Olá Leitores,
Chegou a hora de você, estudante ou Profissional em busca de uma nova área de atuação, escolher o seu curso no Sistema de Seleção Unificada - SISU, mas, acontece também aquela pergunta: O que escolher, com a minha nota, que tem a ver com o que eu quero seguir ?
Se você está na primeira graduação, parece um pouco assustador escolher uma profissão que, teoricamente, você terá que seguir "pelo resto da sua vida". Mas, se você está pensando assim, pode relaxar: Escolher uma graduação, no momento atual em que vivemos, não significa que você "nunca mais poderá mudar de área de atuação". Você não precisa ficar nessa área pra sempre, um exemplo disso são os colegas profissionais que estão mudando de área.
Escolher uma graduação não é sinônimo de que você ficará definitivamente atuando com aquele ramo de atividade. Se, no futuro, não se identificar com aquele curso ou com aquela atividade, pode fazer todo o processo novamente e mudar de área. Ou, se já é Graduado, pode fazer uma pós graduação em outra área e passar a atuar de forma mais específica.
Mas, se você não quer arriscar escolher um curso no qual não irá se identificar, minha sugestão é buscar um serviço de orientação vocacional profissional. Algumas escolas de ensino médio oferecem essa orientação para os alunos do último ano do Ensino Médio, com a finalidade de direcioná-los para a profissão que mais tem a ver com suas habilidades e sonhos. Porém, se sua escola não oferece, busque na internet, em sites das universidades, informações sobre a grade curricular dos cursos e suas áreas de atuação profissional.
E um conselho: Escolha o curso que você realmente se identifique! Não escolha por indicação de parentes e nem de amigos, pois quem vai cursar 05 anos e depois trabalhar na área é VOCÊ. Não é legal investir esse tempo todo em um curso que você não se identifica e nem tem interesse em atuar na área.
Boa sorte à todos e pra quem vai escolher cursos da UFC segue o link das grades curriculares dos cursos oferecidos lá: www.ufc.br
Boa escolha!
Rosaly Costa
Autora
quinta-feira, 24 de janeiro de 2019
quarta-feira, 5 de dezembro de 2018
Retorno às atividades
Amigos leitores,
Após um período de adaptação da minha nova realidade como mãe e profissional, estou retornando com nossos editoriais aqui do Blog.
Muitos acontecimentos ocorreram ao longo desses meses, vamos falar um pouco sobre alguns deles:
1 . Eventos e Dia dos Profissionais de Secretariado
Congressos e Encontros marcaram o ano de 2018. Entre os eventos, estão os 80 anos da FEAACS - Faculdade de Economia Admnistração, Finanças, Ciências Atuariais, contabilidade e Secretariado Executivo, campus da UFC onde fiz minha graduação e as comemorações alusivas ao dia do Profissional de Secretariado Executivo. Postei na página de fotos uma recordação desse dia.
2. Crescimento de Revistas OnLine e Periódicos na área de Secretariado
Nas redes sociais é notório o surgimento e fortalecimento de blogs e revistas OnLine com conteúdos voltados para nossa área de Secretariado Executivo, dentre eles cito:
http://executivanewsrevistadigital.com/
3. Cursos OnLine
Com o aumento da utilização das tecnologias e com a nossa rotina cada dia mais corrida houve oportunidade para o crescimento de cursos OnLine com temas voltados para nossa área de atuação, que permite a adaptação aos horários que melhor se adequam em nosso dia-a-dia. Ressalto a importância dessa modalidade pois somos profissionais dinâmicos e não podemos deixar de nos atualizar profissionalmente.
4. Eleições
Como não falar desse assunto, que foi muito polemizado nas redes sociais e nas rodas de conversas de familiares e amigos? Sem tomar partido de um lado nem de outro, apenas comento que as discussões sobre política precisam ser embasadas em afirmações verdadeiras e abordadas de forma saudável, sem ofensas e agressividades, e precisamos tomar cuidado redobrado com as "FakeNews". Somos profissionais que precisamos prezar pelas boas relações e diplomacia, pois lidamos com muitas pessoas e não podemos ficar incentivando comentários que denigram a imagem ou conduta de quem quer que seja.
Enfim, foram muitos assuntos durante esses meses. Se vc sentiu falta de falar sobre algo ou quer sugerir uma pesquisa para o editorial, manda aqui pro e-mail do Blog: blogdesecretariado@gmail.com
Até mais!
Rosaly Costa
Autora do Blog
Após um período de adaptação da minha nova realidade como mãe e profissional, estou retornando com nossos editoriais aqui do Blog.
Muitos acontecimentos ocorreram ao longo desses meses, vamos falar um pouco sobre alguns deles:
1 . Eventos e Dia dos Profissionais de Secretariado
Congressos e Encontros marcaram o ano de 2018. Entre os eventos, estão os 80 anos da FEAACS - Faculdade de Economia Admnistração, Finanças, Ciências Atuariais, contabilidade e Secretariado Executivo, campus da UFC onde fiz minha graduação e as comemorações alusivas ao dia do Profissional de Secretariado Executivo. Postei na página de fotos uma recordação desse dia.
2. Crescimento de Revistas OnLine e Periódicos na área de Secretariado
Nas redes sociais é notório o surgimento e fortalecimento de blogs e revistas OnLine com conteúdos voltados para nossa área de Secretariado Executivo, dentre eles cito:
http://executivanewsrevistadigital.com/
3. Cursos OnLine
Com o aumento da utilização das tecnologias e com a nossa rotina cada dia mais corrida houve oportunidade para o crescimento de cursos OnLine com temas voltados para nossa área de atuação, que permite a adaptação aos horários que melhor se adequam em nosso dia-a-dia. Ressalto a importância dessa modalidade pois somos profissionais dinâmicos e não podemos deixar de nos atualizar profissionalmente.
4. Eleições
Como não falar desse assunto, que foi muito polemizado nas redes sociais e nas rodas de conversas de familiares e amigos? Sem tomar partido de um lado nem de outro, apenas comento que as discussões sobre política precisam ser embasadas em afirmações verdadeiras e abordadas de forma saudável, sem ofensas e agressividades, e precisamos tomar cuidado redobrado com as "FakeNews". Somos profissionais que precisamos prezar pelas boas relações e diplomacia, pois lidamos com muitas pessoas e não podemos ficar incentivando comentários que denigram a imagem ou conduta de quem quer que seja.
Enfim, foram muitos assuntos durante esses meses. Se vc sentiu falta de falar sobre algo ou quer sugerir uma pesquisa para o editorial, manda aqui pro e-mail do Blog: blogdesecretariado@gmail.com
Até mais!
Rosaly Costa
Autora do Blog
quinta-feira, 5 de abril de 2018
Editorial: Assédio nas organizações: Um assunto recorrente em 2018.
Em pleno ano de 2018 ainda ouve-se falar muito sobre assédio, tanto moral quanto sexual.
Segundo o site do Conselho Nacional de Justiça - CNJ, O assédio moral caracteriza-se por toda conduta abusiva, a exemplo de gestos, palavras e atitudes que se repitam de forma sistemática, atingindo a dignidade ou integridade psíquica ou física de um trabalhador. Na maioria das vezes, há constantes ameaças ao emprego e o ambiente de trabalho é degradado. No entanto, o assédio moral não é sinônimo de humilhação e, para ser configurado, é necessário que se prove que a conduta desumana e antiética do empregador tenha sido realizada com frequência, de forma sistemática. Dessa forma, uma desavença esporádica no ambiente de trabalho não caracteriza assédio moral, mas sim por fato isolado.
Então, como nossa profissão é uma das mais atingidas por esse tipo de prática abusiva, o editorial desse mês traz uma matéria publicada na revista Você RH - Ed. Março/2018 sobre esse assunto:
"O debate sobre assédio sexual cresceu em 2017, quando inúmeros relatos sobre Harvey Weinstein, produtor americano conhecido por filmes como Pulp Fiction e Bastardos Inglórios, apareceram na imprensa. O produtor foi demitido do estúdio no qual era copresidente. Desde então, muitas pessoas sentiram-se encorajadas a quebrar o silêncio sobre esse tema ainda considerado tabu, principalmente por meio da hashtag #MeToo, que ganhou enorme dimensão nas redes sociais. Seguindo a onda de denúncias, a revista Time, em sua edição especial na qual elege a personalidade do ano, trouxe na capa algumas das vítimas que romperam o silêncio e expuseram seus agressores, como a atriz Ashley Judd e a cantora Taylor Swift.
Para ouvir histórias como essas, não é preciso ir tão longe. No Brasil, segundo um estudo do site Vagas.com, realizado em 2015 com quase 5 000 profissionais, 52% já sofreram algum tipo de assédio no ambiente de trabalho. Desses, 10% dos casos poderiam ser caracterizados como assédio sexual — e as mulheres eram vítimas em 80% deles. Nesse cenário, é fundamental pensar no papel do RH — tanto na prevenção quanto na punição do assédio. A seguir, veja dez dicas práticas de como lidar com o tema.
1. Treine os funcionários
Para que todos os funcionários estejam cientes dos tipos de comportamento considerados inaceitáveis na companhia, é preciso realizar treinamentos frequentes, sejam eles formais ou informais, como workshops. “A organização tem responsabilidade pelos atos de seus representantes e precisa adotar alguns meios para garantir a integridade física e mental do empregado e proporcionar um ambiente saudável”, diz Gisela Freire, advogada do escritório Cescon, Barrieu, Flesch & Barreto. o combate ao assédio sexual e moral no ambiente de trabalho começa com medidas como promover palestras de conscientização, criar canais de denúncia, facilitar a comunicação dos empregados sobre o assunto, elaborar um manual de conduta e punir os agressores.
2. Pratique o código de ética
Mesmo que as regras estejam todas no papel, é preciso trazê-las para a realidade. “A empresa deve deixar muito claro que essa conduta não é tolerada, explicando o que é o assédio e quais as consequências para o empregado”, diz Gisela. O RH é um dos guardiões do comportamento, participando do comitê para investigar as denúncias e incentivando essas conversas na empresa. “A área de recursos humanos precisa levar essa mensagem para a organização e tem o papel de educar, de trazer a consciência e de fazer com que a empresa viva o código de ética.”
3. Comece pelo recrutamento
A prevenção do assédio deve começar já no momento da contratação dos funcionários. “A ideia é olhar com cuidado todos os processos de RH: como é o recrutamento e a seleção? os valores do candidato estão sendo levados em conta? Estamos demitindo um funcionário porque não foi feita uma avaliação adequada de seu comportamento antes de contratá-lo?”, exemplifica Angela Lucas, professora de comportamento organizacional e liderança do centro universitário FEI.
4. Diminua a desigualdade de gênero
Trazer mais mulheres para dentro da organização pode ser um fator decisivo para a prevenção do assédio no ambiente de trabalho. Contudo, só colocar funcionárias dentro da companhia não é suficiente — a cultura machista, muitas vezes enraizada nos empregados, pode impedir a equidade de gêneros. “Um olhar atento aos detalhes é importante para tornar o ambiente mais inclusivo. Na estrutura hierárquica da empresa, há mulheres? Elas estão em cargos estratégicos? Elas são alvo de piadinhas que não deveriam ouvir? Como é a aceitação das mulheres dentro da organização?”, diz Angela.
5. Fortaleça os canais de denúncia
O principal motivo para uma vítima de assédio manter-se em silêncio é o medo de sofrer alguma retaliação, de acordo com um estudo elaborado pelo instituto de pesquisa Opinium, no Reino Unido. Por essa razão, 58% das pessoas não reportam os casos. Como fazer com que os empregados não tenham medo de denunciar? “Encorajamos as pessoas a falar sobre o assunto e temos realizado um acompanhamento e um controle para que não sofram retaliação”, diz Sheila Ceglio, diretora de RH do laboratório Pfizer, que mantém uma plataforma específica para receber as denúncias. É importante que esses canais sejam efetivos e preservem o anonimato da vítima caso ela opte por não divulgar sua identidade. “Quando uma empresa tem uma área de RH organizada, esses processos são bem eficientes”, diz Gisela. “Nessas organizações, as pessoas procuram esses canais porque sabem que o problema vai ser apurado.”
6. Investigue os casos
Assim que as companhias recebem uma denúncia, a ação mais comum é fazer uma investigação para comprovar se o assédio realmente aconteceu. “Temos um comitê composto de diretores da empresa no qual esses assuntos são analisados e investigados. Posteriormente, dependendo da avaliação desse comitê, são tomadas as providências. A investigação é confidencial e temos pessoas específicas para isso”, diz Aline Cintra, gerente de aquisição de talentos da Monsanto, multinacional que atua no setor de biotecnologia e agricultura. Para a investigação, qualquer meio pode ser utilizado como prova, incluindo foto, mensagem, vídeo, presente recebido, e-mail, gravações e testemunhas.
7. Esqueça a hierarquia
Mesmo quando o assediador ocupa um cargo elevado, a empresa tem o dever de coibir a prática. “Para que uma política funcione, é preciso que ela ignore o nível hierárquico. Em situações como essa, o cargo do funcionário não é relevante”, diz Sheila, da Pfizer. “Não dá para levar em consideração a hierarquia quando estamos falando de uma cultura de comportamentos inadequados. O tratamento tem de ser igual para todos.”
8. Dê apoio à vítima
Após a conclusão da investigação e a comprovação do assédio, é importante acolher a vítima. “Muitas vezes, é mais uma conversa, um suporte psicológico, miniférias ou até mesmo uma mudança de área”, diz Angela, da FEI. Embora não haja um consenso sobre a melhor forma de agir, é certo que a empresa não pode se omitir. “Com frequência, a vítima se sente culpada por ter sofrido o assédio, achando que pode ter dado uma brecha. Isso precisa ser trabalhado dentro da empresa”, diz Angela.
9. Tome uma atitude
Se a organização não tomar nenhuma atitude em relação ao agressor, há o risco de a vítima denunciar o empregador. Isso acontece porque, na Justiça, é mais fácil processar uma empresa do que um assediador individualmente. “se o departamento de recursos humanos for bem estruturado, os casos de assédio na empresa, possivelmente, não chegam à Justiça, porque já são tratados internamente”, diz a advogada Gisela.
10. Cobre a punição do infrator
Para crimes de assédio, a punição é aquela prevista no código de ética da companhia — advertência, suspensão ou até mesmo demissão por justa causa. Esta última medida não é uma decisão fácil, reconhece Angela. “Desligar um funcionário é algo muito complicado para uma empresa, principalmente se o empregado tem um cargo importante ou se a organização investiu muito na carreira dele. Por justa causa, é mais difícil ainda, devido às implicações legais”, diz Angela. “O profissional demitido pode entrar com recurso, e esse é um nível de exposição que muitas companhias não querem ter.”
Muitas empresas de médio e grande porte já estão adotando a prática do "Compliance" que, dentre outras características, incentiva o conhecimento e a prática do código de ética como ação rotineira no dia a dia dos colaboradores de todas os níveis hierárquicos.
Cabe a cada um dos profissionais da empresa a fiscalização quanto ao cumprimento do código de ética.
Um Abraço!
A Autora
Fontes: Artigo publicado no site da revista Você RH, ed. Março/2018: https://exame.abril.com.br/negocios/saiba-o-que-a-sua-empresa-pode-fazer-para-combater-o-assedio/. Acesso em 05/04/2018.
Site do Conselho Nacional de Justiça - conceito de Assédio Moral: http://www.cnj.jus.br/noticias/cnj//noticias/cnj/84036-cnj-servico-o-que-e-assedio-moral-e-o-que-fazer. Acesso em 05/04/2018.
Segundo o site do Conselho Nacional de Justiça - CNJ, O assédio moral caracteriza-se por toda conduta abusiva, a exemplo de gestos, palavras e atitudes que se repitam de forma sistemática, atingindo a dignidade ou integridade psíquica ou física de um trabalhador. Na maioria das vezes, há constantes ameaças ao emprego e o ambiente de trabalho é degradado. No entanto, o assédio moral não é sinônimo de humilhação e, para ser configurado, é necessário que se prove que a conduta desumana e antiética do empregador tenha sido realizada com frequência, de forma sistemática. Dessa forma, uma desavença esporádica no ambiente de trabalho não caracteriza assédio moral, mas sim por fato isolado.
Então, como nossa profissão é uma das mais atingidas por esse tipo de prática abusiva, o editorial desse mês traz uma matéria publicada na revista Você RH - Ed. Março/2018 sobre esse assunto:
"O debate sobre assédio sexual cresceu em 2017, quando inúmeros relatos sobre Harvey Weinstein, produtor americano conhecido por filmes como Pulp Fiction e Bastardos Inglórios, apareceram na imprensa. O produtor foi demitido do estúdio no qual era copresidente. Desde então, muitas pessoas sentiram-se encorajadas a quebrar o silêncio sobre esse tema ainda considerado tabu, principalmente por meio da hashtag #MeToo, que ganhou enorme dimensão nas redes sociais. Seguindo a onda de denúncias, a revista Time, em sua edição especial na qual elege a personalidade do ano, trouxe na capa algumas das vítimas que romperam o silêncio e expuseram seus agressores, como a atriz Ashley Judd e a cantora Taylor Swift.
Para ouvir histórias como essas, não é preciso ir tão longe. No Brasil, segundo um estudo do site Vagas.com, realizado em 2015 com quase 5 000 profissionais, 52% já sofreram algum tipo de assédio no ambiente de trabalho. Desses, 10% dos casos poderiam ser caracterizados como assédio sexual — e as mulheres eram vítimas em 80% deles. Nesse cenário, é fundamental pensar no papel do RH — tanto na prevenção quanto na punição do assédio. A seguir, veja dez dicas práticas de como lidar com o tema.
1. Treine os funcionários
Para que todos os funcionários estejam cientes dos tipos de comportamento considerados inaceitáveis na companhia, é preciso realizar treinamentos frequentes, sejam eles formais ou informais, como workshops. “A organização tem responsabilidade pelos atos de seus representantes e precisa adotar alguns meios para garantir a integridade física e mental do empregado e proporcionar um ambiente saudável”, diz Gisela Freire, advogada do escritório Cescon, Barrieu, Flesch & Barreto. o combate ao assédio sexual e moral no ambiente de trabalho começa com medidas como promover palestras de conscientização, criar canais de denúncia, facilitar a comunicação dos empregados sobre o assunto, elaborar um manual de conduta e punir os agressores.
2. Pratique o código de ética
Mesmo que as regras estejam todas no papel, é preciso trazê-las para a realidade. “A empresa deve deixar muito claro que essa conduta não é tolerada, explicando o que é o assédio e quais as consequências para o empregado”, diz Gisela. O RH é um dos guardiões do comportamento, participando do comitê para investigar as denúncias e incentivando essas conversas na empresa. “A área de recursos humanos precisa levar essa mensagem para a organização e tem o papel de educar, de trazer a consciência e de fazer com que a empresa viva o código de ética.”
3. Comece pelo recrutamento
A prevenção do assédio deve começar já no momento da contratação dos funcionários. “A ideia é olhar com cuidado todos os processos de RH: como é o recrutamento e a seleção? os valores do candidato estão sendo levados em conta? Estamos demitindo um funcionário porque não foi feita uma avaliação adequada de seu comportamento antes de contratá-lo?”, exemplifica Angela Lucas, professora de comportamento organizacional e liderança do centro universitário FEI.
4. Diminua a desigualdade de gênero
Trazer mais mulheres para dentro da organização pode ser um fator decisivo para a prevenção do assédio no ambiente de trabalho. Contudo, só colocar funcionárias dentro da companhia não é suficiente — a cultura machista, muitas vezes enraizada nos empregados, pode impedir a equidade de gêneros. “Um olhar atento aos detalhes é importante para tornar o ambiente mais inclusivo. Na estrutura hierárquica da empresa, há mulheres? Elas estão em cargos estratégicos? Elas são alvo de piadinhas que não deveriam ouvir? Como é a aceitação das mulheres dentro da organização?”, diz Angela.
5. Fortaleça os canais de denúncia
O principal motivo para uma vítima de assédio manter-se em silêncio é o medo de sofrer alguma retaliação, de acordo com um estudo elaborado pelo instituto de pesquisa Opinium, no Reino Unido. Por essa razão, 58% das pessoas não reportam os casos. Como fazer com que os empregados não tenham medo de denunciar? “Encorajamos as pessoas a falar sobre o assunto e temos realizado um acompanhamento e um controle para que não sofram retaliação”, diz Sheila Ceglio, diretora de RH do laboratório Pfizer, que mantém uma plataforma específica para receber as denúncias. É importante que esses canais sejam efetivos e preservem o anonimato da vítima caso ela opte por não divulgar sua identidade. “Quando uma empresa tem uma área de RH organizada, esses processos são bem eficientes”, diz Gisela. “Nessas organizações, as pessoas procuram esses canais porque sabem que o problema vai ser apurado.”
6. Investigue os casos
Assim que as companhias recebem uma denúncia, a ação mais comum é fazer uma investigação para comprovar se o assédio realmente aconteceu. “Temos um comitê composto de diretores da empresa no qual esses assuntos são analisados e investigados. Posteriormente, dependendo da avaliação desse comitê, são tomadas as providências. A investigação é confidencial e temos pessoas específicas para isso”, diz Aline Cintra, gerente de aquisição de talentos da Monsanto, multinacional que atua no setor de biotecnologia e agricultura. Para a investigação, qualquer meio pode ser utilizado como prova, incluindo foto, mensagem, vídeo, presente recebido, e-mail, gravações e testemunhas.
7. Esqueça a hierarquia
Mesmo quando o assediador ocupa um cargo elevado, a empresa tem o dever de coibir a prática. “Para que uma política funcione, é preciso que ela ignore o nível hierárquico. Em situações como essa, o cargo do funcionário não é relevante”, diz Sheila, da Pfizer. “Não dá para levar em consideração a hierarquia quando estamos falando de uma cultura de comportamentos inadequados. O tratamento tem de ser igual para todos.”
8. Dê apoio à vítima
Após a conclusão da investigação e a comprovação do assédio, é importante acolher a vítima. “Muitas vezes, é mais uma conversa, um suporte psicológico, miniférias ou até mesmo uma mudança de área”, diz Angela, da FEI. Embora não haja um consenso sobre a melhor forma de agir, é certo que a empresa não pode se omitir. “Com frequência, a vítima se sente culpada por ter sofrido o assédio, achando que pode ter dado uma brecha. Isso precisa ser trabalhado dentro da empresa”, diz Angela.
9. Tome uma atitude
Se a organização não tomar nenhuma atitude em relação ao agressor, há o risco de a vítima denunciar o empregador. Isso acontece porque, na Justiça, é mais fácil processar uma empresa do que um assediador individualmente. “se o departamento de recursos humanos for bem estruturado, os casos de assédio na empresa, possivelmente, não chegam à Justiça, porque já são tratados internamente”, diz a advogada Gisela.
10. Cobre a punição do infrator
Para crimes de assédio, a punição é aquela prevista no código de ética da companhia — advertência, suspensão ou até mesmo demissão por justa causa. Esta última medida não é uma decisão fácil, reconhece Angela. “Desligar um funcionário é algo muito complicado para uma empresa, principalmente se o empregado tem um cargo importante ou se a organização investiu muito na carreira dele. Por justa causa, é mais difícil ainda, devido às implicações legais”, diz Angela. “O profissional demitido pode entrar com recurso, e esse é um nível de exposição que muitas companhias não querem ter.”
Muitas empresas de médio e grande porte já estão adotando a prática do "Compliance" que, dentre outras características, incentiva o conhecimento e a prática do código de ética como ação rotineira no dia a dia dos colaboradores de todas os níveis hierárquicos.
Cabe a cada um dos profissionais da empresa a fiscalização quanto ao cumprimento do código de ética.
Um Abraço!
A Autora
Fontes: Artigo publicado no site da revista Você RH, ed. Março/2018: https://exame.abril.com.br/negocios/saiba-o-que-a-sua-empresa-pode-fazer-para-combater-o-assedio/. Acesso em 05/04/2018.
Site do Conselho Nacional de Justiça - conceito de Assédio Moral: http://www.cnj.jus.br/noticias/cnj//noticias/cnj/84036-cnj-servico-o-que-e-assedio-moral-e-o-que-fazer. Acesso em 05/04/2018.
quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018
Em breve...novidades!
Prezados Leitores,
Estou reformulando as pesquisas e, em breve, trarei novidades com relação aos temas aqui abordados.
Se vc quiser indicar algum tema, mande para o e-mail:
blogdesecretariado@gmail.com
Até breve!
Rosaly Costa
Autora
Estou reformulando as pesquisas e, em breve, trarei novidades com relação aos temas aqui abordados.
Se vc quiser indicar algum tema, mande para o e-mail:
blogdesecretariado@gmail.com
Até breve!
Rosaly Costa
Autora
quinta-feira, 18 de janeiro de 2018
Abaixo Assinado Nota de Repúdio ao Decreto nº 9.262, de 9 de janeiro de 2018 (DOU do dia 10/01/2018 – Nº 7, Seção 1, pág. 5).
A FENASSEC - Federação Nacional das Secretárias e Secretários está movendo um abaixo assinado, em repúdio ao Decreto nº 9.262, de 9 de janeiro de 2018 (DOU do dia 10/01/2018 – Nº 7, Seção 1, pág. 5).
Colega Secretário (a) Executivo (a), contamos com sua assinatura para rever essa injustiça com a nossa profissão:
https://www.abaixoassinado.org/abaixoassinados/39313#inicio
Colega Secretário (a) Executivo (a), contamos com sua assinatura para rever essa injustiça com a nossa profissão:
https://www.abaixoassinado.org/abaixoassinados/39313#inicio
Rosaly Costa
Autora do Blog
segunda-feira, 15 de janeiro de 2018
Editorial: Decreto nº 9.262, de 9 de janeiro de 2018
Após um período dedicado à minha filha, cujo nascimento ocorreu em 20 de outubro de 2017, retomo as pesquisas do Blog e, com tristeza, deparo-me com o Decreto nº 9.262, de 9 de janeiro de 2018 , homologado pelo Presidente em exercício, o qual exclui nosso cargo de Secretariado Executivo, demonstrando desrespeito para com os profissionais de Secretariado Executivo que buscam no Funcionalismo Público uma forma de levar a excelência de suas atividades e tornar o serviço mais ágil, prático e eficiente.
Pessoalmente, sempre almejei do Funcionalismo Público o cargo de Professora do Curso de Secretariado Executivo, com o objetivo de inspirar nos meus futuros alunos a mesma paixão e determinação que em mim foi descoberta, durante as aulas e ao exercer as atividades, através de Bolsa de Iniciação Acadêmica e nos estágios os quais pude aproveitar em meu tempo de aluna acadêmica.
Hoje penso como se torna cada vez mais difícil lecionar em um país que exclui os profissionais, através de decretos como esse.
Abaixo, deixo publicada a Nota de Repúdio enviada pela nossa Federação, e nas fotos é possível ler o envio realizado também pela nossa federação, ao Excelentíssimo Senhor Presidente da República:
"NOTA DE REPÚDIO
A Diretoria da Federação Nacional das Secretárias e Secretários – FENASSEC repudia de forma veemente a publicação do Decreto nº 9.262, de 9 de janeiro de 2018 (DOU do dia 10/01/2018 - Nº 7, Seção 1, pág. 5), pelo Excelentíssimo Senhor Presidente da República, Michel Temer. Tal Decreto extinguiu, dentre outros, cargos de Secretariado no âmbito da administração pública federal direta, autárquica e fundacional. O profissional de Secretariado é essencial para o desempenho e organização eficiente das funções de qualquer órgão gestor, seja no setor público ou privado. Ao extinguir os cargos de secretariado descritos no Decreto nº 9.262/2018, o Excelentíssimo Senhor Presidente da República desconsiderou o fato de que as atividades pertinentes ao Secretariado não foram extintas das organizações, elas continuam existindo e serão sempre necessárias para o seu funcionamento e desenvolvimento e que tal profissão é regulamentada, de maneira que as funções atinentes a esta atividade somente podem ser exercidas pelos profissionais que comprovem a devida habilitação. Evidente, assim, o desrespeito e a afronta direta à Lei Federal nº. 7.377/1985. A FENASSEC estudará as medidas cabíveis para reverter tal injustiça e garantir a manutenção dos cargos e funções de Secretariado no âmbito da administração pública federal.
Brasília, 11 de janeiro de 2018.
DIRETORIA DA FENASSEC"
Pessoalmente, sempre almejei do Funcionalismo Público o cargo de Professora do Curso de Secretariado Executivo, com o objetivo de inspirar nos meus futuros alunos a mesma paixão e determinação que em mim foi descoberta, durante as aulas e ao exercer as atividades, através de Bolsa de Iniciação Acadêmica e nos estágios os quais pude aproveitar em meu tempo de aluna acadêmica.
Hoje penso como se torna cada vez mais difícil lecionar em um país que exclui os profissionais, através de decretos como esse.
Abaixo, deixo publicada a Nota de Repúdio enviada pela nossa Federação, e nas fotos é possível ler o envio realizado também pela nossa federação, ao Excelentíssimo Senhor Presidente da República:
"NOTA DE REPÚDIO
A Diretoria da Federação Nacional das Secretárias e Secretários – FENASSEC repudia de forma veemente a publicação do Decreto nº 9.262, de 9 de janeiro de 2018 (DOU do dia 10/01/2018 - Nº 7, Seção 1, pág. 5), pelo Excelentíssimo Senhor Presidente da República, Michel Temer. Tal Decreto extinguiu, dentre outros, cargos de Secretariado no âmbito da administração pública federal direta, autárquica e fundacional. O profissional de Secretariado é essencial para o desempenho e organização eficiente das funções de qualquer órgão gestor, seja no setor público ou privado. Ao extinguir os cargos de secretariado descritos no Decreto nº 9.262/2018, o Excelentíssimo Senhor Presidente da República desconsiderou o fato de que as atividades pertinentes ao Secretariado não foram extintas das organizações, elas continuam existindo e serão sempre necessárias para o seu funcionamento e desenvolvimento e que tal profissão é regulamentada, de maneira que as funções atinentes a esta atividade somente podem ser exercidas pelos profissionais que comprovem a devida habilitação. Evidente, assim, o desrespeito e a afronta direta à Lei Federal nº. 7.377/1985. A FENASSEC estudará as medidas cabíveis para reverter tal injustiça e garantir a manutenção dos cargos e funções de Secretariado no âmbito da administração pública federal.
Brasília, 11 de janeiro de 2018.
DIRETORIA DA FENASSEC"
sexta-feira, 22 de setembro de 2017
Editorial: Evento XIV SEMISEC
Nos dias 23 a 26 de agosto de 2017 aconteceu o XIV SEMISEC.
Voltado para o tema “DIFERENCIAIS COMPETITIVOS DO SECRETARIADO” o evento foi um sucesso de conteúdo e público. A Secretária Executiva Thays Garcia compareceu ao evento e nos conta tudo sobre a sua experiência:
“Participar
do XIV SEMISEC, foi uma experiência importante para me atualizar de que a
carreira de um profissional de Secretariado Executivo tem que estar em
constante atualização”
Voltado para o tema “DIFERENCIAIS COMPETITIVOS DO SECRETARIADO” o evento foi um sucesso de conteúdo e público. A Secretária Executiva Thays Garcia compareceu ao evento e nos conta tudo sobre a sua experiência:
“Participar
do XIV SEMISEC, foi uma experiência importante para me atualizar de que a
carreira de um profissional de Secretariado Executivo tem que estar em
constante atualização”
O XIV SEMISEC – Seminário
Multiprofissional Integrado de Secretariado da Região Nordeste, teve como tema
central “DIFERENCIAIS COMPETITIVOS DO SECRETARIADO” que fez com que o público
refletisse sobre a atuação e a busca constante do conhecimento. O evento ocorreu no Hotel Blue Tree Towers Rio Poty em Teresina-Piauí no período de 23 a 26 de
agosto de 2017.
O público-alvo do evento foram
profissionais, estudantes e docentes de Secretariado. Para os profissionais o
legado do evento foi o de refletir sobre a atuação e na constante busca pelo
aperfeiçoamento de suas práticas e técnicas. Para os estudantes houve um
momento científico no evento para apresentação de artigos científicos e
pôsteres, no qual o 1º e 2º lugar foram para egressas do curso de Secretariado Executivo
da UFC, assim como, a premiação em 2º e 3º lugar em pôsteres. Para os docentes
houve um momento para lançamento, venda e exposição de livros.
Na ocasião do evento, ocorreu o lançamento
do livro “Técnicas Profissionais para Secretariado & Taquigrafia” da autora
profa. Maria Helena de Macêdo Lima. (foto: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=2378720955687348&set=pb.100006483995302.-2207520000.1505842726.&type=3&theater)
Além disso, o evento também apresentou
novidades, como o Lançamento do XX CONSEC 2018, o lançamento do Seminário
Nacional para a Criação do Conselho de Secretariado e a apresentação e Posse
Festiva da nova Diretoria da FENASSEC. (foto: https://www.facebook.com/secretariandos/photos/pcb.1936401013242685/1936400066576113/?type=3&theater)
O evento foi um verdadeiro sucesso e a
próxima edição será realizada em João Pessoa – PB. "
E fica o convite para o próximo SEMISEC e também para o CONSSEC, que acontece esse ano (Veja a publicidade do evento na aba de eventos do Blog).
Um Abraço!
A Autora.
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