fortgang, que chama a atenção para o risco - altíssimo, diz ela - de se acomodar atrás de um crachá, a maioria das pessoas tem apenas um emprego: 'Elas enxergam o trabalho como forma de subsistência, sem a expectativa de acumular sucessos por meio dele ao longo do tempo'.

Autora de livros como 'Living your best life' ('Vivendo a sua melhor vida'), da editora Putnam, Laura acredita que poucos de fato perseguem uma carreira - isto é uma série lógica e harmônica de empregos que culmina num objetivo ou realização maior.
Pacote de tarefas
Não que haja um caminho 'certo' ou 'errado', observa a coach. Mas a atitude mais imediatista cobra seu preço no futuro:'Se você não traça estratégia alguma para a sua vida profissional, dificilmente trará algum impacto para sua empresa, indústria ou setor de atuação', diz Laura. 'Isso pode ser um motivo de grande frustração para os mais ambiciosos'.
Mas como perceber a tempo que você não está pavimentando uma carreira? O sinal é simples e claro: o trabalho se define como um pacote de tarefas.'Você sabe que só tem um emprego quando, depois de um certo tempo, começa a se sentir pouco desafiado e é recompensado apenas por cumprir o que é esperado', diz a especialista.
A saída para o marasmo
É claro que nem sempre a questão se resume a uma escolha, diz Fortgang. Certas circunstâncias da vida - de crises econômicas a problemas pessoais - podem ameaçar estratégias de carreira meticulosamente planejadas.
Mas há um antídoto surpreendentemente simples para tempos difíceis: agarrar-se à sua vocação profissional.'Cada pessoa nasceu para fazer algo, isto é, ostenta uma competência única, que a diferencia das demais' - afirma a especialista. O segredo está em aplicá-la no trabalho.
Se você é, por natureza, um mediador de conflitos, um planejador talentoso ou um gênio com números, por exemplo, é preciso exercitar essa habilidade de alguma forma - mesmo que isso não seja exigido pela sua função.
Além de trazer satisfação e motivação, aplicar os seus dons no cotidiano é uma forma de subverter a pobreza do tal "pacote de tarefas" e, assim, fazer um investimento a longo prazo na sua carreira.
Segundo Laura, é preciso 'manter o olho no prêmio', isto é, lembrar que você está trabalhando para investir em si mesmo, ganhar experiência, fazer contatos e desenvolver competências: 'É claro que você precisa se doar ao seu emprego, mas também tirar dele os recursos necessários para chegar aonde quer', resume a especialista."
Precisamos ficar atentos à essa realidade, para não estagnar em uma empresa por anos, sem nos sentir realizados de verdade.
Até mais!
A Autora
Fonte: Matéria publicada por Cláudia Gasparini, para a revista Você S/A, Ed. Maio/2015: http://exame.abril.com.br/carreira/noticias/o-segredo-para-ter-uma-carreira-e-nao-so-um-emprego. Acesso em 13/05/2015
O blog traz essa semana uma matéria publicada na revista Você S/A, Edição de Maio/2015, sobre a "sutil" diferença entre "emprego" e "carreira": Até que ponto é saudável manter um emprego em detrimento da carreira?
"Emprego é uma fonte de renda, carreira é uma fonte de realização.' Segundo a coach norte-americana Laura Berman Fortgang, que chama a atenção para o risco - altíssimo, diz ela - de se acomodar atrás de um crachá, a maioria das pessoas tem apenas um emprego: 'Elas enxergam o trabalho como forma de subsistência, sem a expectativa de acumular sucessos por meio dele ao longo do tempo'.

Autora de livros como 'Living your best life' ('Vivendo a sua melhor vida'), da editora Putnam, Laura acredita que poucos de fato perseguem uma carreira - isto é uma série lógica e harmônica de empregos que culmina num objetivo ou realização maior.
Pacote de tarefas
Não que haja um caminho 'certo' ou 'errado', observa a coach. Mas a atitude mais imediatista cobra seu preço no futuro:'Se você não traça estratégia alguma para a sua vida profissional, dificilmente trará algum impacto para sua empresa, indústria ou setor de atuação', diz Laura. 'Isso pode ser um motivo de grande frustração para os mais ambiciosos'.
Mas como perceber a tempo que você não está pavimentando uma carreira? O sinal é simples e claro: o trabalho se define como um pacote de tarefas.'Você sabe que só tem um emprego quando, depois de um certo tempo, começa a se sentir pouco desafiado e é recompensado apenas por cumprir o que é esperado', diz a especialista.
A saída para o marasmo
É claro que nem sempre a questão se resume a uma escolha, diz Fortgang. Certas circunstâncias da vida - de crises econômicas a problemas pessoais - podem ameaçar estratégias de carreira meticulosamente planejadas.
Mas há um antídoto surpreendentemente simples para tempos difíceis: agarrar-se à sua vocação profissional.'Cada pessoa nasceu para fazer algo, isto é, ostenta uma competência única, que a diferencia das demais' - afirma a especialista. O segredo está em aplicá-la no trabalho.
Se você é, por natureza, um mediador de conflitos, um planejador talentoso ou um gênio com números, por exemplo, é preciso exercitar essa habilidade de alguma forma - mesmo que isso não seja exigido pela sua função.
Além de trazer satisfação e motivação, aplicar os seus dons no cotidiano é uma forma de subverter a pobreza do tal "pacote de tarefas" e, assim, fazer um investimento a longo prazo na sua carreira.
Segundo Laura, é preciso 'manter o olho no prêmio', isto é, lembrar que você está trabalhando para investir em si mesmo, ganhar experiência, fazer contatos e desenvolver competências: 'É claro que você precisa se doar ao seu emprego, mas também tirar dele os recursos necessários para chegar aonde quer', resume a especialista."
Precisamos ficar atentos à essa realidade, para não estagnar em uma empresa por anos, sem nos sentir realizados de verdade.
Até mais!
A Autora
Fonte: Matéria publicada por Cláudia Gasparini, para a revista Você S/A, Ed. Maio/2015: http://exame.abril.com.br/carreira/noticias/o-segredo-para-ter-uma-carreira-e-nao-so-um-emprego. Acesso em 13/05/2015
segunda-feira, 27 de abril de 2015
Editorial: Tecnologia X Mão-de-Obra humana: Perspectivas para o futuro profissional.
Diante dos grandes avanços tecnológicos desenvolvidos nos últimos 15 anos, vez por outra surgem questionamentos acerca do que fazer para não ter nossa função substituída por uma máquina. Os robôs podem ser altamente eficientes e oferecer baixo custo de utilização, mas existem peculiaridades que somente a mente humana é capaz de oferecer. O texto abaixo, publicado na Revista Você S/A, Ed. Abril, traz "uma luz no fim do túnel" para quem vislumbra um cenário de inovação tecnológica em detrimento da mão-de-obra humana:
"Virou rotina ler declarações de bilionários do setor de alta tecnologia descrevendo um futuro sombrio para o mercado de trabalho mundial. A altíssima especialização e o desenvolvimento da inteligência artificial tornariam obsoleta a maior parte dos trabalhadores tradicionais.
No fim de 2014, o presidente e cofundador do Google, Larry Page, deu sua previsão em uma entrevista ao jornal americano The Financial Times: 90% do trabalho feito atualmente por humanos será realizado por robôs em poucos anos. Seria exagero? Ou estamos despreparados para uma transformação global?
Um livro traz mais nuvens negras para esse cenário de apocalipse — e também uma brisa de otimismo. Em The Second Machine Age: Work, Progress, and Prosperity in a Time of Brilliant Technologies ('A segunda era das máquinas: trabalho, progresso e prosperidade em um tempo de tecnologias brilhantes', numa tradução livre, ainda sem edição no Brasil), os autores Erik Brynjolfsson e Andrew McAfee explicam por que há razões para se preocupar.
A dupla, que leciona na Sloan, escola de negócios do Massachusetts Institute of Technology, estuda o impacto da tecnologia na economia e no mercado de trabalho. No livro, buscam as origens das transformações tecnológicas atuais e verificam onde estão ocorrendo com maior intensidade.
1. Como ficam os humanos?
Nos últimos anos, os avanços conquistados nas áreas da informática e da inteligência artificial cresceram rapidamente. Os exemplos estão por aí. São os carros autônomos do Google, que rodam com segurança sem nenhuma interferência humana, graças a um complexo sistema de sensores e software embarcados.
Ou o robô Watson, da IBM, que venceu humanos no famoso jogo americano Jeopardy!, de perguntas e respostas. Ou a assistente pessoal Siri, da Apple, com seus algoritmos capazes de reconhecer a linguagem humana. Nessas experiências, as máquinas começam a ocupar terrenos antes vistos como de domínio exclusivo dos homens.
'Falamos sobre as descobertas de nossas pesquisas com muitos grupos diferentes, e quase toda vez uma das primeiras perguntas é algo como: ‘Eu tenho filhos na escola. Como deveria prepará-los para o futuro que vocês descrevem?’ E não são apenas pais os preocupados com as oportunidades de carreira na segunda era das máquinas', escrevem os autores.
Sim, qualquer projeção sobre os limites da capacidade das máquinas pode estar subestimada, já que os computadores se mostram aptos a executar tarefas que antes pareciam impossíveis.
Mas nem tudo está perdido! Em cada um dos casos levantados por Erik e Andrew, encontra-se também um padrão de atividades que os robôs ainda não conseguem fazer — e que provavelmente não farão. 'Nunca vimos uma máquina verdadeiramente criativa, ou uma empreendedora, ou uma inovadora. Já vimos software capaz de escrever textos com rimas, mas nenhum capaz de escrever um poema de verdade', relatam os autores. 'Essas atividades têm uma coisa em comum: a criação de novas ideias.'
Felizmente, com os baixos custos de produção, o abundante fluxo de informação e o aumento das redes de contato, ficou mais fácil ter boas ideias e executá-las. O fato de empresas como o Facebook terem passado de projetos de faculdade para companhias multibilionárias demonstra esse ponto.
Mas não são apenas os empreendedores que têm vantagem sobre o avanço implacável das máquinas. 'Cientistas criam novas hipóteses. Jornalistas farejam boas histórias. Chefs adicionam novos pratos ao menu. Engenheiros numa fábrica entendem por que uma máquina não está mais funcionando adequadamente.
Steve Jobs e seus colegas na Apple descobriram que tipo de tablet nós realmente queríamos', listam os pesquisadores. 'Muitas dessas atividades são apoiadas e aceleradas por computadores, mas nenhuma é orientada por eles.'
Além de ser altamente inovadora, a força de trabalho do futuro precisará se integrar a essas novas tecnologias, qualquer que seja a área de atuação.
Nem todo mundo vai trabalhar como programador ou como engenheiro de inteligência artificial. Mas a presença de softwares e máquinas no ambiente de trabalho será irreversível em todos os mercados.
Quanto mais adaptados os profissionais estiverem a essa realidade, aprofundando-se no entendimento de como as ferramentas funcionam e podem melhorar seu desempenho no trabalho, mais fácil será navegar — e sobreviver. Ou, como diz Kevin Kelly, um dos fundadores da revista Wired, 'no futuro, você será pago com base em quão bem você trabalha com robôs'. "
Trazendo para a nossa realidade, os robôs podem até nos substituir nas tarefas, mas sempre será necessário um ser humano para atividades de assessoria, gestão e relacionamento interpessoal. Cabe a nós como profissionais nos adaptar às novas realidades tecnológicas.
Até mais!
A Autora
Fonte: Texto de Marcus Vinicius Brasil, para Revista Você S/A, Ed. Abril: http://exame.abril.com.br/revista-voce-sa/edicoes/201/noticias/ser-inovador-vai-te-salvar-de-ser-substituido-por-um-robo. Acesso em 27/04/2015.
"Virou rotina ler declarações de bilionários do setor de alta tecnologia descrevendo um futuro sombrio para o mercado de trabalho mundial. A altíssima especialização e o desenvolvimento da inteligência artificial tornariam obsoleta a maior parte dos trabalhadores tradicionais.
No fim de 2014, o presidente e cofundador do Google, Larry Page, deu sua previsão em uma entrevista ao jornal americano The Financial Times: 90% do trabalho feito atualmente por humanos será realizado por robôs em poucos anos. Seria exagero? Ou estamos despreparados para uma transformação global?
Um livro traz mais nuvens negras para esse cenário de apocalipse — e também uma brisa de otimismo. Em The Second Machine Age: Work, Progress, and Prosperity in a Time of Brilliant Technologies ('A segunda era das máquinas: trabalho, progresso e prosperidade em um tempo de tecnologias brilhantes', numa tradução livre, ainda sem edição no Brasil), os autores Erik Brynjolfsson e Andrew McAfee explicam por que há razões para se preocupar.
A dupla, que leciona na Sloan, escola de negócios do Massachusetts Institute of Technology, estuda o impacto da tecnologia na economia e no mercado de trabalho. No livro, buscam as origens das transformações tecnológicas atuais e verificam onde estão ocorrendo com maior intensidade.
1. Como ficam os humanos?
Nos últimos anos, os avanços conquistados nas áreas da informática e da inteligência artificial cresceram rapidamente. Os exemplos estão por aí. São os carros autônomos do Google, que rodam com segurança sem nenhuma interferência humana, graças a um complexo sistema de sensores e software embarcados.
Ou o robô Watson, da IBM, que venceu humanos no famoso jogo americano Jeopardy!, de perguntas e respostas. Ou a assistente pessoal Siri, da Apple, com seus algoritmos capazes de reconhecer a linguagem humana. Nessas experiências, as máquinas começam a ocupar terrenos antes vistos como de domínio exclusivo dos homens.
'Falamos sobre as descobertas de nossas pesquisas com muitos grupos diferentes, e quase toda vez uma das primeiras perguntas é algo como: ‘Eu tenho filhos na escola. Como deveria prepará-los para o futuro que vocês descrevem?’ E não são apenas pais os preocupados com as oportunidades de carreira na segunda era das máquinas', escrevem os autores.
Sim, qualquer projeção sobre os limites da capacidade das máquinas pode estar subestimada, já que os computadores se mostram aptos a executar tarefas que antes pareciam impossíveis.
Mas nem tudo está perdido! Em cada um dos casos levantados por Erik e Andrew, encontra-se também um padrão de atividades que os robôs ainda não conseguem fazer — e que provavelmente não farão. 'Nunca vimos uma máquina verdadeiramente criativa, ou uma empreendedora, ou uma inovadora. Já vimos software capaz de escrever textos com rimas, mas nenhum capaz de escrever um poema de verdade', relatam os autores. 'Essas atividades têm uma coisa em comum: a criação de novas ideias.'
Felizmente, com os baixos custos de produção, o abundante fluxo de informação e o aumento das redes de contato, ficou mais fácil ter boas ideias e executá-las. O fato de empresas como o Facebook terem passado de projetos de faculdade para companhias multibilionárias demonstra esse ponto.
Mas não são apenas os empreendedores que têm vantagem sobre o avanço implacável das máquinas. 'Cientistas criam novas hipóteses. Jornalistas farejam boas histórias. Chefs adicionam novos pratos ao menu. Engenheiros numa fábrica entendem por que uma máquina não está mais funcionando adequadamente.
Steve Jobs e seus colegas na Apple descobriram que tipo de tablet nós realmente queríamos', listam os pesquisadores. 'Muitas dessas atividades são apoiadas e aceleradas por computadores, mas nenhuma é orientada por eles.'
Além de ser altamente inovadora, a força de trabalho do futuro precisará se integrar a essas novas tecnologias, qualquer que seja a área de atuação.
Nem todo mundo vai trabalhar como programador ou como engenheiro de inteligência artificial. Mas a presença de softwares e máquinas no ambiente de trabalho será irreversível em todos os mercados.
Quanto mais adaptados os profissionais estiverem a essa realidade, aprofundando-se no entendimento de como as ferramentas funcionam e podem melhorar seu desempenho no trabalho, mais fácil será navegar — e sobreviver. Ou, como diz Kevin Kelly, um dos fundadores da revista Wired, 'no futuro, você será pago com base em quão bem você trabalha com robôs'. "
Trazendo para a nossa realidade, os robôs podem até nos substituir nas tarefas, mas sempre será necessário um ser humano para atividades de assessoria, gestão e relacionamento interpessoal. Cabe a nós como profissionais nos adaptar às novas realidades tecnológicas.
Até mais!
A Autora
Fonte: Texto de Marcus Vinicius Brasil, para Revista Você S/A, Ed. Abril: http://exame.abril.com.br/revista-voce-sa/edicoes/201/noticias/ser-inovador-vai-te-salvar-de-ser-substituido-por-um-robo. Acesso em 27/04/2015.
quarta-feira, 15 de abril de 2015
Editorial: Progressão na carreira sem deixar os bons laços interpessoais.
Um dos grandes desafios enfrentados pelos executivos é a transição para um cargo maior de Chefia, onde os pares (colegas de trabalho de mesma função) passam a ser seus subordinados. As relações interpessoais, se não forem bem estruturadas, acabam tornando-se empecilho ao bom desempenho corporativo.
Para entender melhor como desenvolver uma boa transição e minimizar os atritos oriundos dessa nova fase profissional, trazemos um artigo publicado na Revista Você S/A, Ed. Abril/2015:
"Em janeiro de 2015, quando recebeu a notícia de que seria promovido ao cargo de gerente comercial da empresa de auditoria Crowe Horwath, de São Paulo, o publicitário Juliano Esposto, de 30 anos, sabia que teria um grande desafio pela frente.
Além das novas responsabilidades que o cargo trazia, ele passaria a comandar uma equipe formada por pessoas que, até então, eram seus pares e, em muitos casos, amigos. 'A relação com meus colegas era muito próxima, a ponto de eu frequentar as festas de família de muitos deles', afirma Juliano.
Ao mudar de função, Juliano temia que a relação com seus amigos — e agora subordinados — ficasse prejudicada. 'Sabia que seria inevitável comparar minha postura antes e depois de me tornar chefe.' Assumir a chefia de uma equipe formada por amigos é um grande desafio, pois exige algumas mudanças significativas no relacionamento com os antigos colegas e agora subordinados.
Problemas ao longo dessa transição são naturais — medo de desagradar, uso inadequado de relações pessoais e favorecimentos são algumas das situações. Mas é possível contornar os obstáculos. No caso de Juliano, o caminho encontrado foi manter o diálogo aberto com a equipe. 'Quero que eles me falem se eu estiver errando a mão', diz. A seguir, algumas ações para lidar com seus amigos subordinados.
Comunicação
Manter um diálogo aberto a críticas e sugestões da equipe é uma das principais orientações dos especialistas. 'A pessoa tem de mostrar que está mudando de cargo, e não de lado', afirma o consultor de gestão Ênio Klein, de São Paulo.
Uma comunicação eficiente ajuda o time a conhecer as regras e diminui os melindres na hora das cobranças. O ideal é que haja uma conversa logo de cara, em que fique decidido como as coisas vão funcionar. 'Sem critérios claros, ou a pessoa se torna muito frouxa, ou vira um carrasco', diz Ênio.
Estilo
Ao assumir um cargo de liderança, muita gente acha que deve agir de outra forma. isso é desnecessário. 'em vários casos, o executivo é promovido justamente por causa do perfil de liderança que já exercia sobre a equipe', diz Felipe Maluf, sócio da consultoria YCoach, de São Paulo.
Mantenha nos relacionamentos a mesma conduta que garantiu seu progresso. 'a única mudança deve ser o acréscimo de funções', diz Anderson Sant’Anna, do núcleo de desenvolvimento de liderança e pessoas da Fundação Dom Cabral, de Minas Gerais.
Respeito
Muitos se sentem desconfortáveis em manter relações mais próximas com a chefia. Respeite isso. esse estranhamento dura apenas um tempo. não tente obrigar ninguém a manter a mesma postura de antes. 'Alguns colegas se distanciaram no início', diz Erlon Lisboa, de 35 anos, que assumiu o cargo de gerente de auditoria e gestão de riscos da rede de lojas Marisa há dois anos.
Hoje, Erlon recuperou aos poucos a relação com seus antigos colegas. 'mostrei que as conversas do passado não seriam usadas contra ninguém', diz Erlon.
Vantagens
Liderar uma equipe composta de gente conhecida tem seus pontos positivos. um deles é que um gestor oriundo do time conhece bem as características de cada um e sabe o que esperar em várias situações.
A proximidade também faz com que o profissional entenda as aspirações de seus antigos colegas — fundamental para manter a equipe satisfeita. 'O executivo deve conectar os objetivos futuros dos profissionais às metas do departamento que gerenciará', diz Marcia Vespa, da Leme Consultoria, de São Paulo.
Igualdade
É natural que se tenha relacionamento mais próximo com algumas pessoas. Quando a relação é entre o gestor e um subordinado, porém, a amizade pode criar desconfortos.
Para evitar isso, Estabeleça critérios sobre assuntos polêmicos, como concessão de prêmios e folgas, e faça com que eles valham para todos. Se o falatório continuar, chame a equipe para uma conversa e encontre os pontos que podem estar desagradando.
Em último caso, adote uma saída drástica, como buscar a transferência do amigo para outro setor.
Expansão
Preservar as relações construídas é importante, mas a promoção também permite ampliar o relacionamento com outras pessoas, porque, depois disso, algumas confidências não podem ser feitas aos antigos colegas, como questões mais estratégicas. mas não há mal em debater com alguns de seus novos pares ou superiores.
Será natural que a relação com essas pessoas se torne mais estreita. Mas aqui também vale o conselho de não forçar a amizade. deixe que esses laços se estabeleçam naturalmente.
Exemplos
'Os líderes mais velhos já passaram por esse tipo de dilema', afirma Felipe, da YCoach. A observação pode mostrar que posturas seguir e quais evitar. o exemplo também pode vir de alguma experiência pessoal.
A supervisora de logística de uma empresa de serviços de saúde Samantha Troiano, de 32 anos, passou por isso. Antes de assumir seu cargo atual, ela já havia feito parte de uma equipe comandada por um colega. 'No caso dele, o cargo subiu à cabeça e a experiência foi ruim”, diz. “mas Foi bom ter vivido isso para não fazer igual'.”
O importante mesmo é desenvolver um bom trabalho, em qualquer cargo que você estiver, pois o seu trabalho valerá muito para uma possível promoção. E, se você tiver boas relações, seus amigos irão torcer por você e ficarão felizes em trabalhar ao seu lado, como seus colaboradores.
Um abraço!
A Autora.
Fonte: Artigo publicado por Gabriel Ferreira, para o site Você S/A, ed. Abril/2015: http://exame.abril.com.br/revista-voce-sa/edicoes/201/noticias/virou-chefe-do-seu-amigo-veja-o-que-fazer. Acesso em 15/04/2015.
Para entender melhor como desenvolver uma boa transição e minimizar os atritos oriundos dessa nova fase profissional, trazemos um artigo publicado na Revista Você S/A, Ed. Abril/2015:
"Em janeiro de 2015, quando recebeu a notícia de que seria promovido ao cargo de gerente comercial da empresa de auditoria Crowe Horwath, de São Paulo, o publicitário Juliano Esposto, de 30 anos, sabia que teria um grande desafio pela frente.
Além das novas responsabilidades que o cargo trazia, ele passaria a comandar uma equipe formada por pessoas que, até então, eram seus pares e, em muitos casos, amigos. 'A relação com meus colegas era muito próxima, a ponto de eu frequentar as festas de família de muitos deles', afirma Juliano.
Ao mudar de função, Juliano temia que a relação com seus amigos — e agora subordinados — ficasse prejudicada. 'Sabia que seria inevitável comparar minha postura antes e depois de me tornar chefe.' Assumir a chefia de uma equipe formada por amigos é um grande desafio, pois exige algumas mudanças significativas no relacionamento com os antigos colegas e agora subordinados.
Problemas ao longo dessa transição são naturais — medo de desagradar, uso inadequado de relações pessoais e favorecimentos são algumas das situações. Mas é possível contornar os obstáculos. No caso de Juliano, o caminho encontrado foi manter o diálogo aberto com a equipe. 'Quero que eles me falem se eu estiver errando a mão', diz. A seguir, algumas ações para lidar com seus amigos subordinados.
Comunicação
Manter um diálogo aberto a críticas e sugestões da equipe é uma das principais orientações dos especialistas. 'A pessoa tem de mostrar que está mudando de cargo, e não de lado', afirma o consultor de gestão Ênio Klein, de São Paulo.
Uma comunicação eficiente ajuda o time a conhecer as regras e diminui os melindres na hora das cobranças. O ideal é que haja uma conversa logo de cara, em que fique decidido como as coisas vão funcionar. 'Sem critérios claros, ou a pessoa se torna muito frouxa, ou vira um carrasco', diz Ênio.
Estilo
Ao assumir um cargo de liderança, muita gente acha que deve agir de outra forma. isso é desnecessário. 'em vários casos, o executivo é promovido justamente por causa do perfil de liderança que já exercia sobre a equipe', diz Felipe Maluf, sócio da consultoria YCoach, de São Paulo.
Mantenha nos relacionamentos a mesma conduta que garantiu seu progresso. 'a única mudança deve ser o acréscimo de funções', diz Anderson Sant’Anna, do núcleo de desenvolvimento de liderança e pessoas da Fundação Dom Cabral, de Minas Gerais.
Respeito
Muitos se sentem desconfortáveis em manter relações mais próximas com a chefia. Respeite isso. esse estranhamento dura apenas um tempo. não tente obrigar ninguém a manter a mesma postura de antes. 'Alguns colegas se distanciaram no início', diz Erlon Lisboa, de 35 anos, que assumiu o cargo de gerente de auditoria e gestão de riscos da rede de lojas Marisa há dois anos.
Hoje, Erlon recuperou aos poucos a relação com seus antigos colegas. 'mostrei que as conversas do passado não seriam usadas contra ninguém', diz Erlon.
Vantagens
Liderar uma equipe composta de gente conhecida tem seus pontos positivos. um deles é que um gestor oriundo do time conhece bem as características de cada um e sabe o que esperar em várias situações.
A proximidade também faz com que o profissional entenda as aspirações de seus antigos colegas — fundamental para manter a equipe satisfeita. 'O executivo deve conectar os objetivos futuros dos profissionais às metas do departamento que gerenciará', diz Marcia Vespa, da Leme Consultoria, de São Paulo.
Igualdade
É natural que se tenha relacionamento mais próximo com algumas pessoas. Quando a relação é entre o gestor e um subordinado, porém, a amizade pode criar desconfortos.
Para evitar isso, Estabeleça critérios sobre assuntos polêmicos, como concessão de prêmios e folgas, e faça com que eles valham para todos. Se o falatório continuar, chame a equipe para uma conversa e encontre os pontos que podem estar desagradando.
Em último caso, adote uma saída drástica, como buscar a transferência do amigo para outro setor.
Expansão
Preservar as relações construídas é importante, mas a promoção também permite ampliar o relacionamento com outras pessoas, porque, depois disso, algumas confidências não podem ser feitas aos antigos colegas, como questões mais estratégicas. mas não há mal em debater com alguns de seus novos pares ou superiores.
Será natural que a relação com essas pessoas se torne mais estreita. Mas aqui também vale o conselho de não forçar a amizade. deixe que esses laços se estabeleçam naturalmente.
Exemplos
'Os líderes mais velhos já passaram por esse tipo de dilema', afirma Felipe, da YCoach. A observação pode mostrar que posturas seguir e quais evitar. o exemplo também pode vir de alguma experiência pessoal.
A supervisora de logística de uma empresa de serviços de saúde Samantha Troiano, de 32 anos, passou por isso. Antes de assumir seu cargo atual, ela já havia feito parte de uma equipe comandada por um colega. 'No caso dele, o cargo subiu à cabeça e a experiência foi ruim”, diz. “mas Foi bom ter vivido isso para não fazer igual'.”
O importante mesmo é desenvolver um bom trabalho, em qualquer cargo que você estiver, pois o seu trabalho valerá muito para uma possível promoção. E, se você tiver boas relações, seus amigos irão torcer por você e ficarão felizes em trabalhar ao seu lado, como seus colaboradores.
Um abraço!
A Autora.
Fonte: Artigo publicado por Gabriel Ferreira, para o site Você S/A, ed. Abril/2015: http://exame.abril.com.br/revista-voce-sa/edicoes/201/noticias/virou-chefe-do-seu-amigo-veja-o-que-fazer. Acesso em 15/04/2015.
segunda-feira, 6 de abril de 2015
Editorial: Saindo da rotina (job crafting, ou 'artesanato de trabalho')
Sabe aquele momento que você acha que seu trabalho fica desgastante, chato e você sente que tem que fazer alguma coisa pra melhorar a situação? Pois é exatamente sobre isso que vamos falar nesse editorial.
Todos nós passamos por isso, seja com seis meses de empresa, seja com 2 ou mais anos de "casa". Chega uma hora que a rotina te pega e se você não tiver jogo de cintura pra lidar com a situação, acaba pedindo demissão. E é para ajudar você nessa hora que trago a pesquisa a seguir, publicada na revista Você S/A, Ed. Abril/2015:
"Já estamos cansados de ouvir: 2015 não será um ano muito animador. Para quem tem um trabalho do qual não gosta, essa parece ser uma notícia pior ainda. Afinal, é uma hora complicada para conseguir um novo emprego ou começar um negócio. E tudo indica que não são poucas as pessoas insatisfeitas na carreira.
Nos Estados Unidos, por exemplo, um estudo da Gallup de 2014 revelou que só 13% se consideram engajados no trabalho. Mas há quem diga que não é preciso mudar de emprego para ficar mais feliz. Na verdade, dá até para transformar o trabalho que você já tem em algo mais interessante. Isso tem até nome: job crafting, ou 'artesanato de trabalho'.
O conceito foi desenvolvido por professores da Universidade de Yale e da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, depois dos resultados surpreendentes de um estudo sobre felicidade em ocupações consideradas, tradicionalmente, insatisfatórias, como auxiliar de limpeza.
Eles descobriram que parte dos funcionários se considerava feliz e motivada para exercer até mais do que seus cargos pediam. 'Esses profissionais faziam mudanças na forma como se comunicavam e em como viam seu trabalho', diz Jane Dutton, professora na Universidade de Michigan e uma das criadoras do conceito. 'E essa descoberta dá opções para pessoas em qualquer tipo de trabalho.' Isso quer dizer que você também pode transformar seu atual emprego em algo mais interessante.
1º - atitude: Repense suas tarefas
Pense em como cada uma de suas tarefas corresponde ou não a seus pontos fortes e desejos. Com isso em mente, o desafio é mudar pequenas coisas para ter mais satisfação. Vale priorizar, quando possível, aquilo que você já faz com mais prazer.
Aceite e sugira novos projetos: pode ser uma iniciativa ligada a trabalhos sociais, por exemplo, ou uma ideia que, além de ajudar a empresa, auxilie a suprir um desejo pessoal. Muitos profissionais podem pensar que isso vai apenas aumentar a quantidade de trabalho.
Mas não é assim. Fazer algo que dá satisfação abre novos caminhos profissionais e aumenta a produtividade. 'As empresas estão esperando essas iniciativas', diz Adriana Prates, presidente da Dasein Executive Search, consultoria de recolocação de Minas Gerais.
Converse com colegas para fazer acordos e trocas entre uma tarefa e outra. Em um projeto em equipe, quem gosta de trabalhos mais analíticos pode elaborar relatórios e quem é mais sociável pode ficar responsável pela apresentação aos clientes. Olhe também para aquelas tarefas que todos evitam, mas que sempre precisam ser feitas. Por que não se aproveitar delas e criar uma forma só sua de dar conta daquilo?
Deixe claro para os outros que você não vai abandonar suas obrigações, mesmo que assuma novas tarefas. Mostre que seus esforços estão de acordo com os resultados que precisa entregar, assim os outros terão segurança sobre seu comprometimento.
2º - atitude: Transforme seus relacionamentos
Um dos segredos para ter mais satisfação é mudar o modo de se relacionar com as pessoas com quem convive no trabalho — sejam colegas, chefes, sejam clientes. Na pesquisa feita pelos acadêmicos de Yale e Michigan, os funcionários de hospital identificados como os mais felizes eram os que criavam as relações mais significativas com os pacientes que atendiam.
Perguntar como está o dia de seu colega, se oferecer para ajudá-lo ou sugerir uma pausa para um café pode mudar o modo como você e os outros se veem. 'Crie oportunidades para que as pessoas busquem mais por você. É assim que se formam grandes alianças', diz Adriana.
'Algumas pessoas nos desgastam e outras nos dão energia', afirma Jane. Por isso é importante analisar cada relacionamento individualmente para notar com quais colegas (e chefes) é mais fácil conversar, quais são mais fechados, quais funcionam melhor por e-mail. Essa análise ajuda a entender o perfil das pessoas que o cercam e a ajustar suas atitudes.
Criar novas conexões deixa seu trabalho mais estimulante. Você pode se voluntariar para ser o mentor de novos contratados, ou então pedir para participar mais de reuniões com pessoas de outras áreas para conhecê-las melhor.
3º - atitude: Redefina seu trabalho
As pessoas mais satisfeitas criam uma definição própria do que é o trabalho — e não ficam presas às tarefas e às habilidades definidas originalmente pela empresa para aquela função.
Ou seja, é mais feliz quem se transforma. Um dos entrevistados pelos pesquisadores americanos, ao ser questionado por que fazia diferente, disse que aquilo não era parte de seu emprego, mas parte de quem ele era.
O modo como você pensa molda seu dia e sua definição de propósito. 'A satisfação está em sua relação com o trabalho, e não no trabalho em si', diz Renato Guimarães, da Fundação Getulio Vargas de São Paulo.
Pense em qual é o sentido real de seu trabalho. Pode ser a satisfação ao perceber que resolveu o problema de um cliente, a percepção de que seu esforço ajuda no crescimento da empresa ou a alegria por ter sido importante no desenvolvimento da carreira de um colega.
Encontrar significado ajuda a ter ânimo nas horas difíceis. Lembre-se das tarefas que mais lhe dão prazer e são relevantes para você no dia a dia. Tente se concentrar nelas e gastar menos energia pensando em como algumas atividades são chatas.
4º - atitude: Faça mudanças pontuais
Não dá para mudar todo o seu trabalho ou tentar fazer isso o tempo todo. 'Nunca a vida vai ser um mar de rosas, é preciso aceitar isso', diz Nélio Bilate, consultor de São Paulo. Mas é importante pensar nas pequenas vitórias para se motivar.
Separe 15 minutos de seu dia para fazer algo que desenvolva sua habilidade favorita — se é bom com palavras, escreva um e-mail longo; se gosta de conversar com pessoas, dê um telefonema para retomar um contato. Faça disso um hábito.
Fique atento às chances que podem surgir para fazer algo de forma diferente — como repensar a estrutura de uma reunião. 'O melhor conselho para encontrar satisfação é experimentar sempre', diz Jane.
Quando pensar sobre uma mudança complexa, concentre-se em conversar com as pessoas mais propensas a aceitar transformações. Busque aliados cujos objetivos e interesses tenham a ver com sua ideia e crie um time que vá lutar pela inovação."
Seguindo essas dicas, você pode mudar sua visão do seu trabalho e torná-lo menos rotineiro e mais agradável.
Até mais!
A Autora
Fonte: Texto de Barbara Nor, para Revista Você S/A, ed. Abril/2015, publicado em http://exame.abril.com.br/revista-voce-sa/edicoes/200/noticias/saiba-como-mudar-o-trabalho-chato-sem-precisar-sair-dele. Acesso em 06/04/2015.
Todos nós passamos por isso, seja com seis meses de empresa, seja com 2 ou mais anos de "casa". Chega uma hora que a rotina te pega e se você não tiver jogo de cintura pra lidar com a situação, acaba pedindo demissão. E é para ajudar você nessa hora que trago a pesquisa a seguir, publicada na revista Você S/A, Ed. Abril/2015:
"Já estamos cansados de ouvir: 2015 não será um ano muito animador. Para quem tem um trabalho do qual não gosta, essa parece ser uma notícia pior ainda. Afinal, é uma hora complicada para conseguir um novo emprego ou começar um negócio. E tudo indica que não são poucas as pessoas insatisfeitas na carreira.
Nos Estados Unidos, por exemplo, um estudo da Gallup de 2014 revelou que só 13% se consideram engajados no trabalho. Mas há quem diga que não é preciso mudar de emprego para ficar mais feliz. Na verdade, dá até para transformar o trabalho que você já tem em algo mais interessante. Isso tem até nome: job crafting, ou 'artesanato de trabalho'.
O conceito foi desenvolvido por professores da Universidade de Yale e da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, depois dos resultados surpreendentes de um estudo sobre felicidade em ocupações consideradas, tradicionalmente, insatisfatórias, como auxiliar de limpeza.
Eles descobriram que parte dos funcionários se considerava feliz e motivada para exercer até mais do que seus cargos pediam. 'Esses profissionais faziam mudanças na forma como se comunicavam e em como viam seu trabalho', diz Jane Dutton, professora na Universidade de Michigan e uma das criadoras do conceito. 'E essa descoberta dá opções para pessoas em qualquer tipo de trabalho.' Isso quer dizer que você também pode transformar seu atual emprego em algo mais interessante.
1º - atitude: Repense suas tarefas
Pense em como cada uma de suas tarefas corresponde ou não a seus pontos fortes e desejos. Com isso em mente, o desafio é mudar pequenas coisas para ter mais satisfação. Vale priorizar, quando possível, aquilo que você já faz com mais prazer.
Aceite e sugira novos projetos: pode ser uma iniciativa ligada a trabalhos sociais, por exemplo, ou uma ideia que, além de ajudar a empresa, auxilie a suprir um desejo pessoal. Muitos profissionais podem pensar que isso vai apenas aumentar a quantidade de trabalho.
Mas não é assim. Fazer algo que dá satisfação abre novos caminhos profissionais e aumenta a produtividade. 'As empresas estão esperando essas iniciativas', diz Adriana Prates, presidente da Dasein Executive Search, consultoria de recolocação de Minas Gerais.
Converse com colegas para fazer acordos e trocas entre uma tarefa e outra. Em um projeto em equipe, quem gosta de trabalhos mais analíticos pode elaborar relatórios e quem é mais sociável pode ficar responsável pela apresentação aos clientes. Olhe também para aquelas tarefas que todos evitam, mas que sempre precisam ser feitas. Por que não se aproveitar delas e criar uma forma só sua de dar conta daquilo?
Deixe claro para os outros que você não vai abandonar suas obrigações, mesmo que assuma novas tarefas. Mostre que seus esforços estão de acordo com os resultados que precisa entregar, assim os outros terão segurança sobre seu comprometimento.
2º - atitude: Transforme seus relacionamentos
Um dos segredos para ter mais satisfação é mudar o modo de se relacionar com as pessoas com quem convive no trabalho — sejam colegas, chefes, sejam clientes. Na pesquisa feita pelos acadêmicos de Yale e Michigan, os funcionários de hospital identificados como os mais felizes eram os que criavam as relações mais significativas com os pacientes que atendiam.
Perguntar como está o dia de seu colega, se oferecer para ajudá-lo ou sugerir uma pausa para um café pode mudar o modo como você e os outros se veem. 'Crie oportunidades para que as pessoas busquem mais por você. É assim que se formam grandes alianças', diz Adriana.
'Algumas pessoas nos desgastam e outras nos dão energia', afirma Jane. Por isso é importante analisar cada relacionamento individualmente para notar com quais colegas (e chefes) é mais fácil conversar, quais são mais fechados, quais funcionam melhor por e-mail. Essa análise ajuda a entender o perfil das pessoas que o cercam e a ajustar suas atitudes.
Criar novas conexões deixa seu trabalho mais estimulante. Você pode se voluntariar para ser o mentor de novos contratados, ou então pedir para participar mais de reuniões com pessoas de outras áreas para conhecê-las melhor.
3º - atitude: Redefina seu trabalho
As pessoas mais satisfeitas criam uma definição própria do que é o trabalho — e não ficam presas às tarefas e às habilidades definidas originalmente pela empresa para aquela função.
Ou seja, é mais feliz quem se transforma. Um dos entrevistados pelos pesquisadores americanos, ao ser questionado por que fazia diferente, disse que aquilo não era parte de seu emprego, mas parte de quem ele era.
O modo como você pensa molda seu dia e sua definição de propósito. 'A satisfação está em sua relação com o trabalho, e não no trabalho em si', diz Renato Guimarães, da Fundação Getulio Vargas de São Paulo.
Pense em qual é o sentido real de seu trabalho. Pode ser a satisfação ao perceber que resolveu o problema de um cliente, a percepção de que seu esforço ajuda no crescimento da empresa ou a alegria por ter sido importante no desenvolvimento da carreira de um colega.
Encontrar significado ajuda a ter ânimo nas horas difíceis. Lembre-se das tarefas que mais lhe dão prazer e são relevantes para você no dia a dia. Tente se concentrar nelas e gastar menos energia pensando em como algumas atividades são chatas.
4º - atitude: Faça mudanças pontuais
Não dá para mudar todo o seu trabalho ou tentar fazer isso o tempo todo. 'Nunca a vida vai ser um mar de rosas, é preciso aceitar isso', diz Nélio Bilate, consultor de São Paulo. Mas é importante pensar nas pequenas vitórias para se motivar.
Separe 15 minutos de seu dia para fazer algo que desenvolva sua habilidade favorita — se é bom com palavras, escreva um e-mail longo; se gosta de conversar com pessoas, dê um telefonema para retomar um contato. Faça disso um hábito.
Fique atento às chances que podem surgir para fazer algo de forma diferente — como repensar a estrutura de uma reunião. 'O melhor conselho para encontrar satisfação é experimentar sempre', diz Jane.
Quando pensar sobre uma mudança complexa, concentre-se em conversar com as pessoas mais propensas a aceitar transformações. Busque aliados cujos objetivos e interesses tenham a ver com sua ideia e crie um time que vá lutar pela inovação."
Seguindo essas dicas, você pode mudar sua visão do seu trabalho e torná-lo menos rotineiro e mais agradável.
Até mais!
A Autora
Fonte: Texto de Barbara Nor, para Revista Você S/A, ed. Abril/2015, publicado em http://exame.abril.com.br/revista-voce-sa/edicoes/200/noticias/saiba-como-mudar-o-trabalho-chato-sem-precisar-sair-dele. Acesso em 06/04/2015.
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